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Por que as fotos e vídeos 3D não vingaram nos smartphones?

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Os smartphones com câmeras de fotos 3D foram como um sonho de uma noite de verão de um mercado que precisava inovar par a alavancar suas vendas. Na prática, esses telefones nunca vingaram no mercado por motivos muito similares pelos quais a tecnologia de consumo de conteúdo em 3D nunca virou tendência.

Eu mesmo nunca tive tanto fascínio pelo 3D quando constatei que ele jamais seria na prática o que toda a indústria de entretenimento e tecnologia tentou vender na teoria. Mas o que testemunhei de 2011 para frente foi uma grande forcação de barra desse segmento e, no final das contas, não chegamos a lugar nenhum.

Vamos tentar descobrir juntos o que deu errado.

 

 

 

Uma tecnologia interessante

A fotografia em 3D nasceu no final do século XIX, mas só chegou nos smartphones com o LG Optimus um telefone que até impressionava a todos em 2012 por já contar com dois sensores de câmeras na parte traseira, algo inédito no segmento de telefonia móvel.

Porém, na prática, apesar de oferecer fotos em 3D de qualidade razoável, o recurso não era lá muito útil. As imagens tridimensionais eram possíveis por conta do posicionamento dos sensores de câmeras, mas só poderiam ser visualizadas na tela do próprio smartphone (sem o uso de óculos especiais), o que limitava a sua adoção em outros cenários.

No final das contas, o formato de fotos em 3D seria abandonado poucos anos depois desse modelo pioneiro. O Red Hydrogen One tentou reinventar a roda oferecendo fotos holográficas, mas também caiu no esquecimento. E isso fez com que todo mundo se esquecesse que as fotos tridimensionais estavam tentando mudar o mundo da fotografia nos smartphones.

 

 

 

Por que não vingou?

O formato 3D para consumo de conteúdo e entretenimento não pegou, tanto nos smartphones como no cinema e nos videogames. E o grande problema aqui é a falta de praticidade desse formato para o consumo geral.

A maioria prefere mesmo as fotos e vídeos tradicionais, por ser mais prático e mais acessível para todos. Dispensam a necessidade de uso de óculos especiais ou dispositivos adaptados para o formato, e algumas pessoas com algum tipo de deficiência visual ficariam de forma de uma experiência plena para o consumo desse tipo de conteúdo.

E (talvez) o principal motivo para o 3D não vingar na fotografia ou vídeo é que os usuários mais velhos ficam de fora desse conteúdo. Sem falar que alguns usuários acabavam sentindo os efeitos colaterais causados por esse formato, como os enjoos e tonturas depois de alguns minutos de exposição.

No final das contas, ninguém está realmente sentindo falta dos conteúdos em 3D de foto e vídeo nos smartphones. Por melhor que qualquer recurso tecnológico seja, ele precisa ser prático, funcional e acessível para o grande público.

Nem mesmo os cinemas e os videogames abraçaram o 3D com a força esperada ou imaginada no começo do século, e os conteúdos tradicionais naturalmente prevaleceram. O que foi um acerto, principalmente para o mundo do entretenimento.

No caso dos smartphones, a escolha foi natural. E hoje nem pensamos direito em como o 3D nas fotos e vídeos como um recurso válido ou viável para o dia a dia dos usuários.


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@oEduardoMoreira