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Eu não moro em uma cidade que o Uber oferece os seus serviços. Mas se morasse, usaria fácil. Afinal de contas, nada como a tecnologia facilitando a oferta de produtos e serviços. E eu não tenho nada contra em usar o táxi no meu dia a dia. Até porque posso ligar ou usar o WhatsApp para contactar meus taxistas preferidos.

O problema do Uber não está nem na oferta de um serviço melhor do que o táxi. Está na incompreensão dessa tecnologia que facilita a vida de um grupo de pessoas. Sem falar na ignorância de um grupo que não aceita que algumas pessoas tenham a liberdade de escolher qual serviço vai utilizar.

Até porque é mais fácil proibir do que competir com eles, não é mesmo?

Porém, as coisas tomaram proporções perigosas nos últimos dias. Um grupo de taxistas (ignorantes) mais bravinhos começaram a agredir motoristas bem vestidos, achando que são motoristas do Uber, mas que em alguns casos, não são (pode ser o motorista do cantor Sérgio Reis bem vestido, por exemplo). Não só a agressão física, mas também a violência de retirar passageiros do carro de outra pessoa, violando o direito de liberdade e de escolha daquele passageiro.

Galera, o Uber não é um serviço de frota de carros. Eles não tem frota alguma. Contam com motoristas cadastrados, tal como vários serviços similares de transporte particular são cadastrados por empresas para levar pessoas para eventos ou aeroportos. Cansei de usar esse serviço em São Paulo.

No meu entendimento, o Uber faz a ponte entre motorista e passageiro. Tem uma tecnologia para contactar as duas pontas. Algo parecido acontece quando você chama o seu taxista pelo WhatsApp, saca? Só que no lugar do WhatsApp fazer a ponte entre os dois, quem faz é o Uber.

Qual é o problema disso?

‘Ah, mas é porque os taxistas pagam impostos que os motoristas do Uber não pagam’. Mesmo? Será?

Até onde sei, o Uber aceita motoristas particulares regulamentados, que precisam também pagar taxas e impostos. Não são os mesmos dos taxistas, sim. Mas em alguns casos, os taxistas contam com benefícios e isenções fiscais que os motoristas do Uber não contam.

Sem falar que muita gente sabe que frotas de taxistas contam com o respaldo de políticos, que também ganham uma porcentagem dos lucros obtidos nas corridas.

Olha só… tudo se encaixa, não é mesmo?

Então… eu sou contra a proibição do Uber. Simplesmente porque o avanço tecnológico deve prevalecer. Que se crie leis específicas para o serviço. Mas banir? Jamais.

Se bem que para os políticos brasileiros é mais fácil banir do que legislar… já pensou o trabalho que dá criar leis para algo que eles não compreendem como funciona?

E, na boa… os taxistas só perdem a (pouca) razão que tinham quando começam a agredir qualquer um que está bem vestido ao lado de um carro de luxo. Virou terra sem lei agora? Ah, sim… pelo visto, tem uma turma que não está acostumada a viver com regras. Se incomodam com a concorrência, e por não terem competência para chegar no mesmo nível (e, ao mesmo tempo, acomodados com a ‘proteção’ de alguns políticos), simplesmente apelam para ‘terem os seus direitos garantidos’.

Pra resumir: se os taxistas querem o meu respeito, vamos então voltar para o tempo das carroças. Sim, pois o sindicato dos carroceiros vão protestar nessa semana porque os taxistas usam CARROS para transportar passageiros.

E ninguém gosta da evolução… certo?