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Eu admiro o esforço da LG em se manter no mercado de smartphones. De verdade. Sem zoeira. Digo isso porque todo mundo que cobre o setor de tecnologia sabe que a empresa não está tão bem assim das pernas no setor de telefonia móvel, e demonstrou bater cabeça em algumas oportunidades, principalmente nos lançamentos de modelos top de linha premium no Brasil (aka LG G5, LG G6 e seu preço, LG G7 e seu preço, etc).

Mas a marca continua tentando, e até que manda bem nos modelos apresentados. Eu gostei (de verdade, acredita em mim, eu não estou zoando) do LG V60 ThinQ 5G e da tentativa da marca em apresentar uma proposta de design diferenciada para um produto dentro da categoria premium. E vou elogiar de novo mais um lançamento dos sul-coreanos: o LG Q51.

Apesar de algumas observações, é claro.

 

 

 

Ajustado para o segmento de linha média

 

 

O LG Q51 é o típico smartphone de linha média da LG para (mais uma vez) conquistar os corações dos fãs convictos da marca e de sua proposta no segmento de telefonia móvel. É o telefone que foi feito para agradar ao meu pai, que ficou com o K10 dele (de 2016) por mais de três anos, e achava aquele smartphone (que só tem 1 GB de RAM) algo “lindo e maravilhoso”.

Sério, eu cheguei a achar que meu pai recebeu da LG para fazer um publi.

De qualquer forma, temos mais uma vez uma combinação de fatores que parecem funcionar para a LG prosperar no mercado de smartphones de linha média, com alguns adicionais típicos de telefones mais caros, mas que (felizmente) estão se popularizando dentro das categorias mais baratas.

O processador Helip P22 trabalhando com 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento não vai impressionar a ninguém (exceto é claro ao meu pai), mas é até justo para a sua faixa de preço (240 euros). Por outro lado, o LG Q51 tenta compensar isso entregando uma câmera traseira tripla e com um sistema de áudio mais avançado que aquele presente em modelos dentro de sua faixa de preço (estéreo, com o DTS:X).

 

 

É sempre importante lembrar ao amigo leitor que ter três câmeras em um smartphone não é sinônimo de qualquer garantia que o dispositivo vai entregar fotos de alta qualidade. Só aumenta a versatilidade fotográfica do dispositivo, e nada mais. Tá, esse novo modelo com certeza vai entregar melhores resultados nas fotos com o efeito bokeh e panorâmicas do que o LG K6+ (e todo ganho é ganho nesse caso), mas não espere nada além disso.

Mas para aqueles que tiverem de forma clara em suas respectivas mentes as características mais essenciais do LG Q51 e não forem muito exigentes com a experiência de uso e os aspectos fotográficos… por que não considerar a escolha?

Ele pode ser um bom telefone de linha média de backup para muita gente, o primeiro telefone daquele pré-adolescente sem grana no bolso e que adora ver vídeos na Netflix deitado no quarto. Não… esse adolescente não pode gostar de games no smartphone. Esse produto não foi feito para isso.

Portanto, pode parar de se empolgar, fã de Fortnite.


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