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Foi uma das principais notícias de tecnologia e, obviamente, um dos assuntos mais comentados na internet nos últimos dias. E uma pergunta que foi feita aos quatro ventos: por que os funcionários da Amazon responsáveis pelas entregas de encomendas estavam colocando os seus smartphones em árvores?

Esse post explica tudo. E a explicação é mais complexa e interessante do que pode parecer.

 

 

 

Enganar algoritmos em nome de uma batalha pelo dinheiro

 

O trabalho dos entregadores da Amazon é árduo, e alguns dos seus entregadores lutam para conseguir entregar as encomendas, pois o salário deles depende disso. Logo, esses caras decidiram adotar um truque bem peculiar para enganar o algoritmo da Amazon.

Algumas árvores na cidade de Chicago que rodeavam as estações de entregas da Amazon.com e das lojas da Whole Foods se transformaram em repositórios de smartphones, pois dessa forma alguns entregadores se antecipavam aos seus colegas/concorrentes para conseguir mais pedidos de entregas.

 

 

Os motoristas que entram na estação de entrega sincronizam os seus smartphones com o dispositivo que foi colocado na árvore na entrada dos estabelecimentos, recebendo assim as notificações de um pedido pendente. A proximidade dos dispositivos em relação às centrais de entrega davam uma vantagem em relação aos seus colegas.

Cada entrega pode render até US$ 15, e muitos entregadores começaram a reclamar da perícia de outros na hora de manipular o sistema de coleta de encomendas da empresa. A Amazon vai investigar o assunto.

Tal prática deixa clara a competição feroz entre os entregadores da Amazon. Agora, some a crise financeira que chegou pesado nos Estados Unidos, e temos essa prática adotada por vários funcionários. Alguns deles chegam a colocar vários smartphones nas árvores para obter um desempenho melhor na trapaça.

Muitas pessoas viraram entregadores da Amazon para colocar comida na mesa, onde alguns deles realizam as entregas com os seus veículos particulares com o sistema Amazon Flex, que está mais especializado para rotas longas de várias horas que podem ser programadas, além de permitir um monitoramento com aplicativos para obter mais entregas.

Por outro lado, as rotas de entregas do Whole Foods são menores (45 minutos no máximo), e o algoritmo prioriza os motoristas que estão mais próximos daquela unidade, e é aí que o truque das árvores se torna efetivo. Se o entregador não aceita a entrega em poucos minutos, o próximo é selecionado. E com os smartphones nas árvores próximos das unidades de supermercado (devidamente sincronizados com os dispositivos que estão em trânsito), é possível aceitar essa entrega antes mesmo que outros motoristas estacionem os seus carros na região.

O esquema pegou tão pesado que, em determinado momento, criaram uma rede de intermediários que cobram para conseguir um maior número de pedidos para determinados motoristas, o que vai contra a política da Amazon. Sem falar nas violações legais como licença e permissão de trabalho nos Estados Unidos, já que algumas pessoas estão subcontratando outras pessoas para realizar as entregas, e os dois envolvidos no esquema dividem os US$ 18 que podem ser pagos por uma entrega.

Vamos ver o que a Amazon vai fazer para combater esses golpes, e se a empresa consegue desenvolver um sistema de entregas que seja mais justo para todos.

 

 

Via CNBC


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