O Nokia X5 não tem nada de extraordinário, mas é especial por si apenas por ser um telefone da Nokia.

E não temos nesse caso apenas a mística dos finlandeses, mas a tática bem feita da HMD Global em oferecer a mesma filosofia da Nokia original, entregando produtos como se os finlandeses teriam feito.

Isso acontece porque parte do pessoal da HMD Global tem DNA Nokia, e a outra parte tem a consciência de que é isso o que as viúvas da Nokia sempre queriam ver.

Por isso, até mesmo um modelo relativamente modesto como o Nokia X5 chama a atenção. Um smartphone bem construído, de boa qualidade, com desempenho equilibrado, funcionalidades interessantes e preço competitivo (abaixo dos 200 euros).

Não dá para saber quando esse modelo vai chegar ao Brasil, e só é possível obter impressões mais apuradas depois de testar o produto. Mas em condições normais de temperatura e pressão, ele tem tudo para ser um dos queridinhos daqueles que não tem tanta grana assim para investir em um smartphone, ou para quem quer ter um segundo dispositivo com Android puro para chamar de seu.

De novo: a HMD Global está fazendo a lição de casa direitinho, e a previsão de aumentar a sua cota de mercado de smartphones não está tão difícil de se concretizar.

O 1% do final do ano passado representou bem mais que 1%. E no final de 2018 veremos isso claramente.