Muita calma nessa hora.

Nas últimas horas, vários veículos de tecnologia estão divulgando a notícia que a Apple reduziu a produção dos novos iPhones (iPhone XR, iPhone XS e iPhone XS Max), uma vez que a demanda desses modelos é menor do que a esperada pela gigante de Cupertino.

Tal notícia pode ser vista por muita gente como a primeira trombeta do apocalipse, ou o início do fim dos tempos, ou uma tragédia de proporções bíblicas ou messiânicas (eu adoro usar esses termos para dar um ar de novela da Record para coisas que não são tão sérias assim). Eu mesmo já vi dessa forma no passado.

Eu também cometi esse erro. Ou seja, estou falando por conhecimento de causa.

Em um passado não muito distante (2015 ou 2016, se eu não estou enganado), eu cometi o erro de achar que a Apple precisava tomar cuidado com a queda no volume de vendas dos iPhones. Eu ainda entendo que a empresa gerenciada por Tim Cook depende demais do seu smartphone, e se algo der muito errado, os problemas financeiros podem vir, e com força.

O problema é que, para a Apple, não há problema algum.

Vender menos iPhones não é um problema. Pelo contrário: se parar para pensar, é solução. A empresa lucra mais por cada iPhone vendido, e com a menor necessidade de fabricar dispositivos, temos menores custos operacionais e margens de lucro cada vez maiores.

Ou seja, produzir menos iPhones é, ao mesmo tempo, uma forma de ajustar a sua força laboral para que as margens de lucro fiquem dentro do esperado ou um pouco a mais. É claro que toda empresa quer lucrar cada vez mais, mas é fundamental ter a consciência de crescer de forma sustentável.

O que não conta muito a favor da Apple (e gera dúvidas aos investidores) é o fato da empresa não mais revelar o número de unidades vendidas dos seus iPhones. Ou seja, não há números oficiais do quanto o iOS está crescendo. Ficaremos com os estimados vindos de empresas especializadas nessas análises de mercado. E, se esses números apresentarem uma queda acentuada na participação de mercado, os investidores também não vão gostar.

De qualquer forma, não vamos criar pânico por enquanto. Não é sinal de crise reduzir a produção dos iPhones, mas sim de uma certa consciência que não é preciso fabricar mais do que o necessário.

Take easy, pessoal!