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O Show do Intervalo do Super Bowl. Esses são 12 minutos muito cobiçados na TV dos Estados Unidos e ao redor do planeta. Afinal de contas, a exposição é tão grande, que pode dar um impulso exponencial para o artista envolvido na ação. Em 2015, tivemos uma ‘novidade’: a NFL queria que o artista que se apresentasse no Halftime Show pagasse pela performance. Ao que tudo indica, Katy Perry topou pagar. Mas… afinal, quem está pagando quem nesse negócio?

Nos idos de antigamente, o Show do Intervalo do Super Bowl era qualquer coisa que servisse para entreter o público no estádio. Rolou de tudo: bandas universitárias, exibição de patinação no gelo, dançarinos caribenhos e até desfile de cachorros. A coisa começou a mudar em 1991, quando a Disney decidiu colocar o New Kids On The Block para cantar Step By Step para os pais e avós presentes no estádio.

Em 1993, a coisa mudou de vez, quando a NFL recrutou ninguém menos que Michael Jackson para fazer o Show do Intervalo. A partir daí, o negócio virou um evento global, onde todo mundo queria ver, e todo artista queria participar.

Muitos produziram esse show: Radio City Music Hall, E-Trade, Jimmy Iovine, Disney e a MTV. Aliás, essa última é a mais famosa, por causa do ‘nipplegate’ (Justin Timberlake ‘rasgando’ o vestido de Janet Jackson, que mostrou mais do que devia – ou não). Desde então, o Show do Intervalo do Super Bowl ficou um tempo sendo uma coisa de ‘tiozões’, com artistas consagrados e mais comportados se apresentando, e nos últimos anos, voltou a ter a sua pegada mais pop, com artistas com maior apelo junto ao público juvenil e juvenil/adulto.

Fato é que: desde 1993, o Show do Intervalo do Super Bowl se transformou em um grande negócio. Para a NFL, que capitaliza muito com merchandising, visibilidade e audiência (em 2012, o show de Madonna teve maior pico de audiência do que o próprio jogo), e para o artista envolvido, que consegue capitalizar e muito por uma exposição de apenas 12 minutos para o mundo todo.

Logo… quem está pagando para quem nesse negócio?

Katy Perry pode ter pago dinheiro de pinga para ter um retorno extraordinário em exposição, vendas de singles e até mesmo nos futuros acordos para shows e turnês. E leva Lenny Kravitz à tiracolo, o que atrai o público mais rocker para conferir essa performance.

Como não existe o tal ‘almoço grátis’, parece que a estratégia de ‘pagar para tocar no Super Bowl’ deve agradar os dois lados. Agrada a NFL, que coloca mais uma grana no bolso. E ao artista, que agora ‘investe’ na sua exposição global. Entendo que são negócios, e que pode ser uma tendência de negócio interessante para o futuro. Afinal de contas, até que demorou para a NFL perceber que estava com um produto forte nas mãos, que poderia sim ser capitalizado, render lucros e engordar cofres.

E, no final das contas, o Show do Intervalo pode ser o investimento da vida para Katy Perry. E Rihanna e Coldplay não se aperceberam disso. Tsc, tsc, tsc…


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