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O ser humano é um bicho muito escroto mesmo.

A decisão de colocar um nome em um filho pode não ser tão importante quanto colocar um ser humano no mundo, mas deixa marcas definitivas naquele ser que, nesse momento, e dependente de outras pessoas. E se ele for dependente de dois idiotas, o seu nome tem grandes chances de ser algo absurdo.

Foi o que aconteceu na Suíça, onde os pais dessa pobre criança passaram de todos os limites. E nem é tanto pelo fato do nome ser feio o bonito, mas sim pela motivação escrota por trás da escolha: ter conexão WiFi de graça durante 18 anos.

 

 

 

Isso deveria ser proibido por lei

 

 

A empresa de internet local Twifi lançou uma promoção que ofereceria internet de graça por 18 anos para os pais que tivessem a coragem de colocar em seus filhos um dos nomes escolhidos por ela para promover as suas atividades.

Os nomes? Twifus se fosse menino, e Twifia se fosse menina.

Tá, não são nomes tão feios assim. Mas o fato do filho ser seu não quer dizer que você tem o direito de ferrar com a vida dele por 18 longos anos, só por causa do seu egoísmo e do WiFi de graça. Quer mudar um nome? Muda o seu, marmanjo de 35 anos que engravidou a menina mas ainda mora com os pais!

A campanha foi divulgada no Facebook e, pasmem, apareceram pais que registraram um dos nomes na certidão de nascimento de sua nova filha, a Twifia. Não há imagens da criança por motivos óbvios: é melhor todos ficarem no anonimato, já que leva de críticas recebidas por essa decisão não demorou para aparecer.

Os pais da criança (essa dupla de irresponsáveis) se defendem, alegando que o nome Twifia parecia adequado, e que o significado do termo (conexão) pode ter muitas interpretações que não estão diretamente relacionadas com a tecnologia, mas sim com a conexão entre pessoas a com a natureza.

A notícia repercutiu na Suíça, iniciando um debate sobre as consequências que podem ter essas campanhas lançadas por empresas de tecnologia que só pensam na promoção da marca e nos lucros obtidos com a mesma do que na saúde emocional de uma criança que se torna refém das decisões de pais idiotas e egoístas.

Vale a pena também levantar algumas questões sobre o assunto, como o péssimo investimento feito a longo prazo. Já parou para pensar como fica a situação dos pais se a tal empresa de telefonia não durar os tais 18 anos? Se isso acontecer, adeus internet de graça. Ou se a tecnologia evolui a ponto da oferta se tornar inválida pela obsolescência?

Então… ferrar com a reputação do filho… valeu a pena?

É claro que as opiniões sobre o assunto podem ser diversas, e muitas pessoas não vão se importar em ver o seu filho sofrendo bullying por causa de um nome. Mas este blog é meu, e esta é a minha opinião. E eu sei que não estou errado. Pais que querem economizar na internet mas passam a conta para a filha não passam de seres imbecis e egoístas.

De novo: quer promover a sua operadora preferida em troca de internet para sempre? Transforma essa sua testa enorme em outdoor, tatuando o logo da empresa nela. É melhor do que ferrar com a vida de quem não pode se defender.

 

 

Via NPR


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