23 de maio, estrada secundária de Bienville Parish, Lousiana. O motorista começou a falar com Henry Methvin, e nesse momento, quatro policiais começaram a disparar. Quando o tiroteio acabou, 167 buracos de bala estavam no carro e dois corpos estavam ao chão. E assim morreram Bonnie e Clyde.

Entre 1931 e 1934, Bonnie Parker e Clyde Barrow foram protagonistas dos meios de comunicação. Ladrões de bancos e, principalmente, especialistas em fugas. Muito especialistas, na verdade. Tanto que, em alguns momentos, eles até fizeram reviews sobre isso.

Um mês antes do fatídico 23 de maio de 1934, uma carta chegou aos escritórios da Ford em Detroit. Algo comum para uma empresa que vendia muitos carros, apesar da economia instável. O mais curioso é que a carta era de Clyde Barrow, e estava dirigida para Henry Ford. A carta ainda está conservada no museu da empresa.

 

 

“Estimado senhor,

Enquanto eu ainda tenho ar nos meus pulmões, lhe direi que carro tão elegante o senhor está fabricando. Dirigi Fords exclusivamente sempre que podia. Graças à sua velocidade sustentável e ausência de problemas, o Ford nunca se deixou ser alcançado por outro carro (inclusive se meu negócio não foi estritamente legal). Não é preciso dizer que carro tão bom tem o V8.

Clyde Champion Barrow.”

 

Clyde era apaixonado pelo Ford B V8. Sempre que ele podia, ele roubava esse modelo para organizar seus roubos, e este era o carro em que ele morreu baleado.

Tudo bem, não era um review no estilo daqueles que eu produzo para o TargetHD.net. Mesmo assim, não deixa de ser curioso ver um dos maiores ladrões da história tirar um tempinho para agradecer à Ford por oferecer uma “boa ferramenta de trabalho”.

Se isso não é ser um fanboy, eu já não sei mais o que é. Não quero imaginar o que teria acontecido se Clyde pudesse dirigir um Tesla Model 3.