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O design do Windows 11 é incompetente ou covarde?

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O Windows 11 ainda não chegou aos computadores do grande público, mas já geram polêmicas como o título deste post. E, antes mesmo de começar, eu quero deixar bem claro que “é apenas um título de um artigo”, ou seja, isso não resume tudo o que eu penso sobre o assunto.

Por isso, é altamente recomendado que você leia o artigo até o final antes de tirar conclusões precipitadas.

O novo design do Windows 11 está dividindo opiniões ao redor do mundo, e já conta com defensores e detratores ferrenhos. E o que torna o assunto mais relevante e polêmico é que estamos falando da Microsoft, e não de um cara chamado Eduardo Moreira criando capas para posts no Paint.

Neste post, quero dar um pouco mais de ênfase para os motivos das críticas, para então tentar descobrir qual é a melhor resposta para o título do artigo que você vai começar a ler a partir de agora.

 

 

 

Tudo é uma questão de perspectiva, minha gente

 

 

Para muitas pessoas, os únicos problemas no design do Windows 11 estão na área de desktop e sua nova posição, com o gestor de tarefas no centro da tela. Nos demais elementos visuais da interface, está tudo aparentemente certo.

Além disso, algumas pessoas que já estão usando o novo sistema operacional no seu dia a dia (em modo testes, é sempre importante lembrar para colocar isso em contexto) alegam que o software não é tão eficiente quanto o desejado. Mas este ponto pode ser colocado no subjetivo, ou seja, cada pessoa pode ter uma percepção sobre o desempenho do Windows 11 e, ainda assim, julgar isso como um ponto negativo pode ser algo injusto, pois tudo aqui ainda está inacabado.

Porém, o novo layout do menu iniciar e sua disposição de elementos… são pontos discutíveis.

Muitos usuários não conseguem ver qualquer sentido em posicionar tudo na parte central da tela, mas a ideia geral é mostrar que essa é a parte mais acessível e cômoda para manusear o cursor do sistema operacional para acessar os programas.

O menu iniciar no canto inferior esquerdo existe por uma questão de conveniência e usabilidade básica, Mas nunca foi a opção mais prática de alcançar este menu. No centro, até mesmo o gerenciador de tarefas se torna mais útil e coerente, mostrando em uma área neutra os aplicativos mais utilizados pelo usuário.

Isso… e repetir a proposta de outros sistemas operacionais, como por exemplo o Chrome OS e o macOS. Tudo bem, a Microsoft já planejava esta proposta de design para o finado Windows 10X, mas não dá para negar que, mais uma vez, a gigante de Redmond se inspirou na concorrência para entregar a sua solução.

 

 

Mesmo assim, a proposta do Windows 11 tem os seus detratores por deixar o canto inferior esquerdo vazio, já que todas as informações técnicas continuam ao lado do relógio, e o menu iniciar foi deslocado para o meio… o que deixou o canto inferior esquerdo sem qualquer tipo de informação.

E é aqui que muitos detratores acusam a Microsoft de ser incompetente com a nova proposta de design, já que entrega muita estética e praticidade, mas deixando de lado parte dessa estética e também parte da praticidade. Há quem diga que o resultado final é semelhante ao alcançado pelo Windows 8, mas aí eu entendo que existe uma boa dose de exagero, pois é difícil alcançar o nível de ruindade dessa versão do passado.

 

 

Em termos práticos: todas essas informações poderiam ocupar um mesmo espaço na tela, dentro da barra de aplicativos do Windows e, ainda assim, o menu iniciar poderia se manter no centro da tela. Será que faltou tempo ou vontade da Microsoft em fazer isso?

Seja como for, a discussão sobre o design do Windows 11 está na mesa, e somente quando o sistema operacional chegar ao grande público é que será possível entrar em um consenso sobre a proposta estética deste software. Por enquanto, poucas pessoas testaram o software, e eu mesmo não consigo formular uma opinião sobre o assunto.

E, dessa vez, quero concluir por mim o que penso sobre essa proposta visual. Olhando de longe, apesar de não ser uma solução revolucionária, ao menos é uma abordagem nova, e a Microsoft precisava dar um ar novo ao seu sistema operacional.

E o novo é algo sempre bem vindo. Desde que funcione bem é claro.


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