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Os 30 anos da telefonia móvel no Brasil

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Nem parece que faz tanto tempo assim. Ao mesmo tempo, por toda a evolução que testemunhamos e vivenciamos, é fácil crer que essa história já tem três décadas. Hoje, 30 de dezembro de 1990, a telefonia móvel no Brasil completa 30 anos de atividades e, ainda assim, ficamos com a sensação que estamos engatinhando nesse segmento.

E eu digo isso porque essa é uma daquelas coisas que, aqui no Brasil, entram no conceito do “sempre foi assim, nunca vai mudar”. E isso deveria mudar. Inclusive essa frase, que considero nefasta, pois representa o atraso de um povo que merecia mais e melhor.

 

 

 

Já começamos bem atrasados

 

O Brasil é o país do futuro, mas o seu passado mostra que o presente é um pretérito mais que imperfeito. A prova do que estou falando é o nascimento da telefonia móvel em nosso país em si, já que a primeira ligação dentro dessa tecnologia só aconteceu por aqui no final de 1990, quando Japão e Suécia já estavam com redes comerciais ativas desde 1979.

Tá, eu sei que é um absurdo eu tentar comparar o Brasil com potências como Japão e Suécia. Mas… pense comigo: você se lembra quanto tempo o 3G levou para chegar por aqui (e como ele funcionou de forma precária por anos)? E a chegada do 4G? Também demorou um tempo considerável. E o 5G DE VERDADE, nem desembarcou por aqui; o que temos é uma gambiarra em DSS.

Entende onde eu quero chegar?

 

 

De qualquer forma, em 1990, poucos aparelhos estavam habilitados para a telefonia móvel celular no Brasil, com apenas a Telerj Celular atuando como operadora e, ainda assim, com capacidade de conectar até 10 mil aparelhos. O primeiro modelo era o EZ-2400-A, da NEC, que podia ser transportado por uma alça no ombro.

Isso mesmo. Ele nem podia ser colocado no bolso.

Para ter uma linha de celular em 1990, você pagava em torno de US$ 22 mil na época. Ou seja, quase o preço de um iPhone 12 hoje (sic). Agora, você tem pessoas no meio da rua jogando chips de operadora na sua cara, já que a habilitação não é mais cobrada.

 

 

 

Hoje, temos mais linhas de celular do que brasileiros

 

São mais de 230 milhões de linhas de celular ativas e em funcionamento no Brasil. Em um país com pouco mais de 210 milhões de pessoas, fica fácil concluir que boa parte da população economicamente ativa conta com mais de uma linha de celular no seu smartphone dual chip comprado nas Casas Bahia em 14 vezes sem juros.

Sem falar nas crianças, que se comunicam com os amiguinhos pelo WhatsApp, que ainda depende de um número de celular para habilitar uma conta no aplicativo de mensagens instantâneas mais popular do planeta.

Os 30 anos da telefonia móvel no Brasil poderiam ser motivos de comemoração para muitos de nós que amamos tecnologia. E, de certo modo, é: com todos os avanços e decisões tomadas, temos um cenário que está bem longe de ser perfeito, mas que poderia ser muito pior se ficasse estagnado.

Por outro lado, entendo que vale a pena fazer uma reflexão sobre onde estamos e para onde vamos com a telefonia móvel no Brasil. Tem muita coisa que precisa ser feita para que a qualidade do serviço melhore de forma efetiva, e com a chegada do 5G DE VERDADE por aqui, esse trabalho por parte das operadoras será ainda mais árduo.

Só espero que não leve mais 30 anos para o 5G ou 6G chegar. Não vou ter nem blog ativo nessa época para falar bem ou mal disso.

 


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