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O que eu quero em 2020?

Eu não deveria querer alguma coisa. Mas… se a mim for permitido o direito de pedir algo, eu peço forças para não parar de caminhar. Peço saúde para perseguir meus sonhos e concretizar planos que são construídos nas madrugadas de sonho ou insônia. Peço que as canções que canto e ouço todos os dias continuem a ser os remédios da minha alma e do meu corpo, pois dessa forma eu paro de materializar de forma tola a cura em analgésicos e comprimidos cujo nome eu não sei pronunciar.

Eu peço (e quero) um 2020 mais leve, onde respirar seja um processo natural de oxigenação de cérebro para as novas ideias, e não um reflexo da dor que se sente no peito diante de tantos absurdos e injustiças. Em 2019, entre erros e acertos, procurei fazer a minha parte: pedi desculpas, me perdoei, e me entreguei de forma plena a tudo o que fiz. Me entreguei a mim mesmo e aos outros. Mas fui eu mesmo, e vou continuar a ser.

Você paga um preço quando assume a sua singularidade. Por outro lado, quem é singular é especial.

Logo, no ano que vai nascer, eu quero a leveza de mente, espírito e jornada. Quero ter o direito de comer mais fatias de pudim, dormir à tarde quando estiver cansado, cantar com um sorriso no rosto, beijar e abraçar mais. Ter mais orgasmos. Não quero apenas eliminar o peso físico. Quero minha alma mais leve para me sentir mais feliz, apesar de todas as dificuldades e desafios cotidianos.

Eu quero em 2020 olhar com mais empatia e amor para aqueles que eu não conheço. Quero ser mais paciente com as mentes dissonantes ou sem afinidade. Quero seguir aprendendo com o diferente, e crescer através das diferenças. Ah, e também quero mais filmes que promovam a catarse humana e séries de TV que mostram que eu não estou sozinho nesse mundo.

Na verdade, eu não estou só. Nunca estive. Talvez por isso hoje eu estou assistindo menos TV e saindo mais de casa.

Eu não deveria querer nada disso em 2020. Porque querer dá aquela ideia que eu vou receber “do nada” todas essas coisas embrulhadas de presente no Natal. E o Natal já passou. Logo, eu teria que esperar um ano todo para descobrir se a vida se lembrou de mim para receber tudo o que eu pedi.

Muito melhor é o decidir transformar todos esses desejos em realidade prática. Em projetos para um futuro próximo. Construir o meu 2020, peça por peça, um dia de cada vez. Já comprei Band-Aid para curar as feridas que vão aparecer no corpo, ao mesmo tempo em que enchi o meu telefone de músicas da Marisa Monte para curar a minha alma.

2019 mostrou que nada é pior do que parece. E eu não posso reclamar. Só posso agradecer. Porque 2019 foi um ano que me fez mais forte.

E em 2020, essa fortaleza vai se tornar ainda maior. Por mim. Pelas pessoas que eu amo. E por tudo o que eu acredito de positivo e edificante.

E isso é parte do que eu quero em 2020. Mas paro por aqui para ser coerente (pois não devo pedir, e sim fazer acontecer).

FELIZ 2020!


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