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Eu disse. Eu avisei. E eu vou repetir, para quem quiser ler: o futuro dos videogames está no streaming, apesar de todas as dificuldades iniciais e vozes contrárias.

Mesmo com o complicado início do Google Stadia, algumas das gigantes de tecnologia e do mundo dos games mostram como clara tendência os jogos via streaming para acabar de vez com o formato físico, implantando um sistema de retransmissão de jogos que resolveria o problema da pirataria e aumentaria a margem de lucros de todos os envolvidos no setor.

A maior prova do que eu estou falando é que, em um piscar de olhos, temos agora Google, Microsoft e Amazon dentro do segmento. Tudo bem, a empresa de Jeff Bezos está flertando com ele, iniciando a recrutar o pessoal que vai cuidar da sua futura plataforma. Porém, a gigante varejista manteve viva a chama da paixão pelo streaming por cinco longos anos, e com Google e Microsoft investindo pesado no setor, Bezos disse: “por que não eu?”.

 

 

Futuro, não presente. Logo, não precisa ter pressa

 

 

As três empresas contam com sólidas soluções de cloud para respaldar as suas respectivas plataformas de games por streaming. Especialmente a Amazon, com o seu poderoso Amazon Web Services. E, de quebra, Bezos ainda conta com o complemento do Twitch para turbinar a sua futura plataforma. Ter a casa dos streamers de games nas mãos com certeza vai ajudar a fazer a futura Amazon Prime Games (nome não oficial) a ganhar público rapidamente.

É preciso também levar em consideração que a Amazon tem outra grande vantagem nas mãos: ser a maior varejista do mundo, o que abre a possibilidade da empresa criar uma plataforma de venda de jogos poderosa, tal e como gigantes do setor como Electronic Arts, Ubisoft ou Square Enix já estão fazendo.

Resta saber se a plataforma de games da Amazon vai fazer parte do conceito Prime, onde parte dos conteúdos estarão disponíveis com um pagamento mensal ou anual, ou se também teremos o modo Unlimited, com todos os jogos de um catálogo disponíveis por um pagamento adicional à mensalidade. Também é preciso saber se a Amazon vai oferecer jogos exclusivos na sua futura plataforma. Poder de fogo para isso ela tem.

 

 

Lembrando que nada aqui é oficial… ainda. Mas onde há fumaça, há fogo. Os movimentos em direção ao streaming são claros, mesmo que esse formato de consumo de jogo ainda precisa amadurecer um bocado até se tornar uma proposta factível. Não será nesse momento que o jogo online será concorrente direto para os futuros PS5 e Xbox Scarlett. Porém, ainda acredito que essa dupla será a última a fazer parte do conceito tradicional de console de videogame.


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