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The Vampire Diaries | 8 temporadas está de ótimo tamanho

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The Vampire Diaries

Fãs, não tomem como crítica o título desse post. É um elogio dos mais sinceros.

A próxima temporada marca não apenas o fim de The Vampire Diaries, mas também a conclusão de um dos grandes acertos da CW. Para uma série que inicialmente tinha uma história rasa, indo totalmente no vácuo do sucesso da saga Crepúsculo, conseguiu tomar uma dimensão enorme para o que se propôs, gerou um spinoff que engrenou, e é uma das séries mais vistas do planeta.

 

O que importa é que deu muito certo

Deixemos de lado os aspectos que normalmente fazem com que eu me afaste de produções desse tipo. Esquecemos por alguns instantes que é um drama quase novelesco, de amores impossíveis e dramáticos, fenômenos sobrenaturais e vampiros, que estão muito em evidência junto ao público adolescente e jovem-adulto. Foquemos no que realmente importa: o quanto essa série funcionou para a CW.

The Vampire Diaries representou um momento crucial para a CW. Se o canal já desconfiava que parte do seu público queria consumir as histórias sobrenaturais com o lançamento de Supernatural (que está no ar até hoje), a consolidação veio mesmo com a série de vampiros adolescentes. Não só isso: detectar claramente que o seu público alvo era o mesmo que está consumindo (ou melhor, devorando) o estilo de literatura que inspira esse tipo de produção.

Com altos e baixos, The Vampire Diaries foi uma das maiores audiências do canal. Tem uma base de fãs fiéis, e é muito bem vendida ao redor do planeta. A maioria das séries hoje não conseguem isso.

Aliás, fazendo justiça à CW: esse é um dos canais que melhor consegue identificar o que a sua audiência quer ver. De novo: não discuto a qualidade das séries, mas sim o quanto elas se comunicam com o perfil do telespectador. E o mais interessante disso é que o canal nesse momento já passou por mais uma transição claramente identificável: a mudança para as séries de heróis, que já emplacaram junto à audiência.

É sempre bom lembrar que, por trás da CW, tem as mentes pensantes da CBS (CW = CBS + Warner Bros).

 

The Vampire Diaries, para a posteridade

Não só por conta do spinoff gerado ou pelo alcance global. The Vampire Diaries foi uma das séries que melhor soube aproveitar o momento das séries de fantasia entre os canais abertos. Ajudou a exponenciar o gênero ao lado de Once Upon A Time (ABC), a própria Supernatural, Grimm (NBC), entre outras.

Sem falar que seus protagonistas hoje são astros mundialmente conhecidos, mesmo atuando em uma série cujo canal é o menos visto entre os canais abertos. O motivo disso? A internet, é claro. Jamais podemos ignorar a audiência global online que a série possui, já que é uma das mais baixadas pelos torrents do planeta.

Em resumo: zoamos The Vampire Diaries até dizer chega. Mas no final das contas, ela tem o seu valor e relevância. Muito mais do que eu mesmo poderia imaginar quando comecei a falar dela aqui no SpinOff.com.br.

Primeiras Impressões | Crazy Ex-Girlfriend (CW, 2015)

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As loucuras que fazemos por amor… incluindo ver pilotos de séries…

A única estreia da CW para a fall season é Crazy Ex-Girlfriend, uma comédia romântica musical. A ideia pode causar rejeição para muita gente logo de cara, mas como estamos falando da CW, sempre podemos esperar alguma coisa mais inusitada. E mesmo sabendo que as chances de convencer a maioria são mínimas, a série se esforça em apresentar uma proposta que combina o humor cretino com todos os elementos vistos em diversos filmes que nortearam a adolescência de parte dos jovens adultos que hoje assistem a CW.

A série conta a história de vida de Rebecca Bunch (Rachel Bloom), hoje uma jovem adulta bem sucedida, prestes a se tornar sócia em um escritório de advocacia de prestígio em Nova York. Porém, ela não chegaria lá sem um incidente ocorrido dez anos antes. Depois de passar as melhores férias de sua vida em um acampamento de verão, Rebecca é dispensada por aquele que ela acreditava ser o grande amor da sua vida, Josh Chan (Vincent Rodriguez III).

Essa foi a gora d’água para Rebecca, que já sofria de problemas emocionais por ser filha de pais separados. Ao longo de dez anos, muito tratamento contra depressão e alguns comprimidos que deixam ela dentro da realidade da maioria dos mortais, Rebecca se forma em Harvard e Yale, consegue um ótimo emprego, e está prestes a ser promovida.

Mas ela não é feliz. Lhe falta algo. Falta o amor.

Mas o destino se encarregou disso. No dia em que ela vai receber a sua promoção, ela reencontra Josh, que estava em Nova York há oito meses, mas que já estava voltando para a sua cidade natal, no interior da Califórnia, por optar por uma vida mais tranquila e menos competitiva que aquela que ele vivia na Big Apple. Ah, sim, claro… Josh diz que Rebecca está linda. E ela fica hipnotizada por isso.

Sabendo que precisava de uma mudança na sua vida, e que essa mudança responde pelo nome de Josh, Rebecca recusa a promoção de emprego, se muda de mala e cuia para o interior da Califórnia, na mesma cidade que o seu amado vive. Consegue emprego em um pequeno escritório de advocacia local, mas isso não importa. O principal objetivo de sua vida agora é stalkear Josh.

Que por sinal, tem namorada. Mas Rebecca só fica sabendo disso quando chega na cidade. Até porque sem isso não tem série, não é mesmo?

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Crazy Ex-Girlfriend lembra um spinoff de Ally McBeal. Rachel Bloom até tem um corte de cabelo que lembra um dos adotados por Calista Flockhart ao longo de cinco anos da comédia da Fox. Sem falar que ela é uma jovem advogada, assim como Ally era. Troque Boston pela Califórnia, e coloque várias músicas originais no estilo de musical da Broadway, e temos a nova comédia da CW.

O que dizer de Crazy Ex-Girlfriend?

Que é uma série típica de menininhas. É uma comédia romântica pura e simples, com algumas cenas musicais. A boa notícia é que a série tem bem menos músicas do que o imaginado (pelo menos no seu piloto), e que as cenas musicais não são tão absurdas assim. E só não são porque a série decidiu entrar no modo zoeira total, indo para o nonsense explícito, e brincando com o ridículo que são essas cenas em algumas produções.

Por exemplo: quando Rebecca começa a cantar no meio de Nova York, as pessoas começam a olhar para ela com um olhar estranho. Algo que muita gente faria se qualquer pessoa começasse a cantar no meio de uma música, já que isso não é normal. É claro que a atmosfera muda quando ela vai para a pequena cidade do interior da Califórnia, onde metade dos cidadãos são músicos e dançarinos profissionais. Mas ao menos eles brincam com isso, com referências cretinas e propositais.

Outro exemplo está no segundo número musical, onde a série brinca com as músicas e videoclipes que sensualizam tudo. Mostra os sacrifícios da mulher moderna em se arrumar para o cara (e como eles não sabem como isso acontece), e brinca com todos os esteriótipos que a indústria da música, cinema e TV oferecem nesse tipo de cena.

Mas no final das contas, Crazy Ex-Girfriend tenta ser aquela série que mostra o que as pessoas são capazes de fazer por amor. E que estar apaixonada não é estar maluca. É ter a coragem de mudar tudo em sua vida em nome desse amor. Tudo bem, Rebecca parece uma stalker maluca implorando por um mandato de restrição. Mas… quantas pessoas vocês já não conheceram que são mais ou menos assim.

No final das contas, Crazy Ex-Girlfriend é menos ruim do que eu imaginava. Eu não esperava nada da comédia musical da CW, e até que dei algumas risadas com algumas referências lançadas. É uma série bobinha, feita para menininhas. Só tenho dúvidas se as menininhas da CW vão aceitar a proposta. A audiência da estreia não foi lá grande coisa (deveria receber a audiência de Jane the Virgin, e não o contrário). Mas vamos dar tempo ao tempo.

No final das contas, entre mortos e feridos, alguns se salvaram.

Primeiras Impressões | Significant Mother (CW, 2015)

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Não é fácil para muitos filhos descobrir que sua mãe quer seguir em frente com sua vida amorosa. Mas tudo se torna muito pior quando você descobre que ela quer fazer isso com o seu melhor amigo. Essa é a premissa de Significant Mother, nova comédia da CW para a summer season.

A série é tão direta na sua proposta, que não há muito o que dizer aqui. Nate Marlowe, um jovem e promissor dono de um restaurante, entra em choque quando descobre que o seu melhor amigo/outro morador do apartamento onde ele vive, Jimmy Barnes, está pegando a sua mãe, Lydia. Lidar com essa realidade só traz problemas, dores de cabeça e momentos constrangedores para Nate, e só fica pior quando o seu pai Harrison (ex-marido de Lydia) decide entrar na história, achando um absurdo ver que ela seguiu em frente com alguém com a metade da idade dela.

Lydia e Jimmy decidem enfrentar toda essa barra de vida, assumindo um relacionamento que vai além do ‘uma noite e nada mais’ – até porque eles tentaram ser o casal da transa ocasional, mas fracassaram nas diversas tentativas -, e decidem explicar para Nate a profundidade desse relacionamento. Bom, depois de uma estúpida disputa que envolveu álcool e o jogo de amarelinha, o próprio Nate entende que é melhor viver no modo ‘aceita que dói menos’, e os três vão tentar conviver e conciliar seus interesses individuais em um comportamento maduro e racional. Ou algo próximo à isso, que impeça que um tente matar o outro.

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Não sei se são os ares da nova cidade, ou se eu estava de muito bom humor quando eu vi o piloto, mas eu até que gostei de Significant Mother. Não é um plot que pode ser chamado de original, já que vimos essa proposta na TV em diferentes variantes. Mas ao menos é engraçada naquilo que se propõe. Bom, pelo menos é muito melhor do que as comédias que a CW estreou no ano passado, e que foram canceladas rapidamente.

Acho que o grande trunfo de Significant Mother é o seu fator ‘cretinice’. A série não se leva muito à sério, e quando você assistir, você também não pode levar. Se bem que eles se preocuparam em explicar por que Nate tem uma mãe tão jovem (e não apenas a necessidade de colocar uma mulher mais jovem para que a série fosse acessível para o universo da família CW).

Além disso, o texto do piloto é bem sacado, com algumas referências à cultura pop e piadas bem pensadas. Algumas coisas são propositalmente bem escrotas, mas não no nível agressivo como em outras comédias fracassadas. Eu diria até que dentro da perspectiva da CW, pode vingar sim. Não se posiciona no mesmo tipo de comédia de Jane the Virgin, se localizando em um ambiente mais urbano e uma linguagem estética e cultural mais alinhada com o ar descolado de Nova York.

Enfim, entendo que Significant Mother até que é assistível. Vale a pena conferir o piloto e pelo menos mais dois episódios para ter um parecer definitivo. Mas, repito: melhor do que as porcarias que a CW estreou na summer season de 2014, com certeza é!

Primeiras Impressões | The Messengers (CW, 2015)

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Repitam comigo: “o bem vence o mal, espanta temporal…”. Bom, assim podemos resumir a premissa geral de The Messengers, nova série sobrenatural da CW. Mas antes de espantar o temporal, o próprio temporal tem que chegar na Terra, em forma de uma energia inexplicável, que muda a vida de cinco pessoas. Que, por sua vez, vão mudar a vida de um planeta inteiro.

Tudo começa quando um objeto misterioso cai na Terra, provocando uma onda de choque em cinco pessoas que aparentemente são completamente desconhecidas, mas que contam com algumas coisas em comum a partir desse evento. A primeira delas é que todos eles morreram por alguns instantes depois dessa choque, e voltaram à vida momentos depois. Completamente modificados.

Cada um deles se tornou uma espécie de ‘anjo’ na Terra, e receberam a missão de proteger a Humanidade das forças do mal que rodeiam o planeta. Para isso, ele precisa combater o ‘demônio’, que também está na Terra, e pode influenciar qualquer mortal, a qualquer momento. O mais bizarro disso tudo é que um evento aparentemente isolado coloca um dos novos anjos diante de uma mulher que desperta de um coma de sete anos, por ter tomado um tiro de um homem misterioso.

The Messengers pretende mostrar como os ‘anjos mensageiros’ cumprirão com sua missão de proteger a Humanidade, e como esses perfis completamente diferentes podem ser úteis trabalhando juntos, e principalmente como os demais mortais vão compreender essa nova realidade. A fé de muita gente será testada diante desses novos e misteriosos acontecimentos.

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A série está com os dois pés no elemento que muitos fãs de séries adoram ver nas produções: o mistério. Vários mistérios são lançados no piloto, e isso deve resultar em algumas pessoas defendendo a série por conta disso. Acho justo. The Messengers quer colocar um ar de reflexão em uma trama de ficção, onde o inexplicável vai andar lado a lado com a fé, que nada mais é do que você acreditar naquilo que você não pode provar ou explicar.

Apesar do piloto parecer confuso em alguns momentos – a alternância do foco em diferentes personagens em apenas 42 minutos -, não é difícil compreender a trama de um modo geral, e a motivação dos personagens para realizar seus atos. Um deles (um líder religioso com um programa de TV) conseguem identificar rapidamente o que está acontecendo, e já deixa a sua mensagem para quem quer ouvir. Já outros personagens ainda não compreendem o que aconteceu e o que ainda está para acontecer.

Essas diferentes perspectivas oferecem uma maior dinâmica para a série, onde os conflitos e as resoluções podem surgir com maior naturalidade. Talvez isso possa fazer com que The Messengers vá um pouco além de ser ‘a série esquisita com os anjos vivendo entre os mortais’. Aliás, tal dinâmica é oque esperamos da maioria das séries que apreciamos.

Enfim, eu não pretendo acompanhar The Messengers porque o meu tempo é muito curto, e por não ser o tipo de série que eu gosto. Mas não desgostei por completo. O piloto não é ruim, e consegue apresentar tudo aquilo que se propõe. Meu conselho: veja o piloto. Vai que você gosta da proposta. Eu só acho a mesma um pouco estranha em um canal ‘teen’ como a CW. Mas como é o canal que podemos esperar de tudo (inclusive Jane the Virgin dando certo)…

Primeiras Impressões | iZombie (CW, 2015)

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A espera acabou. A série que desafia todas as lógicas das histórias e filosofias de apocalipse zumbi – e até apresenta ‘dicas culinárias’, por assim dizer – estreou nessa semana. iZombie é inspirada na história em quadrinhos criada por Chris Roberson e Michael Allred, e propõe uma perspectiva diferente. Nada de pessoas morrendo por conta de uma horda de zumbis devoradores de cérebro. Pelo contrário: propõe a metáfora da morta-viva que tenta viver de forma mais intensa entre os vivos.

A série mostra a vida (ou melhor, o pós-morte e vida de novo) de Olivia Moore, uma médica promissora, centrada, responsável… enfim, uma CDF normal. Ela ia se casar, se dava bem com a família, e tudo estava muito bem na sua vida. Até que ela decidiu aceitar o convite de uma festa em um barco de uma colega de trabalho… e tudo mudou. Radicalmente. De forma definitiva.

Na festa, a turma do barulho começa a consumir todo o tipo de substâncias legais e ilegais possíveis, inclusive uma droga experimental. Talvez por conta dessa droga (digo ‘talvez’ porque essa ainda é uma possibilidade que não está 100% confirmada), muitos dos presentes na festa começaram a se transformar em zumbis. Olívia, CDF que só ela, não tomou a droga, mas foi ferida por um dos mortos-vivos.

Resultado: ela acorda dentro de um saco de morto, e se dá conta que virou uma zumbi. E tenta retomar sua ‘nova vida’ da melhor forma possível. Ah, sim, é claro: ela vive com fome, e fome de cérebro. Para ficar mais perto da sua nova guloseima preferida, ela passa a trabalhar como legista na espécie de IML de Seattle. Afinal, nada melhor do que trabalhar dentro da sua lanchonete particular, não é mesmo?

Mas a vida não é tão tranquila para Olivia. Além de ter que misturar cérebro com macarrão instantâneo e pimenta na sua alimentação, ela precisa conviver com as memórias dos mortos cujos cérebros são degustados por ela (e isso faz todo o sentido), e por conta disso, ela começa a ter flashes de momentos pontuas de suas vidas. E em muitos casos esses flashes podem ajudar a solucionar crimes que a polícia local (composta por um bando de incompetentes) não é capaz de resolver ou encontrar os culpados.

Logo, Olivia tem sua vida/morte/vida dividida em ter um dia a dia normal (até porque sua família e seu ex-noivo nem desconfiam que ela virou uma zumbi, apesar da pele pálida, cabelo colorido, mãos frias e suposto mal cheiro de gente morta que ela deve ter), ajudar a solucionar os crimes que das vítimas, e tentar encontrar uma cura para o seu problema.

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Quer saber? Eu curti iZombie! Era mais ou menos o que eu imaginava que seria, e é o tipo de série que “dá a volta”, vocês me entendem? Veja bem: me desculpe quem curte os quadrinhos, mas vamos combinar que essa é uma das premissas mais absurdas e desconectadas da realidade que já vimos no mundo das séries. A vida inteira nós entendemos que os zumbis são “mortos vivos”. Já Olívia é mais viva do que nunca, seu cérebro raciocina, tem flashbacks dos mortos e – pasmem – ela tem superpoderes!

Sim, pois só superpoderes explicam um deslocamento muito rápido e uma força acima da média para uma zumbi (não vou falar muito sobre isso porque não quero estragar o efeito surpresa de quem não viu essa “maravilha”).

Sem falar que – de novo – a mãe, o ex-noivo e os irmãos de Olivia SEQUER DESCONFIAM que ela virou um zumbi. Nem pelos aspectos físicos, nem pelas notícias (que poderiam ter corrido bem rápido, pois convenhamos, era um barco cheio de zumbis, e é impossível isso não ter parado em algum jornal local). Aliás, ninguém desconfia que ela é um zumbi. Só o colega dela de necrotério, que é um nerd freak que percebeu que ela comia os cérebros dos mortos que ele pedia para ela finalizar o serviço.

Apesar dos absurdos, o mais legal de iZombie é que a série (felizmente) não se leva muito à sério. É entretenimento. Não é para ser uma série investigativa onde o telespectador precisa ficar pensando muito para tentar descobrir quem é o assassino da vez. O piloto é bem básico, apresentando as situações e personagens sem maiores complicações. Não tem cenas chocantes (apesar de ser surpreendente ver a CW colocando no ar cenas de jovens consumindo drogas), nenhuma violência exagerada, e em alguns casos os personagens são bem caricatas.

No final das contas, eu gostei do resultado final de iZombie. Recomendo para aqueles que não levam o assunto muito a sério, e querem se divertir por 40 minutos. Pode dar certo se eles seguirem no ritmo de ser um procedural semi-galhofa, sem muita conexão com o crível. Mesmo porque ela desafia com força qualquer tipo de lógica das histórias de zumbi que você já viu na vida.

E aí… vai um miojo com cérebro aí?

Primeiras Impressões | Jane the Virgin (CW, 2014)

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Finalmente, chegou o dia! Antes de qualquer coisa… OBRIGADO, CW, PELA GRAÇA ALCANÇADA! Uma das estreias mais esperadas do ano, Jane the Virgin pode não ter surpreendido na audiência (mesmo porque The Flash já fez isso), mas surpreendeu no piloto apresentado. É claro que temos alguns tropeços detectados, mas nada que fuja muito da perspectiva criada em nossas mentes.

Jane Villanueva (Gina Rodriguez) é uma jovem latina que foi criada com uma família simples, mas que lhe deu muito amor e valores morais. Sua mãe Xiomara (Andrea Navedo) e sua avó Alba (Ivonne Coll) são as suas duas pilastras para tudo nessa vida. No final, as duas fizeram um bom trabalho: Jane é uma moça trabalhadora, educada, dedicada no trabalho, e aos 23 anos, ainda é virgem, algo que enche a avó de orgulho (ainda mais levando em conta que a mãe de Jane engravidou da mesma aos 16 anos de idade).

Jane trabalha em um buffet que promove festas nas casas de ricos e milionários. Em uma das idas e vindas da vida, ela acaba tretando com Rafael Solano (Justin Baldoni), dono do hotel onde acontece uma dessas festas. Rafael quase morreu no ano anterior, e para garantir que o seu gene babaca se propagasse no planeta Terra, ele guardou uma amostra do seu esperma, que curiosamente seria utilizado – sem Rafael saber – em sua esposa, Petra (Yael Grobglas) que para garantir um futuro economicamente estável, lançaria mão dessa cartada, para depois obter um polpudo acordo no processo de divórcio.

Fato é que avida dessas pessoas se cruzam de forma definitiva quando Jane e Petra vão tratar de suas vidas íntimas no mesmo consultório médico. O ginecologista titular das duas é substituído temporariamente por uma infeliz que foi traída no dia anterior, e simplesmente não está com a cabeça no seu trabalho. A ponto dela entrar na primeira porta que ela encontrou (onde Jane estava pronta para um exame de rotina), e praticar a inseminação artificial na paciente errada!

E assim temos respondida a pergunta de US$ 1 milhão: como alguém consegue engravidar acidentalmente por inseminação artificial?

A sequência de tudo isso gira em torno da decisão de Jane em ter esse filho, em como isso vai impactar na convivência com sua família, seus amigos, seu atual namorado (um detetive que já tem os seus esqueletos escondidos no armário, mas Jane não sabe) e o dono do hotel, que vê novas possibilidades na paternidade.

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Posso reclamar de uma coisa?

O piloto de Jane the Virgin foi meio ‘sem sal’. Eu imaginava uma coisa bem mais bagaceira. Algo tosco mesmo. Mas não: até que foi redondo. Não só eles explicam – e muito bem – como pode sim ser acidente, mas alguns plots subsequentes foram até bem amarrados para dar o tom de dramedia que a série se propõe a ter. Por exemplo, o dilema da Jane em ter ou não esse filho, as questões de paternidade levantadas por Rafael, as questões jurídicas desse acidente (quem vai levar a culpa disso), entre outros pontos que fazem com que esse piloto ultrapasse um pouco a barreira do ‘é tosco e nada mais’.

Bom, quero dizer… é claro que tem soluções apresentadas que são terríveis. Chroma Keys aos montes (mas, convenhamos… isso já era esperado) e uma tendência para forçar o brega que beira à construção de esteriótipos desnecessários. Por outro lado, isso não afeta a integridade da série. Em alguns momentos, algumas cenas e diálogos lembram um pouco (mas bem pouco mesmo) a saudosa Ugly Betty (ABC), onde era reconfortante ver a unidade familiar latina, com a família toda assistindo as novelas, e as discussões morais que sempre acontece em famílias que se amam (no objetivo de que os filhos sigam o caminho do bem).

Talvez eu esteja um pouco decepcionado porque eu esperava rir muito mais dessa situação da ‘gravidez por acidente’, mas não foi isso o que aconteceu. Na verdade, Jane the Virgin se assina como dramedia mesmo, com narração que acompanha toda a história com um tom irônico, e pequenas piadas pontuais (algumas delas que exigem um tom mais caricata). Mas prepare-se para se surpreender com alguns momentos em que a série se dispõe a falar sério. E diferente de outras produções, não caem no cretino ou ridículo quando apresentam essa seriedade.

Sobre Gina Rodriguez? Particularmente, não gostei. Mesmo. Seu sonho de ser a ‘Meryl Streep latina’ (sério, ela disse isso para o THR) ficou bem mais distante com esse piloto. É claro que ela pode melhorar ao longo da temporada, mas a primeira impressão que deixou não foi das melhores. Beirou uma atuação ruim em vários momentos do piloto. Mas vamos dar um tempo para a moça mostrar a que veio.

Enfim, nem eu acredito que terminei um texto de primeiras impressões de Jane the Virgin sem achar que a série cumpriu o que prometeu. Na verdade, entregou um pouco mais. E, por mais inacreditável que isso possa parecer, fiquei frustrado com isso. De qualquer modo, o piloto é bom em alguns aspectos, e acho que merece ser conferido sim. Não é a melhor história que você pode conhecer, mas talvez a série até te surpreenda.

Só espero que os membros da ‘família CW’ entendam a proposta geral da série. E esse post, se possível.

Primeiras Impressões | The Flash (CW, 2014)

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Pode ter sido a minha sorte não ter produzido um post de primeiras impressões sobre o piloto de The Flash que vazou no meio do ano. Eu me lembro que estava passando um período mais ocupado da minha vida, o que me impediu de escrever sobre o assunto aqui no blog. De qualquer forma, chegou a hora de falar do piloto que vale, aquele que foi ao ar nessa semana nos EUA, e que entregou ‘apenas’ a terceira maior audiência de uma estreia de série da história do canal CW.

A série é centrada na vida de Barry Allen (Grant Gustin), um investigador-assistente da polícia de Central City. Com cara de bom moço e amigo de (quase) todo mundo, Barry perdeu a mãe aos 11 anos de idade, sob circunstâncias misteriosas, que só começariam a ser explicadas no futuro, quando ele sofre um acidente dentro de um laboratório. Tá, não é um acidente qualquer: ele sofre os efeitos da combinação de um acidente em um acelerador de partículas com um raio que cai no local onde ele está.

Nove meses depois de coma, Barry acorda ao som de Lady Gaga, e percebe que o seu corpo mudou, ficando mais forte e, principalmente, mais rápido. Aí você pergunta: ‘ele virou gay?’ E eu respondo: ‘é claro que não, seu estúpido!’ (aprende, Feliciano: as pessoas não viram gays, e não é um raio que vai mudar isso de um lado ou de outro). Basicamente o seu metabolismo trabalha muito mais rápido que os demais, com capacidade de recuperação muito maior, uma força maior, e uma velocidade de movimentos muito acima do normal.

Barry então se lembra que o incidente da morte de sua mãe envolveu alguém com características semelhantes ao que ele está descobrindo. Logo, se ele ficou assim com essa conjunção de fatores, outras pessoas na mesma situação estão espalhadas pelo planeta, e nem todas com boas intensões. E ele está certo: aqueles que querem se aproveitar dessas habilidades para o crime começam a aparecer, e Barry entende que pode utilizar seus poderes para ajudar as pessoas e até salvar vidas.

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O piloto de The Flash exibido pela CW de forma oficial em 07 de outubro possui diferenças substanciais em relação ao piloto que vazou no meio do ano. E não falo apenas da parte de pós produção e efeitos visuais (algo que é óbvio, já que o piloto que vazou estava inacabado). As diferenças que me chamaram a atenção positivamente está na estrutura do piloto em si, que está melhor amarrado, contando melhor como os acontecimentos da série começam.

No piloto inacabado, os acontecimentos que mostravam a construção do herói The Flash aconteciam em uma velocidade que não dava muita margem para que o telespectador criasse uma empatia com o mesmo. Era tudo muito ‘pá-bum, pronto… sou o The Flash e vou combater o crime’. Nesse novo piloto, personagens como o chefe do departamento de polícia e sua filha (ex-namorada de Barry) foram melhor explorados, estruturando melhor o piloto e colocando pequenos eventos que serão fios condutores para a continuidade da temporada.

Além disso, apesar do primeiro vilão da temporada ainda estar presente no piloto (e isso ser algo um tanto quanto apressado, prejudicando um pouco o processo de construção do herói na trama), sua presença passa a ter mais lógica com o replanejamento do piloto, o que considero um acerto. Se a temporada manter esse plano (mesmo com grandes chances de ser a série do ‘vilão do dia’), acho que a série tem grandes chances de sucesso.

Não foi à toa que a CW conseguiu 4.5 milhões de telespectadores na audiência geral, e demo 18-49 anos de 1.8 com a estreia de The Flash. É um piloto muito bom, mantendo o estilo já consolidado em Arrow, com um episódio divertido e bem estruturado. Entendo que a série vai entregar aquilo que os fãs desejam ver, e principalmente, aquilo que a audiência da CW quer assistir. E é nisso que o canal deve investir daqui para frente.

É cedo para dizer, e tudo pode dar errado daqui para frente. Mas ao que tudo indica, a DC e a Warner Bros. já sabem qual é a fórmula de sucesso. Se você gosta de Arrow, as chances de você gostar de The Flash são enormes. Eu recomendo. É a CW mostrando o que sabe fazer de melhor e bem feito.

Primeiras Impressões | The 100 (CW, 2014)

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Pilot

Finalmente! Chegou o dia! Depois de quase um ano de espera, especulações, promos, trailers e promessas absurdas de Isaiah Washington, The 100 estreou na programação da CW. A série que tem como missão revolucionar a CW como nós conhecemos, também está disposta a responder a enigmática questão: “o que acontece quando jogamos 100 delinquentes juvenis em uma Terra devastada por uma guerra nuclear?”. Mas vai além disso. Por mais inacreditável que pareça.

A premissa de The 100 é a seguinte: o ser humano ferrou com tudo aqui na Terra em uma guerra nuclear, deixando o planeta simplesmente inabitável. Quem pode, fugiu para uma estação espacial internacional, acreditando que todos os seus problemas estavam resolvidos. Ledo engano. O tempo passou, os humanos na estação espacial não pararam de ter filhos, e rapidamente eles se depararam com um “pequeno” problema: a falta de espaço.

A estação espacial é “governada” por conselheiros (que são os pais de alguns dos “delinquentes”) e o Chanceler Jaha (Isaiah Washingon) que é quem comanda toda a comunidade. Esses pais desajustados criaram leis rígidas e absurdas demais para quem vive em uma estação espacial. Por exemplo, se um casal tivesse um segundo filho, não só os pais são considerados criminosos, mas o segundo filho TAMBÉM. Só por ter nascido!

Ou seja, nem todos os adolescentes considerados delinquentes são criminosos de verdade. Muitos ali estão pagando o pato pelos pais. O que não quer dizer que não existam os bandidinhos de verdade. Aliás, tem alguns com cara de perigosos/sinistros, mas ao mesmo tempo (e de forma muito estranha) acabam sendo o ativador de feromônios nas menininhas da série. Sejam elas CDFs ou fúteis/rebeldes sem causa.

De qualquer forma, para começar a resolver o problema de superlotação da estação espacial, 100 desses adolescentes – cujos muitos pais não querem ver nem pintados de ouro – são enviados para um planeta Terra que não tem gente há 97 anos – por conta da guerra nuclear, é sempre bom deixar isso claro -, sem saber se vão sobreviver, sem ter certeza se existem condições de vida lá… enfim, foi todo mundo despachado no modo “te vira, moleque”. Feito o despacho, esses mesmos pais passam a decidir se matam mais gente dentro da estação espacial ou não, em uma mega conspiração sinistra, com alguns fazendo cara de mau o tempo todo.

Enquanto isso, na Terra, esse bando de adolescentes – na grande maioria, burros – começam a “se virar” no planeta. Literalmente, pois tal como a maioria dos adolescentes, eles começam a ignorar completamente as instruções passadas por Jaha. Todas elas. Inclusive aquelas que envolvem a sua própria sobrevivência. Em resumo: procurar comida pra quê?

Apenas cinco (ops, quero dizer, quatro) desses adolescentes começam a procurar modos de sobreviver em um planeta que tem um veado de duas cabeças (digitalizado, é claro), e uma mini Piranhaconda nadando em um lago que sequer constava no mapa. E assim, brincando de garotos perdidos em selvas de Lost feitas em estúdio, eles vão descobrir a fria em que se meteram.

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Bom, aqui eu já respondo a sua pergunta: não… Isaiah Washington está errado, e The 100 não chega nem perto de ser uma Arrow, que dirá uma Mad Men ou Breaking Bad.

Talvez já pensando na possibilidade de ser cancelada rapidamente, o piloto de The 100 queima alguns estágios importantes. O principal deles? Apresentação dos personagens. A série não te dá chances de você conhecer melhor os personagens antes de todos serem jogados na Terra. Só depois disso, você vê a personalidade deles, e no final das contas, você não se importa com nenhum deles, ou com os problemas que eles enfrentam na Terra. Afinal, eles simplesmente foram jogados lá.

Até porque os adultos não tem sequer certeza se eles vão sobreviver em uma Terra que, repito, foi vítima de uma guerra NUCLEAR. Eu não mandaria o meu filho para lá por nada!

Só aí a gente vê como os adultos da série são burros. Sem falar que, no núcleo adulto, rola uma mega conspiração contra o Chanceler, com pessoas fazendo cara de mega evil, e que no final das contas, apenas querem justificar o mote principal da série: matar pessoas à esmo. Por nada. Os adultos querem oficializar isso, e os adolescentes, ao que tudo indica, vão descobrir isso sozinhos, e rapidamente.

Mesmo porque eles já se juntaram em grupos, de acordo com o interesse deles. Tal como em qualquer colégio de ensino médio.

Do mais, os membros do elenco adolescente do piloto são fracos, alguns com cara de burros (talvez a ideia seja essa), e isso só contribui para que não haja apego com essas pessoas. Aliás, com o plot todo: The 100 é uma forçada de barra no argumento para produzir uma série de TV.

Não dá pra considerar o piloto como bom. Porém, eu tenho uma boa notícia para você. O piloto de The 100 é tão ruim, que “dá a volta”!

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Sem muito esforço, você começa a observar as trapalhadas que os adolescentes jogados na Terra fazem, e começa a dizer “um adolescente médio faria exatamente isso”. Aliás, The 100 é uma prova cabal de como um conjunto de pessoas (jovens, adultos, não importa) podem ser burras e superficiais em vários níveis. Se a ideia da série era passar essa mensagem, eu dou os parabéns para os seus criadores. Objetivo alcançado.

Sem falar nos pequenos detalhes de produção: selva cujas flores brilham no escuro (até vai… vai saber o que as bombas nucleares fizeram…), um cervo desformado digitalizado, a mini piranhaconda… tudo acaba sendo muito risível. E você dá mais risada ainda quando você lembra que o Isaiah Washington chegou a dizer a pérola…

The 100 vai mudar a CW como conhecemos. Será do mesmo nível que Mad Men e Breaking Bad!

De novo: não, Isaiah… essa é a CW que a gente já conhece, e principalmente: a CW que a gente ama! A CW moleque! A CW pé no chão! A CW roots!

Por favor, Isaiah Washington… pare de comer pedras de crark junto com o seu Sucrilhos no café da manhã! Por favor!

Por fim, eu me diverti com The 100. Me entregou o que prometeu: uma típica série da CW, com conflitos adolescentes, mas em um planeta Terra primitivo. É tipo um Lost pós apocalíptico, mas onde os perdidos são todos adolescentes. Mais uma vez: não dá pra chamar essa porcaria de boa…

…mas não vou te condenar se você assistir e se divertir. Aconteceu comigo.

Primeiras Impressões | Star-Crossed (CW, 2014)

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Sim… demorei muito para fazer o post de primeiras impressões de Star-Crossed. Não que eu não quisesse. Faltou tempo mesmo. Então, vamos aqui passar as primeiras impressões do drama dos alienígenas tatuados.

Era uma vez o ano de 2014, onde uma raça alienígena invade a Terra. Eles vieram de um planeta que foi extinto, e entenderam que as similaridades com a Terra eram muitas. Logo, por que não vir para cá, não é mesmo?

Aqui, os alienígenas encontraram um mundo hostil, com pessoas mostrando o medo de serem dominados pelos tatuados através da violência. Exceto uma pequena garotinha, que oferece macarronada para o pequeno alienígena tatuado. Enfim, todos os alienígenas foram capturados e contidos em zonas de convivência.

Dez anos depois, entenderam que os pequenos alienígenas (agora jovens) poderiam iniciar uma tentativa de convivência comum entre humanos e terráqueos, e cinco deles são matriculados em uma escola colegial de humanos. E tal como acontece na maioria das escolas norte-americanas, existem os “grupos” que segregam (ou são segregados) outros grupos de estudantes (marombados, atletas, jogadores de futebol americano, cheerleaders, mauricinhos, CDFs, perdedores, etc).

Agora, imagine o que acontece com os alienígenas tatuados? Isso mesmo: são segregados… pela escola inteira.

Menos uma: a pequena humana, que deu macarronada para o pequeno alienígena. Hoje, ambos são adolescentes (apesar da moça ter cara de velha), se reencontram, e começam uma “linda e impossível história de amor”.

E temos Star-Crossed. Outras coisas acontecem no piloto, mas não quero aqui frustrar suas expectativas com spoilers.

O que achei de tudo isso? Bom, o problema de Star-Crossed é que a sua trama é fraca. Não tem nada de extraordinário na série, que por sinal, “grita” que é uma típica série da “família CW”. E isso pode garantir o sucesso da série no canal. Não será estranho ver pessoas me xingando por conta das minhas críticas à série, e até entendo que elas gostem. Afinal, foi feita sob medida para eles.

De qualquer forma, não gostei, e pedradas não vão mudar o meu pensamento. A série basicamente coloca mais um grupo de jovens que serão massacrados pelos demais por conta de uma diferença qualquer (e falo qualquer mesmo: a única coisa que mostra que eles são alienígenas são as tatuagens), ilustrando o que acontece em boa parte dos colégios americanos: o preconceito por conta das diferenças. Tem a sua pseudo função social nesse aspecto, mas não dá pra dizer que a série é “incrível” por causa disso.

O elenco incomoda, é difícil de apegar aos personagens, e não ajuda em nada eles gastarem os últimos quatro minutos do episódio com cenas em câmera lenta, ao som de uma versão alternativa da música “Age of Aquarius”. Não, CW… não… não funciona desse jeito.

Como ponto positivo, poucos efeitos visuais galhofas no piloto. CW aprendendo nesse aspecto (ainda não vi nessa temporada cenas das novas séries da CW com a categoria “Jesus, por favor, queime as minhas retinas”).

Talvez o problema seja comigo mesmo. Definitivamente, não sou o público-alvo da série. De qualquer forma, se você é “família CW” juramentado, ao menos tente ver o piloto de Star-Crossed. As chances de você se apegar ao drama do amor impossível entre a humana com cara de velha e o alienígena tatuado que faz cara de Crepúsculo são consideráveis.

Primeiras Impressões | Reign (CW, 2013)

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Reign nem tinha estreado na grade de programação da CW, e já estava causando polêmica por uma cena removida, cuja conclusão dessa cena daria mais o que falar do que a suposta cena em si. O drama de época do canal teen é uma combinação de intrigas, traições, mentiras, trapaças e jovens descolados. Pra resumir, é um Gossip Girl do século 16.

A série conta a história de Mary, Rainha da Escócia (Adelaide Kane), que desde criança vive uma vida de privações e ameaças de morte. Viveu em um convento de freiras até os 15 anos de idade para se manter viva, mas quando uma das freiras é envenenada, ela é enviada para a França, para que o seu destino seja cumprido. Ou seja, se casar com o futuro Rei Francis II, atual Delfim da França (Toby Rego).

Até aí, tudo bem. Casamentos arranjados eram comuns na época. Mas isso não significa que todos estavam contentes com isso. Como disse antes, Mary é uma mulher marcada para morrer, e algumas pessoas queriam ver ela sete palmos debaixo da terra. Uma dessas pessoas é Catherine de’ Medici (Megan Follows), esposa do Rei Henrique II da França (Alan Van Sprang) e mãe do futuro rei Francis. Não só pelo instinto materno, Catherine faz isso também pela frustração: o seu casamento é uma piada, com o Rei Henrique II sendo o maior pegador, passando o rodo geral, a ponto de ter um filho bastardo, Sebastian (Torrance Combs), cuja mãe mora no mesmo castelo do rei.

Mas além da antipatia gratuita por Mary, Catherine tem outra motivação para que o casamento entre a Rainha da Escócia e o futuro Rei da França aconteça. Segundo Nostradamus – sim, ele mesmo (Rossif Sutherland), o casamento com Mery vai simplesmente provocar a morte de Francis. E qual mãe quer ver o seu filho morto, não é mesmo?

Sem falar em vários mistérios que a série apresenta logo de cara: em quem Mary pode confiar (ou não), pessoas misteriosas que aparecem do nada e somem de forma ainda mais repentina, o que diabos tem na tal floresta mortal, se Sebastian vai roubar Mary de Francis, entre outros. E tudo isso forma a trama de Reign, a serie de época da CW.

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Vamos por partes, para separar bem as coisas, principalmente para aqueles com processo de leitura seletiva (com mentes mais fracas pela ignorância). Eu esperava algo MUITO PIOR de Reign. De verdade. Esperava algo terrível, uma série brega, sem nenhum tipo de atrativo, e facilmente descartável. E não encontrei nada disso. Só encontrei uma série fraca.

Entendo que, diante de uma fall season 2013 considerada terrível por muitos, onde poucas séries se salvaram, Reign ganha alguns pontos por justamente ter evitado o desastre que o promo mostrava no meio do ano. O piloto mostra didaticamente o que cada personagem vai fazer, de forma bem mastigadinha, para que a “família CW” consiga acompanhar tudo. Tem uma boa quantidade de questões que serão respondidas ao longo da temporada, e o ritmo do piloto é razoável.

Outro ponto positivo é que a CW fez uma boa produção. Bom, ao menos tiveram o trabalho de segurar na mão nos efeitos visuais, além de gravar algumas externas em cenários minimamente próximos da realidade. Os figurinos estão bem feitos, e a trilha sonora moderna foi adaptada aos tempos da Idade Média, mas sem deixar de ser pop.

Porém, Reign não deixa de ser fraca como série, para o meu gosto. Como disse antes, eu esperava algo muito pior, mas confesso que não é o tipo de série que me prende. Explico: é um piloto mastigado, onde as resoluções são as mais óbvias, algumas interpretações deixando a desejar, e uma trama que, no geral, nada mais é do que Gossip Girl na Idade Média. Nem vou aqui criticar que a Rainha Mary é vesga, pois a coitada não tem culpa, e não é isso que torna o piloto de Reign não tão desejável assim.

Sabe, eu entendo que vai dar certo na CW porque “é a CW”. A série é a cara do canal, seguindo os padrões do mesmo: uma trama onde os personagens centrais são adolescentes, com um grupo de amigas (algumas delas bonitas, outras normais), com os galãs com cara de bom moço (alguns deles com alma de cafajeste), as intrigas conspiratórias (onde todo mundo puxa o tapete de todo mundo), uma pseudo cena de sexo (sem falar na cena de masturbação cortada, onde a conclusão da cena é pior que uma masturbação – confira você mesmo assistindo o piloto), e uma trilha sonora animadinha.

É o que a audiência da CW quer ver.

Se cumprir com esse objetivo, ótimo, parabéns para Reign. Particularmente, não vou acompanhar a série, mas também não vou aqui dizer que o piloto é uma tragédia. Não é. E, de novo: digo isso também levando em consideração as demais estreias dramáticas dessa temporada. Que por sinal, é uma temporada péssima. E sei que tem muita gente que vai querer saber o que vai acontecer com Mary e suas amigas.

Primeiras Impressões | The Tomorrow People (CW, 2013)

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A série mais esperada da temporada, a que entregou o promo mais promissor, e a que tem a história mais aceitável das estreias do canal. The Tomorrow People foi norteada de expectativas e elogios por aqueles poucos que viram o seu piloto antes de sua estreia. E depois de 42 minutos de episódio, podemos dizer que eles não decepcionaram. Ou que “passou no primeiro teste”.

A série mostra o duelo entre “as Pessoas do Amanhã” e a organização Ultra. No meio de tudo isso, temos o nosso personagem central, Stephen Jameson (Robbie Amell), um jovem atormentado, que acredita ter sérios problemas psicológicos (a ponto de se entupir de remédios por conta disso). Um exemplo dos seus problemas: do nada, ele acorda na cama dos seus vizinhos. Entre eles. Sem falar que Stephen ouve vozes. Que só ele ouve.

Em um belo dia, Stephen é “sequestrado” pela tal turma do The Tomorrow People, que é considerada uma espécie de evolução humana, já que eles desenvolveram poderes especiais, sem qualquer tipo de explicação aparente. Esse grupo de pessoas contam essencialmente com três grandes poderes: telecinese, teletransporte e telepatia. O pessoal da Ultra entende que esse grupo de “pessoas do amanhã” são perigosas, e precisam ser detidas e estudadas.

Stephen fica sabendo depois que o seu pai, que ele mal conheceu, tinha os mesmos poderes que ele está desenvolvendo. Mais: ele descobre que tem mais poderes que os demais, e que pode liderar esse grupo de pessoas especiais para combater a Ultra. Até porque os poderes de Stephen não só funcionam no QG da Ultra (que conseguiu criar algum tipo de campo de imunidade em relação aos especiais), mas que possui poderes que vão além daqueles que esse grupo de pessoas conhece.

E isso torna o jovem Stephen como alvo de disputa dos dois grupos.

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Por partes. Antes que eu me esqueça: Sarah Clarke, que precisa pagar as contas depois de ser a Nina Myers em 24 Horas, foi parar em uma série da CW. Que coisa, hein?

Noves fora, o piloto de The Tomorrow People é bom, dentro do padrão CW. Você sabe que esta é uma série da CW por causa das interpretações fracas, da história de fácil digestão, e pela narração em off do protagonista. Isso tudo é muito CW. Por outro lado, se pensarmos que eles já apresentaram séries como Hellcats e Ringer, e que no ano passado tiveram uma das séries mais elogiadas da temporada (Arrow), podemos dizer que o piloto de The Tomorrow People é muito bom.

Ainda mais se compararmos com as demais séries da fall season 2013. Comparando com Hostages e Ironside, eu indico The Tomorrow People ao Emmy agora!

Falando um pouco mais sério, o ponto positivo desse piloto é que ele é redondo. Ele não tenta fazer coisas absurdas, apresenta os personagens e suas motivações, lança as perguntas e deixa alguns mistérios para trazer o telespectador de volta para o próximo episódio. Tudo aquilo que um bom piloto de série precisa ter. Sem falar que não temos exageros de roteiro e de atuação. Talvez o Mark Pellegrino dê uma certa exagerada no seu ar de vilão, mas ele faz isso desde os tempos de Lost. Logo, está tudo certo.

E o mais importante: The Tomorrow People é a prova cabal que a ABC faz um serviço de b*sta nos efeitos visuais de Once Upon a Time (e, pelo visto, piorou a coisa em Once Upon a Time in Wonderland). Até a CW consegue fazer efeitos visuais melhores. Tudo bem, tem um ou outro prédio digitalizado (que dá para perceber), mas não é nenhum absurdo como vemos na série de fantasia da ABC, que me afasta completamente da possibilidade de assistir a produção (e me pergunto como as pessoas conseguem ver OUAT, ainda mais em alta definição; é algo horroroso).

Por fim, The Tomorrow People passou no primeiro teste, e acho que vai vingar junto à audiência do canal. Já começou com boa audiência para os padrões CW. É só não exagerar nos efeitos visuais, e deixar de lado os argumentos absurdos, que deve conseguir uma renovação com certa facilidade.

Primeiras Impressões | Capture (CW, 2013)

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Antes de qualquer coisa, eu tenho que deixar registrado que não podemos culpar a CW por tentar. Eles bem que tentam. Se conseguem, é outra história. Mas ao menos tentam oferecer algo mais em termos de reality competitions. Vide o “espetacular” H8R (procurem isso no YouTube), que não durou dois episódios.

Dito isso… eu gostei tanto de Capture, que eu simplesmente me esqueci de escrever as primeiras impressões sobre a série. É verdade. Esse post era para ter ido ao ar na última segunda-feira (05), mas o meu cérebro fez questão de esquecer que assisti ao piloto do programa. Até porque o piloto é simplesmente esquecível.

Sem perseguição, família CW. Se o canal conta mentiras pra vocês, e mesmo assim vocês compram essas mentiras, não me culpem. Aqui, de novo, a CW vendeu uma coisa, e entregou algo que não chega nem perto disso. Poderia resumir Capture como um “Hunger Games para a televisão… só que não!”, mas isso é pouco. Na verdade, Capture nada mais é do que uma grande brincadeira de esconde-esconde, com a ajuda do GPS, e onde as pessoas só se ferram, passando fome e frio.

Funciona da seguinte maneira: são equipes em forma de duplas, no estilo The Amazing Race, ou seja, com algum grau de afinidade que, com o decorrer do jogo, se mostra não tão afinidade assim. O objetivo de Capture é sobreviver às capturas, ou capturar alguém, dependendo daquilo que o jogo lhe determina.

A cada programa, uma equipe é escolhida para capturar outras equipes. São dois dias consecutivos de captura, onde a equipe responsável em capturar alguém tem quatro horas (em cada dia) para cumprir a sua missão. Uma equipe é capturada quando a equipe escolhida para perseguir as demais conecta um dispositivo eletrônico em seu colete.

Se a equipe que precisa capturar conseguir pegar duas equipes, ela está salva para a próxima fase do programa. Se pegar apenas uma equipe, ela vai para a votação de eliminação (no estilo Survivor) com a equipe que foi capturada. Quem escolhe o eliminado são as equipes restantes no jogo. Se nenhuma equipe for capturada em dois dias, os perseguidores são eliminados automaticamente.

As equipes vão se eliminando, até que sobre uma dupla, que vai dividir o “espetacular” prêmio de US$ 250 mil (sério, CW, até nisso vocês foram mão de vaca…).

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Capture é isso. Um grande esconde-esconde em uma área com mata fechada, supostamente perigosa (só que não). O formato é engessado, e o programa não empolga. Não há nenhuma perspectiva que essa proposta vai se flexibilizar nos próximos episódios (a não ser que a produção coloque animais peçonhentos ou selvagens no meio da mata, algo que eu acho que não vai acontecer), e a tendência é que rapidamente as pessoas se desinteressem em ver os dramas daqueles que vomitam com a altitude, que dormem em uma armação de metal sem colchão ou travesseiro, ou pela dupla eliminada na primeira semana, afirmando que “ninguém pode confiar em ninguém aqui”.

Combinar fórmulas de sucesso, de programas já consagrados, e tentar vender isso como o “Hunger Games para a televisão” não só é perigoso como quase desonesto. Até porque ninguém vai morrer no meio daquela mata. Só se for de frio. A própria CW precisa entender que eles já contam com um reality competition de sucesso (America’s Next Top Model), e se eles querem outro, precisam apostar em algo que vá mais ou menos nesse segmento.

Capture é algo que já nasce morto. Ainda mais na Summer Season. Só um milagre (do mesmo nível que Cult precisava) para garantir uma segunda temporada da produção. Logo, não se apegue muito. A tendência é que isso não vá muito longe.

Primeiras Impressões | Cult (CW, 2013)

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Amigo leitor/fã de série mais chato e exigente: por favor, não me faça escrever duas resenhas. Afinal de contas, estamos falando de duas séries. Ou de uma série dentro de outra série. Cult vem aí, e temos que explicar, nos mínimos detalhes, como essa série consegue “dar a volta”, ou seja, de tão ruim, consegue ser boa. Mesmo não sendo boa.

Bom, vamos lá, não é tão difícil de entender. A premissa geral da série é acompanhar a trajetória do jornalista Jeff (Matt Davis), que está em busca do seu irmão desaparecido, Nate (James Pizzinato). Ele vai contar com a ajuda de Skye (Jessica Lucas), que é uma produtora assistente de uma série de TV muito popular na CW (???) chamada Cult, cujo irmão de Jeff é simplesmente fanático/viciado (também pudera… o rapaz é viciado em drogas, literalmente). O fato é que, no universo da série da CW (a que você não deve assistir), Cult é um megahit (??? de novo), criando uma legião de fãs e vários malucos escondidos pelos confins da internet, gastando suas vidas jogando RPGs sobre o jogo e se encontrando de forma secreta para matar uns aos outros.

Ah, eu me esqueci de contar como é a Cult dentro da Cult. Ok. O grande sucesso da CW conta a história de um líder religioso, Billy Grimm (Robert Knepper), que acaba envolvendo as pessoas para um culto “onde algumas vezes as coisas saem do controle”, como promover sequestros, assassinatos e suicídios. Mas tudo isso é feito em prol de um “bem maior”, logo, podemos ficar tranquilos. Uma policial, Kelly Collins (Alona Tai), está investigando as atividades do tal culto, uma vez que sua irmã está desaparecida. Ou decidiu “por livre e espontânea vontade”, se juntar ao culto de Billy.

Ok. Como Cult é um grande sucesso de público e entre os malucos desocupados que ficam na internet procurando bobagens sobre a série, Jeff começa a acreditar que existe uma conexão entre os eventos do sucesso da CW com os acontecimentos bizarros do mundo real. Ou seja, existe praticamente uma reprodução em tempo real dos eventos da série, o que pode muito bem ser fruto dos malucos que jogam o RPG da série pela internet (e em alguns momentos se encontram para reproduzir algumas das ações da série), ou podem muito bem ser indiretamente coordenadas pelo criador da série (que ninguém sabe quem é, e muito menos viu a fuça dele desde que a série estreou), que pode estar criando um culto de lunáticos através de uma simples série de TV. E da CW, pasmem vocês!

Bom, se você ficou completamente confuso, eu vou resumir: é uma série da CW, com outra série da CW dentro. E eu nem sei por onde começar.

Cult (a do irmão desaparecido, pois a outra nem dá pra comentar) é uma série fraca. É uma ideia até bem bolada, se pararmos para pensar. Afinal, aborda um dos temas que eu mesmo já falei por diversas vezes no SpinOff Podcast: o bando de malucos, desocupados e virgens, que gastam dias da sua vida buscando pistas, arcos, conexões e qualquer fio de cabelo fora do lugar em algumas séries para tentar solucionar mistérios. Sempre disse que isso não era coisa de gente saudável, e a CW finalmente resolveu me dar razão.

O problema é que tudo é feito de forma tão cretina que, com todo respeito ao amigo leitor, até parece uma grande “trollagem” aos fãs mais insuportáveis de Lost. Sem brincadeira. Quando vi o piloto, em diversos momentos eu disse para mim mesmo: “eles estão trollando os fãs xiitas de Lost com força!” E não falo nem para tirar o sarro daqueles que estupidamente buscaram o significado da sequência numérica, o broche de Eloise, tatuagens em tubarão, ursos polares e metáforas de rolhas em garrafas de vinho. O que dá o tom de desrespeito de Cult é que a série é cretina o suficiente para se levar à sério. E a série não pode fazer isso.

Pra começar, a série tem como pano de fundo outra série da CW, que por sua vez é um megahit. Putz, vamos parar com essa palhaçada! O dia que uma série da CW tiver audiência e impacto cultural suficientes para fazer alguém a participar de um culto religioso, matar alguém ou se matar, é sinal que o mundo está muito errado. Logo, muito dificilmente uma série da CW vai alcançar esse patamar. Segundo: é uma série dentro de outra série. Chega a ser divertido ver como as duas séries se fundem (e não no bom sentido). E terceiro: como Ropert Knepper pode escolher séries de gosto tão duvidoso para trabalhar? Afinal, ele foi o T-Bag de Prison Break. Depois disso… Heroes (com uma última temporada lixo, e ele sendo um vilão com cajal no olho… #fail), e agora Cult. Até quando, meu amigo?

Olha, nem posso dizer que Cult é ruim. Ela “deu a volta” de tão ruim, e eu me diverti com algumas coisas exibidas no piloto. Mas não foi aquela diversão satisfatória. Foram risadas nervosas, acompanhadas de frases como “eu não acredito que a CW teve coragem de fazer isso” (combinar terror, culto religioso, mistério, série investigativa e nerds que jogam RPG pela internet). Aliás, esses são elementos que a “família CW” realmente podem gostar, e apesar de todos os impropérios ditos por mim nesse post, podem fazer com que (pasmem) a série dê certo.

Porém isso não torna a série melhor.

Na verdade, eu vejo Cult como um grande filtro da atual audiência da CW, e até mesmo para o próprio canal. Não imagino essa série indo longe, e acho que ela só pode representar dois caminhos para o telespectador. Talvez um ponto de “maturidade” em alguns fãs das séries do canal possa ser criado com o andar dos episódios. Mas, de novo: se ela passar da primeira temporada, para mim, será uma surpresa. A série só estreia nos Estados Unidos no dia 19 de fevereiro. Até lá, vou esperar com uma certa ansiedade quanto de audiência que isso vai dar.