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Se o Google cai, ficamos no isolamento tecnológico. Simples assim!

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Se você caiu neste e-mail no futuro, é porque em um passado não muito distante, o Google e todos os seus serviços ficaram offline. Isso aconteceu em 14 de dezembro de 2020 (nesse momento, 9h40 da manhã de uma segunda-feira), e muito provavelmente a sensação que passa pela sua cabeça e coração é que você está no escuro, abandonado e com frio.

Pelo menos por enquanto, não percebi nada de anormal na minha conta do Gmail. Mas acredito que vai ser uma questão de horas até que todos os serviços Google que tenho conectado comecem a cair.

E esse fenômeno, que é global, me faz pensar que ainda não estamos preparados para colocar todos os ovos (ou, nesse caso, serviços conectados) em um único cesto.

 

 

 

Quando você depende do Google para entrar em casa

 

 

Eu nem preciso falar sobre os problemas que você pode ter em deixar todos os seus documentos, arquivos e e-mails pessoas e profissionais dentro de um único serviço. Mas faço questão de falar sobre esse tema de forma mais específica mais adiante.

Nos últimos anos, ampliamos o nosso uso de tecnologia para outras frentes. Deixamos nossas casas inteligentes e conectadas, para deixar a nossa vida mais prática e mais moderna. O grande problema é quem boa parte da nossa casa conectada também pode depender do bom funcionamento do Google.

Já pensou? O Google sai do ar justamente na hora que você chega em casa abarrotado de compras e desesperado para ir no banheiro. Resultado: se você tem uma fechadura inteligente, que você pagou caro e se orgulha de ter em sua casa, as chances de você ficar pelo lado de fora em uma situação crítica são enormes.

A mesma regra vale para quem volta daquele jantar romântico, decide levar a outra pessoa para casa para tomar um vinho e, quem sabe, algo mais, e percebe que vários dos dispositivos da casa não podem ser ligados porque estão conectados a tomadas inteligentes.

Isso beira ao apocalipse tecnológico.

 

 

 

 

 

Jamais deixe todos os ovos na mesma cesta

 

 

O conselho dos antigos se mostra sábio nesse momento. E quase ninguém (eu, inclusive) segue essa dica quando falamos de tecnologia.

Quase todo mundo usa o Google e os seus serviços, e por uma questão de conveniência pura e simples, acaba utilizando mais de um serviço ou plataforma que faz parte do seu portfólio de aplicativos. E a gigante de Mountain View está o tempo todo sugerindo que você faça isso.

Afinal de contas, as plataformas ficam todas conectadas, com as informações ficando de fácil acesso de uma ponta para outra de qualquer processo. É muito mais fácil você buscar uma foto no Google Fotos para integrá-la na mensagem do Gmail do que recorrer a outros sistemas online.

Abrir um documento em anexo no Google Docs ajuda a economizar tempo e dinheiro, pois você não depende do pagamento do Microsoft Office para abrir e editar o texto a ser publicado ou a planilha com o relatório financeiro.

Tudo muito prático. Tudo muito simples.

Mas que se complica quando o Google acaba com problemas mais sérios.

 

 

Nesse momento, a queda dos serviços do Google afeta principalmente a Europa e a costa leste dos Estados Unidos (Nova York). É uma queda global, mas em pontos localizados dos continentes. No Brasil, o problema quase não tem impacto. Mas nem por isso posso dizer que ele não existe, ou que ele não vai acontecer em algum momento no futuro.

Por outro lado, a página de status dos serviços do Google indica que tudo está funcionando normalmente, o que deixa a falha um tanto quanto misteriosa e, por que não dizer, bizarra.

E é nesse momento que levanto a pergunta: será que não está na hora de descentralizar nossos documentos, arquivos pessoais e serviços online? Só para garantir que não vamos ficar no escuro quando o Google tiver problemas?


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