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Eu ia escrever um post reclamando do fato do Brasil ter o iPhone 12 mais caro do mundo. Então, percebi que iria me repetir e cair no lugar comum. E decidi fazer diferente: quando reclamar e protestar não mais adiantar, vamos então fazer humor com a informação.

Fazer piada com a realidade.

Fazer bullying com os otários que ainda compram produtos da Apple no Brasil.

 

 

 

Não paga um carro, mas uma moto… quem sabe?

 

 

Acho bem legal saber que vai ter um monte de gente fodida que nem eu que vai pagar o iPhone 12 em 24 vezes com juros no carnê das Casas Bahia. Admiro a coragem dessas pessoas que não contam com medo algum de colocarem as suas finanças pessoas em risco, pois entendem que carteira e cartão de crédito não gritam ou sangram.

E faturas são envelopes que podem ser ignorados olimpicamente de tempos em tempos.

Fato é que o Brasil, mais uma vez, é campeão mundial em alguma coisa muito bizarra. Tá, o país não consegue ser perfeito em tudo e liderar todas as bobagens globais, pois Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos desde 2016. Porém, tem muita gente trabalhando duro para fazer a gente passar vergonha de tempos em tempos.

Nesse caso em particular do iPhone 12 com preço de moto popular que pode servir muito bem para qualquer pessoa virar um entregador do iFood e ganhar algum dinheiro com isso, entendo que a Apple está na dela. Vai cobrar o preço que for pelo caro telefone. E os culpados são, obviamente, aqueles que aceitam pagar esse preço.

Só me questiono se realmente vale a pena algumas pessoas ficarem se prostituindo para a dona Apple apenas por uma questão de status. Apenas para se mostrar na reunião de família ou para os amigos da quebrada.

Sem falar no fato que o fulano pode ser roubado a qualquer momento, principalmente enquanto passa pela Praça da Sé apressado para tentar pegar o banco aberto. Sim, pois insisto que vai ter office boy que vai mesmo colocar o iPhone 12 no crediário, um ato que deveria ser proibido na opinião daqueles que entendem que ter um iPhone é a comprovação que você faz parte de uma certa elite pseudo dominante no Brasil.

 

 

 

É claro que é o mais caro do mundo…

 

 

Eu prometi para mim mesmo que nunca mais ia falar que aqueles que compram um iPhone no Brasil é otário. Mesmo porque eu mesmo quero ter um iPhone no futuro. Porém, meu cérebro ainda não foi seriamente afetado a ponto de aceitar os elevados preços dos novos modelos, e me contento com o iPhone SE 2020, que custa menos de R$ 3.000.

Ao mesmo tempo, não posso fingir que nada está acontecendo. Seria um caso de completo deslocamento da realidade para não enxergar o que está acontecendo aqui. Quem sabe se Steve Jobs ainda estivesse vivo eu me seduziria pelo seu campo de distorção da realidade torneando aquele corpo magro dentro de uma camiseta preta e calças jeans, mas este nem é o caso.

Tim Cook não é tão atraente assim.

Por isso, eu digo para o amigo leitor que conseguiu chegar ao fim desse artigo sem procurar um advogado para me processar: hoje, nem otário compra um iPhone 12 no Brasil. O otário ainda vai ouvir o conselho do amigo e dar um jeito em comprar o smartphone lá fora.

A Apple defeca e se locomove para o mercado brasileiro, e joga os preços dos seus iPhones lá para cima por aqui por entender que sempre vai ter um desmiolado disposto a pagar, e porque as suas margens de lucro mais generosas não são geradas pelo nosso país.

Por isso, temos o iPhone 12 mais caro do mundo. E nem acho que é o caso do pessoal ficar batendo panelas e gritando “não é pelos R$ 7 mil”. Acho que é o caso de parar de comprar por aqui mesmo. Só pela graça de importar. Só para não queimar dinheiro com empresa que não se importa com o nosso mercado.

Ufa! Não chamei ninguém de otário dessa vez!

Ou será que não?


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