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Eu previ o futuro (sobre o fim do Galaxy Note 7)

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Sim, amigos… eu previ o futuro. Previ que era o fim do Galaxy Note 7 no mercado. Só não imaginava que tudo aconteceria tão rápido.

Ontem (10), eu escrevi no TargetHD um post que originalmente era para ser escrito nesse blog pessoal, falando sobre o fim do Samsung Galaxy Note 7 no mercado. Até cheguei a dizer que poderia ser prematuro afirmar a morte do modelo nesse momento.

Mal eu poderia imaginar que eu estava no timing certo.

 

 

O amargo gosto de acertar

 

Com toda a sinceridade do mundo, eu mal poderia imaginar que isso poderia acontecer agora.

Tanto, que gravei um vídeo ontem (você pode conferir no final desse post) comentando a decisão da Samsung em retirar o produto do mercado, inclusive o recall anunciado nas últimas semanas.

Muitos entendem que a Samsung demorou para retirar o Galaxy Note 7 do mercado, e que nem mesmo este recall (que agora sabemos que foi mal feito) precisava ser feito. Eu agora tendo a concordar com esta opinião.

Podendo sofrer um prejuízo de até US$ 17 bilhões nessa brincadeira e com queda das ações na Bolsa em 8%, a Samsung persistiu na troca dos aparelhos. Não a culpo por tentar, mas tal iniciativa só piorou as coisas.

Muitos clientes se recusaram a fazer o recall, e para piorar a situação, até mesmo os dispositivos reparados começaram a pegar fogo.

É uma pena, de verdade. O Galaxy Note 7 tinha tudo para ser um dos melhores smartphones de 2016.

A pergunta que fica agora é: a Samsung vai continuar com a série Note (integrando o seu conceito na linha Galaxy S)? Ou vai persistir mais um pouco, e tentar recuperar a imagem da série, que agora está bem arranhada?

Enfim… adeus, Galaxy Note 7. Curta vida para um phablet que era promissor.

 

Quatro smartphones flip atuais, para os mais nostálgicos

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Os que são jovens a mais tempo se lembram bem como era ter um celular. Fazer ligações, enviar mensagens e até, quem sabe, navegar pela internet. E nada mais. Vários formatos e cores foram adotados, até que o iPhone chegou e estabeleceu um novo padrão.

Hoje, telas touch com um botão físico, virtual ou háptico na parte inferior são a regra. Mas os telefones de flip ou clamshell resistiram à essa tendência de design. Mas hoje são bem escassos no mercado.

É possível adquirir hoje um feature phone nesse formato, mas para quem quer um smartphone com essa estética, é algo quase impossível.

Quase.

Nesse post, mostramos quatro opções disponíveis no mercado nesse momento.

 

Samsung Galaxy Folder 2

 

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Foi o último a chegar, mas pelo menos não recebeu as baterias do Galaxy Note 7 #bullying.

É um modelo de entrada, mas isso pouco importa para os fãs do formato: telas reduzidas, memória limitada e outros detalhes físicos… o ideal para quem busca apps um pouco mais avançados, mas nada que exija 5.5 polegadas ou mais.

Recebeo o sistema operacional Android, processador Snapdragon 425 com 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento, 8 MP de câmera e tela de apenas 3.8 polegadas. Para o mercado chinês, pode ser o suficiente.

 

LG Wine Smart

 

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Mais um que não deve sair do mercado asiático, e mais um modelo de entrada que aposta exclusivamente na estética e formato flip.

O LG Wine Smart tem como características alternar o seu uso entre teclado físico e tela touch, algo que não favorece muito a experiência de uso, mas que cobre as necessidades básicas em um telefone: mensagens, e-mails, chamadas, navegação por internet e alguns jogos, sempre sem ser muito agressivos.

Levando em conta que o modelo custa menos de 200 euros, pode ser a opção de muitos que não buscam nada além disso, mas… será que vale o sacrifício apenas pelo design?

Gionee W909

 

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Este é o segundo modelo mais potente do mercado com flip, e não é de uma marca muito conhecida. Mas a Gionee já tem algum tempo oferecendo modelos bem interessantes, como sua linha Elite.

Agora, o Gionee W909 chega ao mercado, com uma configuração de receber um processador Helio P10, tela touch externa de 4.2 polegadas e um teclado físico interno.

O modelo pode ser encontrado em lojas especializadas em smartphones chineses.

Samsung W2016

 

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Por fim, uma raridade da Samsung.

Não tanto por ser um smartphone com flip mas sim pela sua inusitada potência e preço. O Samsung W2016 é um autêntico top de linha, recebendo o mesmo processador do Galaxy S6, 3 GB de RAM e 64 GB de armazenamento. Seu preço? 1.500 euros.

Não dá pra saber o quanto que a Samsung vendeu desse modelo na China, único país onde ele se encontra disponível. Mas não resta dúvidas que o modelo está supervalorizado, com uma tela Super AMOLED (HD). Mas atende às necessidades dos mais extravagantes.

Aos poucos, os fabricantes foram abandonando o formato flip, pois os próprios usuários foram optando por outras alternativas. Agora, algumas marcas voltam a adotar o formato, mas são muito poucas. Seja por moda ou por um simples ato de protesto diante do atual design.

Por que HTC, Sony e, LG continuam no mercado de smartphones? Não é melhor fugir enquanto é tempo?

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A concorrência é feroz no segmento dos smartphones, e empresas como HTC, Sony ou LG mantém suas apostas ano após ano, mesmo com a realidade berrando para que eles se retirem. Não lucram com o setor, logo… por que tanto esforço?

É a pergunta que muitos se fazem para fabricantes que há muito tempo tentam recuperar uma posição que parece ser impossível de ser recuperada. Hoje, só Apple e Samsung lucram com o setor, os fabricantes chineses são uma incógnita mesmo com o seu crescimento, e as cotas de mercado deveriam convencer HTC, Sony e LG de tomar uma decisão.

Fugir enquanto é tempo pode ser uma vitória em alguns casos. Mas por algum motivo, eles não desistem.

 

Os números são frios e (muito) cruéis

 

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Os números não mentem. O segmento de smartphones é mais disputado do que nunca, e os fabricantes tradicionais não só tiveram que se adaptar ao domínio absoluto de Apple e Samsung, ma tiveram que enfrentar o sucesso dos fabricantes chineses.

Xiaomi, Oppo, Huawei, Vivo ou ZTE se transformaram em gigantes de vendas na China, e a aparição desses concorrentes fez com que a relevância dos líderes do passado fosse dizimada. As cotas de mercado de LG, Lenovo/Motorola, Sony e HTC só caíram nos últimos anos, e isso tem um efeito direto nas suas perdas por dispositivo e suas porcentagens de perda em relação aos trimestres anteriores.

Os dados das empresas chinesas são um grande mistério. A Xiaomi, que parecia ser a grande protagonista há dois anos, viram suas vendas caírem em 2015, e outros fabricantes chineses se aproveitaram disso.

 

Até quando eles vão querer perder dinheiro?

 

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Os números mais uma vez tornam a pergunta inevitável.

A LG é o caso mais crítico: vendem 18,5% dos dispositivos que a Samsung vende em unidades, mas não para de perder dinheiro. Por SETE TRIMESTRES CONSECUTIVOS!

Mesmo assim, é uma das empresas mais corajosas na hora de apresentar novidades. Mas… até quando eles vão recusar a realidade dos números?

A Sony por exemplo centrou seus esforços nas linhas média e alta, e não adiantou de muito: há dois meses vimos como sua divisão móvel tem resultados sofríveis.

A HTC é outra que não vai nada bem, e isso porque eles lançaram o seu melhor smartphone em anos. Mas segue lutando também na média, lançando novos modelos da linha Desire.

Sobre a Microsoft? Sem comentários…

 

O lucro sempre esteve entre os tops de linha

 

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Um dos dados mais alarmantes está no fato que o crescimento em vendas caiu de forma mais ou menos sustentável desde 2011. Os mercados emergentes que pareciam ser a grande oportunidade para vários fabricantes nas linhas de entrada demonstrou não ser algo tão relevante assim.

A linha premium está saturada. Aqueles que podiam comprar smartphones caros já o fizeram, mas agora já não tem novos mercados para vendas nos países emergentes. Tanto, que Estados Unidos, China e Europa Ocidental não só podem enfrentar novas desacelerações nas vendas, como também redução em volume, de acordo com a IDC.

Muitos justificam que, hoje, um smartphone de linha média é o suficiente para 99% da população. A linha média virou uma Terra de Ninguém, e todos os fabricantes Android já se deram conta que cada vez se ganha MENOS dinheiro com esses modelos.

A coisa muda quando falamos dos modelos top de linha. Os lucros dos fabricantes estão aqui, com margens muito maiores, onde Apple e Samsung são as claras forças dominantes. Poucos podem competir com seus dispositivos estrela, e isso com os modelos top dos demais fabricantes cumprirem todos os requisitos para competir nesse segmento.

Dado que nem Sony, nem LG, nem HTC (nem qualquer uma) pode competir nesse mercado, muitos esperam que alguma delas (ou todas) anunciem em algum momento a sua saída do segmento de smartphones. É muito sacrifício, demanda de recursos, tempo e dinheiro investido para ver os lucros indo para a Apple e Samsung.

O segmento de smartphones está em perigo: menos fabricantes fazem com que exista menos concorrência, mas é fato que os fabricantes não podem perder dinheiro indefinidamente.

Samsung me procura em tempos de crise (dela)

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O mundo dá voltas, não é mesmo?

Eu comecei a escrever sobre tecnologia na internet em 2008. Depois de algum tempo, as assessorias de tecnologia começaram a ver o meu trabalho, e entenderam que eu tinha algo a dizer.

Algumas ficaram, outras foram embora. A Samsung foi uma das que vieram e foram embora, pelos mais diversos motivos.

Entendo que a marca Samsung é forte, e quer visibilidade. Porém, por muitos anos, ignorou o TargetHD como um dos veículos que poderia ser convidado para seus eventos, ou receber produtos para testes e reviews.

Particularmente, já elogiei e critiquei a Samsung por diversas vezes no blog. Eu tenho produtos da Samsung em casa. O meu novo smartphone de uso pessoal é um Galaxy S7.

Logo, apesar de não compreender a postura da assessoria de imprensa, eu não deixo de utilizar a marca. Se não elogiei os produtos o tempo todo, aí e outra história.

Mas o tempo passou… a assessoria de imprensa da Samsung mudou… e veio o problema do Galaxy Note 7 que explode.

Mudanças

A Samsung Mobile agora tem outra assessoria representando a marca no Brasil. E parece que temos mudanças de filosofia. Talvez porque é uma crise o que a marca passa nesse momento.

A nova assessoria de imprensa da marca entrou em contato comigo sobre dois posts que publiquei no TargetHD.net abordando o problema do Galaxy Note 7 que explode, e solicitou que eu publicasse uma atualização com o posicionamento oficial da empresa sobre o tema.

Eu vou atualizar os posts. Mas é importante lembrar para a Samsung (o recado é para a empresa, e não para a nova assessoria de imprensa, que não tem culpa de nada) que nós, veículos de tecnologia independentes, queremos ser lembrados também nos bons momentos da empresa, e não apenas quando uma crise acontece.

Entendo perfeitamente que a Samsung precisa consertar o estrago causado na imagem da empresa, e por isso entrou em contato com todo mundo que falou sobre o assunto. Mas seria bem legal se eles mantivessem essa atenção e cuidado ao convidar os veículos para os eventos de lançamento, enviando releases com uma boa janela para publicação, ou até enviando produtos para testes e produção de reviews.

Fica o registro, Samsung. Estou disposto a voltar a ser seu amiguinho.

Depende apenas de você.

 

Os smartphones flexíveis (finalmente) estão chegando

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Não faz muito tempo que vimos um rumor que indicava que os smartphones flexíveis estavam bem próximos de chegar ao mercado, e que a Samsung poderia ser um dos primeiros a lançar um modelo comercial em 2017. Algo que um dos executivos da empresa sul-coreana confirmou em partes.

Gregory Lee, chefe da divisão da Samsung na América do Norte, disse com todas as letras que esse tipo de dispositivos estão chegando em breve, de modo que a ideia de ver um smartphone flexível no ano que vem não é uma loucura. O executivo também comentou que sua empresa já leva uma década trabalhando na criação de smartphones flexíveis, e que durante esses anos eles conseguiram diversos protótipos, mas que o problema principal não é o seu design, mas sim a possibilidade de fabricá-los e comercializá-los por um preço razoável.

É evidente que o preço tem um papel essencial no sucesso desses novos smartphones, e que os diversos fabricantes devem ter muito cuidado nesse sentido, já que por mais inovador e interessante que pode ser o dispositivo, se ele é caro demais, ele acaba sendo um produto limitado a aqueles com maior poder aquisitivo, o que pode se transformar em um efeito negativo nas vendas.

Lee não deu detalhes concretos além do que foi dito, mas com as informações que foram sugeridas antes, sabemos que podemos ter nas mãos dois dispositivos com tela flexível, um smartphone de 5 polegadas e um tablet de 8 polegadas. Com certeza veremos mais vazamentos e rumores nos próximos meses, mas o mais seguro é que a Samsung deve apresentar algo nesse sentido na MWC 2017, que acontece em fevereiro do ano que vem.

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Sem falar que a Lenovo nessa semana fez muito barulho com o seu conceito de smartphone enrolável, com tela flexível. O protótipo apresentado na Lenovo Tech World 2016 impressionou a todos não apenas pela ideia, mas também em como esse conceito já está bem acabado pela mão dos asiáticos. Pode ser que ainda exista uma margem de melhora nesse conceito (e sempre tem), mas ao menos podemos dizer que é um conceito que está muito bem encaminhado.

Parece que agora vai. Finalmente teremos smartphones flexíveis em 2017. Um conceito que sempre foi prometido como um dos elementos de futuro para o mundo da tecnologia, mas que só agora se materializa em produtos próximos da realidade de mercado. Quem sabe esta é a inovação que muitos esperam dentro do mercado mobile.

O que eu estou fazendo com um Samsung Galaxy S2?

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Eu estava procurando um celular de transição até a compra do LG G4 (ou quem sabe a chegada de outro dispositivo… a conferir…), e vi como primeira opção o Moto G2 (de 2014) ou até o Moto G (de 2013). Quando entendi que valores acima de R$ 300 eram considerados absurdos para um smartphone com três anos de vida, eu comecei a buscar outras opções. E, olhando para os lados, eu acabei reencontrando um antigo amor da minha vida: o Samsung Galaxy S2.

Sim, amigos… eu amei a Samsung um dia. O Samsung Galaxy S2 foi um dos smartphones top de linha que tive a chance de chamar de meu em 2012, em uma viagem para Balneário Camboriú (SC). Eu tinha um outro smartphone dos coreanos, o Samsung Galaxy W (na época um lançamento), e tive a chance de fazer a troca em um dos estabelecimentos comerciais locais, pagando uma pequena diferença em dinheiro.

Me lembro como fiquei muito satisfeito com aquele modelo. Foi uma das melhores atualizações que a Samsung fez de uma geração para outra dentro de sua linha de smartphones, e esse modelo em especial entregava diferenciais notáveis: uma tela maior que a do meu iPhone 3GS (que era meu smartphone principal na época), um design mais fino, câmeras excelentes e um desempenho simplesmente espetacular.

Então, pensei: “por que não?”.

Afinal de contas, o hardware do Samsung Galaxy S2 não é tão distante daquilo que era entregue pelo Moto G e Moto G2, oferece a mesma quantidade de RAM (1 GB), conta com 16 GB de armazenamento (com expansão via microSD de até 32 GB), câmeras que ainda hoje são melhores que as presentes nos smartphones da Motorola… a única coisa que o Galaxy S2 perde mesmo é na sua bateria, que tem em média 150 mAh a menos, e na interface TouchWiz, que é o verdadeiro calcanhar de Aquiles dos dispositivos dos sul-coreanos. Mas são itens perfeitamente contornáveis.

Ah, sim… quanto paguei no Samsung Galaxy S2 usado? R$ 200. E o dispositivo está funcionando muito bem. Até porque já fiz o root dele e instalei o Android 6.0.1 Marshmallow, que está rodando bem limpo, levando em conta o tempo de lançamento desse produto.

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Aqui, chego a algumas conclusões:

1. O Samsung Galaxy S2 é mesmo um dos melhores smartphones que a Samsung lançou em sua história, e um dos melhores de todos os tempos. Para ser capaz de rodar um Android atualizado cinco anos depois de seu lançamento, entendo que o trabalho dos sul-coreanos foi realmente muito bom.

2. É uma pena que vivemos em uma obsolescência programada no mundo da tecnologia móvel, pois acredito que outros modelos igualmente capazes podem receber um Android atualizado.

3. De novo: tem gente supervalorizando o Moto G. Ele é excelente, mas não vale tudo isso que estão cobrando por ele.

4. Mais uma vez: é vergonhoso para a Motorola negligenciar a atualização do Moto Maxx a esse nível. Até um smartphone de 2011 suporta o Android Marshmallow. Decepcionante.

Enfim, vida que segue. Vivendo e aprendendo. Seja bem vindo de volta, Samsung Galaxy S2. Como smartphone ‘quebra galho’, vai servir muito bem.

Otto, o novo robô assistente para o lar da Samsung

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Durante a conferência de desenvolvedores da Samsung, os coreanos apresentaram o primeiro protótipo do Otto, um robô assistente para o lar.

Equipado com microfone, alto-falante e câmera de alta definição, ele está sempre atento ao que acontece ao seu redor, pronto para escutar comandos de voz para ativar funções, responder perguntas e controlar outros dispositivos como eletrodomésticos. O Otto é potenciado pela ARTIK, plataforma para a Internet das Coisas da Samsung, que visa unificar os dispositivos da empresa. A ferramenta foi anunciada a algum tempo, mas só agora está disponível para que fabricantes e desenvolvedores criem dispositivos e aplicativos compatíveis com o Otto ou controlados por um smartphone, de forma remota.

A câmera do Otto funciona como ferramenta de segurança, já que possui reconhecimento facial e é capaz de capturar vídeos com transmissão em tempo real para o smartphone ou o computador do usuário ausente de casa. Também possui uma tela frontal que mostra expressões como se fosse um rosto, além de exibir textos, imagens e animações, dependendo do aplicativo e do que foi solicitado pelo usuário.

Obviamente, alguns detalhes não foram esclarecidos pelos coreanos, como a parte de segurança, porque estamos falando de um dispositivo que tem ativados microfone e câmera a todo o momento, além de estar conectado à internet. O Otto é apenas um protótipo desenvolvido para mostrar as capacidades da Samsung com a Internet das Coisas, de modo que ainda não há planos para uma versão comercial do produto a curto ou médio prazo.

Via SamMobileEngadget

Por que a Xiaomi poderia ter aborrecido a Samsung na MWC 2016?

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Durante o evento de apresentação do Xiaomi Mi 5, havia a clara impressão que Hugo Barra nos surpreenderia a qualquer momento com um algum tipo de ‘One More Thing’. Isso estava bem claro. A tampa traseira com cristal curvado foi uma mostra que a Xiaomi não está para brincadeira.

Na verdade, eles queriam dizer “Olha, Samsung, nossa curva sim é real, nada de bordas retas”.

Não disseram com essas palavras, mas a imagem abaixo não deixa dúvidas: a Xiaomi quer se comparar com os coreanos. Mas… o que teria acontecido se a tela do Mi 5 também tivesse bordas curvadas?

Talvez a Samsung estaria envolvida em um sério problema.

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A Samsung tem hoje uma carta debaixo da manga, e ela ainda mantem com essa carta o jogo a seu favor. É a única capaz de fornecer um smartphone com design realmente futurista, se destacando dos demais, empenhados em fazer do alumínio com bordas polidas um novo padrão que aos poucos deixa de lado o plástico, que incomoda muita gente.

Seja pelo poder econômico, capacidade de produção ou, quem sabe, por causa das patentes, a Samsung é há pelo menos um ano o único fabricante que conseguiu que um smartphone com tela curva vingasse no mercado (ninguém se lembra do BlackBerry Priv). Mas… e se eles perdessem essa exclusividade?

 

Aqui é onde parecia que a Xiaomi estava prestes a entrar. O vídeo de apresentação do Mi 5 teve momentos que não estava claro se eles estavam mostrando a tela ou a tampa traseira, e todos começaram a pensar na Samsung. O lançamento de um ‘Mi 5 Edge’ teria sido um golpe duríssimo para os coreanos, que precisam melhorar as vendas de seus smartphones premum, que estão estancadas pela maduração da linha média e pelo crescimento das marcas chinesas.

De qualquer forma, a Xiaomi ainda causará danos colaterais com o Mi 5. Basta compará-lo com o Galaxy S7 com tela plana para ver que os dois modelos estão no mesmo nível, onde a grande diferença está no preço (235 euros do Xiaomi Mi 5, contra o Samsung Galaxy S7, que custa 719 euros).

A Xiaomi teria que começar a comercializar o seu smartphone em muitos países para poder alcançar a Samsung, mas não resta dúvidas que. no papel, o Mi 5 é tão capaz quanto o Galaxy S7. Restam dúvidas sobre o seu desempenho fotográfico, mas em linhas gerais estamos diante de um smartphone que rapidamente vai chamar a atenção dos usuários com um espetacular preço de 235 euros.

Na China, o caos reina nos escritórios da Xiaomi, uma vez que no momento em que esse post foi produzido já haviam sido feitas no país 10 milhões de reservas do Xiaomi Mi 5, e isso em apenas dois dias.

Será que em algum momento a Xiaomi vai lançar um telefone com tela curvada? O que teria acontecido se um ‘Mi 5 Edge’ tivesse sido anunciado. Certamente a Samsung está fazendo essas mesmas perguntas.

Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge trouxe as novidades esperadas (mas que agradam)

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Não podemos dizer que temos surpresas nos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Tudo o que foi especulado nos últimos meses foi confirmado (ou pelo menos a esmagadora maioria dos rumores), mas nem por isso podemos dizer que estamos decepcionados. Pelo contrário. Algumas confirmações são muito bem vindas, pois eram itens muito esperados e desejados pelos usuários.

Por exemplo, a inclusão de um slot microSD para uma maior capacidade de armazenamento. Ainda mais agora que o Android 6.0 Marshmallow é capaz de reconhecer a unidade externa como unidade nativa para instalação de aplicativos. Bom, nem tanto por isso, mas muito mais para armazenar conteúdos pessoais do usuário.

Estamos produzindo mais conteúdo, compartilhando mais imagens, gravando mais vídeos (muitos de nós em resolução 2K ou 4K)… e todo esse conteúdo gerado necessita de algum espaço adicional de armazenamento nativo. Não é possível mandar tudo para a nuvem o tempo todo (imagine mandar um vídeo de 10 minutos em 4K para o seu Dropbox com o 4G capenga do Brasil…), e oferecer essa liberdade e comodidade em um dispositivo premium é o mínimo que se pede.

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Outra notícia muito bem vinda dos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge é a volta de uma especificação de segurança. Uma proteção IP68 (detalhe: onde todas as portas não precisam ser protegidas) é agregar um valor ao produto que é mais que justificado em um produto premium. Entendo que toda e qualquer solução que faça com que o dispositivo seja mais seguro e permaneça o máximo de tempo possível nas mãos do usuário (que, de novo, vai pagar caro por ele) deve ser adotada.

As demais melhorias dos novos smartphones são as esperadas. Impressiona ver como a Samsung visou melhorar a sua tecnologia de câmeras para produzir fotos ainda melhores em condições de baixa luminosidade, em uma solução a la “UltraPixel” da HTC (menor resolução, mas maior captação de luz por pixel), e em como os novos modelos já são mais potentes do que muitos desktops e notebooks disponíveis no mercado, através de um hardware considerado top de linha.

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Ok, eu não devo esperar por modelos baratos. Os dois devem custar mais do que um rim no mercado negro. Mesmo assim, apesar das minhas broncas com a Samsung por outros motivos (principalmente aqueles que tangem ao suporte ao usuário nas atualizações do Android… mas até aí até a Motorola tem pisado na bola comigo…), não posso me negar a dizer que eles fizeram um ótimo trabalho com os novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge.

São (obviamente) dois fortíssimos candidatos a melhores smartphones de 2016. Não é prematuro dizer isso em fevereiro, sendo que tem muita água pra rolar até o final do ano. É uma conclusão bem racional. É inegável que o Galaxy S6 lançado no ano passado já apresentou uma mudança positiva para a Samsung na proposta geral do seu modelo top de linha. Dar a continuidade nisso só reforça a ideia da empresa em seguir oferecendo esse conceito vencedor, que agora é melhorado, atendendo aos pedidos de muitos consumidores.

Se não fosse o preço…