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Eu sei. Eu demorei “um pouquinho” para escrever sobre uma das novas séries do Netflix, Orange is The New Black. Mas houve um bom motivo. Eu queria assistir pelo menos três dos 13 episódios disponíveis para obter as primeiras impressões da forma mais fiel possível. E quer saber? Estou doido para terminar esse post logo para poder assistir os demais. E, se fosse você, sairia correndo para assistir o piloto. Mas não antes de ler esse post por completo, ok?

A série conta a história de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma sofisticada empresária cujo passado veio lhe puxar o pé. Em 2003, ela acabou se envolvendo com Alex Vause (Laura Prepon), que por sua vez, tinha relacionamentos muito íntimos com o mundo das drogas. Por causa de Alex, Piper acabou fazendo um “favorzinho” para o amor bandido, carregando dinheiro de drogas entre dois países. Anos mais tarde, ela foi descoberta, e para não ter um destino pior com a Justiça, fechou um acordo para ficar 15 meses na cadeia, de forma voluntária (ou não, pois ninguém quer ser preso de verdade).

Piper hoje é noiva de Larry Bloom (Jason Biggs), que aceitou todas as bobagens de Piper no passado (incluindo a namorada bandida), e vai segurar as pontas da noiva do lado de fora da cadeia. Enquanto isso, Piper tem a complicada missão de fugir dos problemas que o próprio ambiente prisional oferece. Porém, lá dentro, ela mesma vai encontrar novas perspectivas para recuperar o eixo de sua própria vida.

E, obviamente, se deparar com o seu passado. Literalmente.

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Não me entendam mal. O piloto de Orange is The New Black não entra na lista dos pilotos geniais das séries, mas é um piloto muito bom. Entendo que o primeiro objetivo de toda boa série é fazer com que o telespectador se importe com os personagens. E nesse quesito, a produção do Netflix teve missão cumprida (pelo menos para mim).

Você tem tudo para não se simpatizar com Piper. Afinal, ela é uma dondoca que tinha uma vida de luxo, e com alguns trejeitos que podem irritar qualquer pessoa. Porém, Taylor Schilling assume a missão de contar a história da protagonista de forma que você se envolva com os seus pequenos/grandes dramas. Além disso, tem sempre aquela máxima do “o que passou, passou; não sou mais aquela pessoa” que deve dar o tom da primeira temporada (a segunda temporada de Orange is The New Black já está confirmada – felizmente).

Outro detalhe importante está no tom cômico da produção. Existem piadas meio pesadas na série, mas é preciso entender que o ambiente prisional não é o mais polido do mundo (não sei, nunca estive lá; me baseio no que dizem por aí…), e que piadas com absorventes íntimos usados e sexo entre duas mulheres no banho matinal não podem chocar nesse tipo de proposta. E, mesmo com tais temas, tudo é feito de forma que você olhe para aquilo e ria espontaneamente.

O grupo de coadjuvantes também entrega personagens interessantes na sua maioria, apesar de tudo parecer mais uma obra de estúdio previamente roteirizado. Mas não podemos nos queixar muito disso. Tudo bem, se Orange is The New Black tem algum problema, é que você sempre vai ter a impressão de “é mesmo uma série de internet”. A impressão que dá é que House of Cards tomou toda a grana de produção da Netflix, e por conta disso, os produtores de Orange decidiram deixar tudo no presídio o mais limpo possível.

Eu sei, esse é parte do padrão prisional norte-americano. Mas estava tudo “limpo demais”, ou “estúdio demais”. Quando você assistir, vai entender.

Mesmo assim, Orange is The New Black está aprovada. Vale a pena conferir os 13 episódios de 50 minutos aproximadamente para saber como Piper vai sobreviver nesse período de nova perspectiva em sua vida. É sempre bom lembrar que a trama da série é baseada no livro de memórias de Piper Kerman (Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison), ou seja, deixando de lado os romantismos tradicionais, muitos dos acontecimentos exibidos pela série são baseados em fatos reais. E, quem sabe depois de ver o piloto, você também acaba se interessando pelo laranja (do lado de fora da prisão, é claro).


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