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Samsung-Galaxy-S4

Finalmente, a criança nasceu. O Samsung Galaxy S IV chegou ao mundo, e todos nós, geeks e amantes do mundo da tecnologia, estamos falando nele. Esse post expressa minhas primeiras impressões (de quem está vendo tudo de longe) sobre o novo smartphone top dos coreanos, e vai servir para que, no futuro, eu envie para todo e qualquer internauta que me perguntar “o que você achou do Galaxy S IV?”. Bom, pelo menos aqui está a minha opinião, até eu conseguir fazer o review do produto (alô, Samsung!).

A primeira coisa que devo destacar, antes de qualquer coisa, é que estou vendo o produto como um produto de tecnologia, que pode atender as minhas necessidades, e as necessidades de outros usuários de diferentes níveis de conhecimento. É evidente que aquilo que é bom para mim não precisa ser bom para você. Mas como esse blog é meu, eu estou dando a MINHA OPINIÃO. Não tenho que ser imparcial aqui. Aliás, nem no TargetHD.net sou imparcial. Todo mundo tem uma opinião, e toda opinião é parcial. Logo, cresça um pouco e leia esse post como um adulto, certo?

Talvez o ponto mais decepcionante para mim foi a manutenção do seu design. Particularmente, não acho o Galaxy S III um smartphone bonito, e saber que a Samsung decidiu seguir na mesma tendência no Galaxy S IV me incomoda um pouco. Isso automaticamente obriga a empresa a se renovar nesse aspecto na próxima versão do dispositivo. Por outro lado, isso não é algo que incomode tanto. Bom, incomoda menos que ver a Apple aumentando 0.5 cm na tela do iPhone, mas não mudar a sua cara desde o iPhone 4 (e isso deve se manter no iPhone 5S, ou seja, sem inovações no design desde 2010). Além disso, a manutenção do design no S4 é altamente justificável: o Galaxy S III é um grande sucesso, e é natural que eles façam a manutenção dessa proposta. Bom, tem um detalhe: o novo modelo se aproximou mais do Galaxy Note II.

Aliás, uma coisa importante dita por J.K. Shin na apresentação de ontem: “nós ouvimos aquilo que o nosso consumidor quer”. E, pelo visto, fizeram isso. A Samsung fez uma apresentação casual, no modo “Broadway” não apenas porque estavam em Nova York, ou porque queriam ser bregas (sério, achei tudo aquilo muito brega, mas enfim…). O objetivo principal do teatrinho da Samsung era alcançar o usuário comum, o casual, ou aquela pessoa que nunca usou um smartphone na vida, e mostrar como o Galaxy S IV pode ser utilizado por qualquer pessoa, para as finalidades mais comuns ou corriqueiras.

Um produto para todos. É como eu qualifico o Galaxy S IV nesse início. Tudo bem, muitos vão dizer “ah, mas a Samsung não testou nenhum de seus recursos ao vivo no evento”. Pois bem, eu digo que a Apple mostrou que o iPhone 5 funciona ao vivo, e mesmo assim, ele veio com grandes merdas, como problemas no consumo de bateria, um iOS 6 cheio de problemas, o Apple Maps, algumas unidades com problemas de construção… ou seja, isso não é relevante. Até porque a Samsung não quis enganar ninguém: deixou claro, o tempo todo, que é uma DEMONSTRAÇÃO do que ele é capaz de fazer. Se tudo vai funcionar no mundo real, é outra história. Só saberemos se a teoria se aplica à prática quando o produto chegar às nossas mãos.

E por falar em recursos, as novidades apresentadas em termos de funcionalidade me chamaram a atenção positivamente. A Samsung enfatizou e muito nos recursos de câmera, mostrando que os usuários querem mesmo ter como uma de suas prioridades o registro de imagens no formato de fotos e vídeos. Esse é um dos pontos decisivos na hora da compra para a maioria dos usuários, e nesse aspecto, a Samsung vem com um bom arsenal. Outro ponto positivo do novo Galaxy S IV são os novos recursos relacionados ao controle do dispositivo, como o S Voice e o Air Gesture. Pode parecer perfumaria para alguns, mas poder manipular a interface do usuário sem tocar na tela pode ser algo que aproxime os usuários casuais para o dispositivo. E controlar o dispositivo apenas com os olhos? Coisa de filme de ficção científica, não?

Diferente de outros fabricantes (e aqui eu posso citar praticamente todos eles, não serei específico), a Samsung decidiu enxergar o Brasil como parte do mundo. Aliás, a empresa não fez muitas distinções nesse aspecto, já que 155 países vão receber o smartphone no ato do seu lançamento, incluindo o Brasil. Nosso país também foi lembrado em um dos recursos de interação de uso, o S Translate, que tem suporte para nove idiomas, incluindo o português brasileiro. Não é só porque a Samsung é boazinha com o Brasil. Aqui também entra o lado de negócios. Afinal de contas, tem Copa do Mundo em 2014, Jogos Olímpicos em 2016…. logo, por que não colocar um recurso que também será um diferencial para aqueles que vão participar desses enventos.

Por fim, o hardware. Nesse sentido, é o melhor smartphone do mundo. Fico feliz que o Brasil vai receber o Galaxy S IV com o processador Exynos Octa. Acreditei que esse processador não estaria presente já nesse smartphone, ou que o Brasil ficaria com a versão com o chip Qualcomm Snapdragon S4 Pro, que também é excelente. Mas felizmente, me enganei. Receberemos o melhor modelo em termos de hardware, que ainda conta com a versão mais elevada do sistema operacional Android até o momento (4.2.2 Jelly Bean). Não tenho dúvidas que esse smartphone vai voar nas mãos do usuário, ainda mais com um processador que trabalha com recursos específicos (parte para tarefas simples, outra parte para tarefas complexas), uma grande quantidade de memória RAM (2 GB), uma tela com resolução Full HD e uma densidade de tela absurda (441 ppp), os já citados recursos para interação com o usuário, e um sistema operacional atualizado. Alguém quer mais do que isso?

Eu quero: um preço menos assassino.

Para mim, R$ 2.500 por um smartphone é um absurdo. Falo pelo “efeito Brasil” mesmo. Não me entendam mal. Achei o Galaxy S IV espetacular, o melhor smartphone que o seu dinheiro pode comprar, apresenta novidades muito interessantes, novos recursos que tornam ele um Android de respeito, e chuta a bunda do iPhone 5 com violência. Porém, não me imagino pagando R$ 2.500, mesmo com todos esses recursos. Tenho que ser honesto comigo mesmo: é um produto que está bem longe da minha realidade financeira, e até penso que ele está com o seu preço supervalorizado no Brasil. Ok, entendo que ele quer disputar com o preço do iPhone 5 no Brasil no modo “cabeça a cabeça”. Mas, se eles queriam um tapa na cara completo na fuça do Tim Cook, eles poderiam simplesmente subsidiar em 20% esse valor, colocando o S4 ao “mágico” valor de R$ 2.000.

Com o novo smartphone da Samsung custando R$ 2.500 (tá, R$ 2.400 na versão 3G), temos um novo grupo de smartphones criado. Se antes o preço para modelos top era de R$ 2.000, agora temos o grupo de preço composto exclusivamente pelo iPhone 5 e pelo Galaxy S IV, com preço inicial de R$ 2.400. Isso é ruim, pois em 12 meses, o valor máximo de um dispositivo considerado top de linha aumentou aproximadamente 25%. Não os valores dos produtos, que fique bem claro, mas nos lançamentos de modelos de elite. Isso é prejudicial para todo mundo, pois os modelos que já estão no mercado não terão uma redução de preços. Ou seja, a Samsung vai continuar a cobrar entre R$ 1.800 e R$ 2.000 no Galaxy S III. Se bem que vou pular essa versão com facilidade, se algum dia me for permitido escolher um novo smartphone top da Samsung.

Resumindo:

O Samsung Galaxy S IV é o melhor smartphone do mercado atual, pelo menos por enquanto. É o melhor que o seu dinheiro pode comprar. A Samsung melhorou em tudo o hardware do novo modelo em relação ao antigo, acrescentou inovações na interação do usuário com o dispositivo, melhorias nos recursos de captação de imagem (fotos e vídeo) e pelo menos cumpriu o que prometeu. Você pode até achar que o lançamento em si não foi tão impactante quanto o Galaxy S III, mas não pode negar que a Samsung tentou inovar mais que a Apple tentou no iPhone 5.

Aliás, o Galaxy S IV só prova o quanto a Apple ficou para trás nas suas tentativas de melhoria de hardware e software do seu smartphone. Se colocarmos os dois smartphones lado a lado, parece que o iPhone 5 foi lançado em 2011, e não em setembro de 2012. É impressionante como apenas seis meses depois, já podemos considerar o iPhone 5 um smartphone muito aquém nas suas especificações de hardware e nos seus recursos de interação com o usuário. Tá, a velha desculpa do “a Apple faz o hardware ajustado para o seu software” vai aparecer, mas não condiz mais com a realidade atual do mercado. Afinal, o Galaxy S IV tem um hardware mais potente, plenamente ajustado com o software, e o preço é o mesmo. E outra: sem uma experiência de uso “engessada” do iOS 6.

De qualquer forma, agora é esperar pelos primeiros reviews e pelo lançamento do smartphone no Brasil. Até lá, vamos ficar repercutindo esse lançamento por mais alguns dias.

 


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