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Em 11 anos…

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1-1-11

Em 11 anos, você percebe que a vida muda muito mais do que você imagina, mas mantém a sua essência. Você em si muda menos que você imaginaria, mas o suficiente para ser uma pessoa melhor ou pior.

Em 11 anos, você pode ter dois filhos ou mais, e constituir uma família. Ou ter filho nenhum, mas ajudar os filhos dos outros a seguirem em frente na vida. Estimular mentes criativas a realizarem grandes feitos. Feitos que você não fez. Mas se inspira com isso. E decide arriscar tudo para crescer na vida.

Em 11 anos, você vê o seu time sendo campeão do mundo, vê o time dos outros quase sendo rebaixado, vê o STJD impedindo que outros times sejam rebaixados. Em 11 anos, você vê times de tradição sendo rebaixados mais de uma vez. Vê o Brasil ser humilhado em casa, perdendo de 7 a 1. E se dá conta que nada vai mudar nesse aspecto. E continua a acompanhar outros esportes.

Em 11 anos você vê que a fome acabou no Brasil. Mas acabou junto com a fome de senso crítico. Percebe a hipocrisia de colocar como ‘classe média’ pessoas que não conseguem pagar suas contas com dignidade. Vê como nossas estatais são roubadas. Percebe nitidamente como funciona o jogo do poder. E se enoja com isso.

Em 11 anos, você se apaixona mais pela NFL, NBA, Baseball, F1, NASCAR e outros esportes. É mais e mais feliz porque em 16 das 52 semanas, você terá na sua casa o Monday Night Football. Em 11 anos, reforça o conceito que Daytona 500, Indianapolis 500, Super Bowl e derivados são oportunidades de viver um ‘Natal fora de época’.

Em 11 anos você troca algumas vezes de TV a cabo, muda uma vez de casa, pensa em mudar de cidade, mas desiste de tantas mudanças. Entende que a estabilidade é a melhor coisa que você pode ter na vida, e luta por essa estabilidade. Para o bem de todos.

Em 11 anos, você entende que a melhor forma de calar a boca dos seus críticos é seguir fazendo o seu trabalho, e acreditando no potencial que o seu trabalho tem. Entende que sempre vai ter alguém que vai dar um ‘dislike’ em seus posts ou vídeos. Normalmente é alguém que ou não faz nada, ou queria ter a mesma visibilidade que você.

Em 11 anos, você aprende que viver de blog é algo muito difícil. Mas segue em frente porque é isso que concretiza os seus sonhos. Aliás, você entende que não existe coisa melhor do que fazer aquilo que você ama, na hora que você quer, do seu jeito. É a concretização dos sonhos de metade das pessoas que você conhece. E isso é simplesmente sensacional.

Em 11 anos, você se apaixona várias vezes pela mesma mulher. Enfrenta altos e baixos, sente medo de perdê-la. Mas não perde. Em 11 anos, você vê que é ela a pessoa mais importante de sua vida. É o motivo pelo qual vale a pena acordar todas as manhãs para fazer o que sabe fazer, ou o que precisa ser feito para viver com ela. Entende que amar alguém vai além do envolvimento físico, do reconhecimento, da entrega, da reciprocidade.

Você entende que, em 11 anos, esse post jamais poderia ser escrito…

…se não fosse por ELA.

E quem não é?

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2014-07-19 17.03.11

Podemos aparentar ser uma fortaleza pelo lado por fora. E até mentalmente fortes sob vários aspectos. Mas em momentos específicos, a vontade é de colocar esse adesivo em uma camiseta, e mostrar ao mundo que precisamos de cuidados de vez em quando. Tá, passou o momento de reflexão.

Veja o processo de envelhecimento do ser humano acontecer em apenas cinco minutos

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facemorph

Muitas vezes não pensamos como a nossa vida passa rápido demais. Damos valor para coisas sem importância, nos preocupamos com críticas irrelevantes, vivemos para pagar contas e não aproveitamos os momentos que podem ser felizes no nosso dia a dia. Pois bem, esse vídeo foi produzido com a ajuda de um software computacional, e simula o processo de envelhecimento de uma criança chinesa, que atravessa 60 anos em apenas cinco minutos. É, no mínimo, para se pensar no que estamos fazendo conosco mesmo, e começar a aproveitar melhor o tempo que temos por aqui.

Danielle from Anthony Cerniello on Vimeo.

 

 

Via Geekologie

Pensando naqueles que já se foram…

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Eu deveria estar aproveitando o feriado, de forma tranquila, descansando… mas não. A ausência de internet me preocupa (é dura a vida de quem vive de 3G nessas horas), e minha mente começa a trafegar por outros assuntos que não estão relacionados em tecnologia ou esportes. Começo a pensar efetivamente nos tais finados da minha vida.

Para mim, ainda é difícil conceber a ideia da perda. Ninguém gosta de perder nada: botão de camisa, caneta, óculos, carteira, celular, a casa, o título da Libertadores, parentes, um grande amigo… em via de regra, as perdas materiais, nós podemos recuperar ao longo do tempo, com trabalho e dedicação. Porém, as perdas emocionais, de pessoas que saem da nossa vida pelos mais diferentes motivos, e que nunca mais vão voltar, ainda é algo difícil de processar. Não é dolorido esse sentimento, uma vez que você compreende que a vida segue, que faz parte do curso da vida. Você não sofre mais por aqueles que já partiram.

Mas, de tempos em tempos, pensamos neles como se eles nunca tivessem saído de nossa vida. E a sensação é estranha. As lembranças saudosas começam a ser resgatadas, invadindo a mente e o coração. Você sente um certo pesar ao respirar, uma dificuldade de puxar o ar, uma certa angústia. E percebe que, de fato, essas pessoas não voltam mais, e é seu dever, obrigação, missão ou seja lá como você vai chamar essa fase de sua vida… enfim, você tem que se manter firme, feliz e saudável.

Não é fácil. Como tudo nessa vida.

Por outro lado, essas mesmas lembranças me fazem lembrar do quão foram boas as situações vividas. De como esse tempo junto com essa pessoa foi bem aproveitado. Que muitas coisas boas ficaram, entre ensinamentos, alegrias, comemorações, desafios, dificuldades e até desencontros. Você conclui que a cada encontro, a cada evento, cada telefonema, carta, e-mail, mensagem de texto ou até mesmo uma troca de olhar, você ajudou a fazer parte de um legado pessoal com aquela pessoa, que mantém ela viva da melhor forma. Da forma mais alegre e intensa possível.

Algumas pessoas já saíram da minha insignificante existência nos últimos 33 anos. Boa parte delas foram especiais, e no dia de hoje, além de descansar, ver minhas séries, os jogos de futebol americano atrasados e esperar a minha internet voltar, eu me pego pensando naqueles que não estão mais compartilhando do meu círculo de amigos e familiares. Hoje, levo um pouco minha mente para os momentos especiais que tive com essas pessoas, e não para ter dificuldades para respirar. Mas sim para ter aquela sensação reconfortante, que tudo o que foi vivido com eles se converteram em histórias únicas, que carregarei pelo resto da vida.

Enquanto isso, eu fico esperando minha internet voltar. Não dá pra viver de 3G aqui em Araçatuba!

Diga “33” (anos de vida), @oEduardoMoreira!

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Trinta e três!

Completo hoje 33 anos de vida. É a idade de Cristo, ou seja, já é uma vida inteira. E, se ao chegar aos 33 eu não mudei o mundo (nem multipliquei os peixes, transformei vinho em água, ou preguei a mensagem de “paz e amor, bicho”), ao menos mudei a mim mesmo, o que já é alguma coisa. Me tornar melhor, viver melhor, pensar melhor, amar melhor, realizar melhor. Se esses não são os objetivos da nossa vida, certamente ela não terá a menor graça. Ou será tão emocionante quanto comer chuchu!

Eu sei que alguns dos meus amigos ainda vão dizer “você é muito novo, tem uma vida toda pela frente”. Eles tem razão. A cada dia que passa, a cada obstáculo vencido, a cada realização, eu vejo que ainda tem muito a ser feito, e que muita coisa está por vir. Boas ou não? Não sei, e essa é a graça da coisa. Aprendi a ver a minha vida como uma grande série, onde escolhi fazer um roteiro e, quando acontece o tal “plot twist”, tento tirar o melhor da situação. Aos 33, você aprende a fazer humor das tragédias da vida, porque percebe que chorar pelas dificuldades apenas te fazem alguém que não está preparado para o que vem pela frente. E, nessa vida, tanto a filosofia Mestre Yoda (“Faça ou não faça. Não existe o tentar”) quanto a filosofia Jack Bauer (“Faço porque precisa ser feito”) estão corretas.

Aos 33, você começa a se preocupar com a saúde. Você se preocupa com pressão alta, úlcera, diabetes, gordura trans, sal, temperos. Come menos, transa menos, gasta mais na academia e no supermercado (com uma alimentação que custa o dobro de uma pessoa que come todas as bobagens que você comia aos 20). Mas você segue em frente. Por que? Porque aos 33 você já tem a plena convicção que o que importa mesmo nessa vida é você se cuidar para se manter ao lado das pessoas que você ama o máximo de tempo possível. Sacrifícios se tornam pequenos diante do objetivo de continuar a viver o sonho de estar ao lado da pessoa mais importante da sua vida. Aliás, aos 33, você não se sacrifica mais. Você se dedica, se empenha, realiza. Toda dor desse mundo é curada com o abraço de alguém que te ama muito. Não se esqueça disso. Jamais.

Aos 33, você já vê o mundo com maior clareza. Você toma decisões mais arriscadas com a certeza que correr riscos pode valer a pena, desde que você acredite em você. A dedicação e o tempo gastp ao seu trabalho não é em vão, desde que você realmente ame o que você faz. E, com toda certeza, eu amo o que faço hoje! Viver do trabalho de tecnologia é algo que eu projetei desde os 16 anos de vida, e saber que metade da minha vida se envolveu nessa área, com bons resultados, é simplesmente espetacular. Poucos conseguem fazer isso. E por causa disso, eu me permito a pensar em projetos mais elaborados. Por causa disso, eu posso pensar no que vou fazer no dia seguinte. Mais: no que quero fazer no dia seguinte. Aos 33, se você trabalhar duro e com muito amor, você consegue fazer o que quiser da sua vida. E se inspira a trabalhar mais e mais.

Aos 33, você não suporta a banda Restart, acha Justin Bieber sexualmente ambíguo, e vê em Michel Teló e Luan Santana verdadeiras provas que você chamou Jesus Cristo de corinthiano na Santa Ceia. Calma! Aos 33, você também se esquece que, um dia, gostou de Menudo e New Kids On The Block. Mas, o fato é que, aos 33, seus olhos e ouvidos estão mais seletivos à arte. Você está pronto para ver o Cirque de Soleil sem dormir, você começa a ver beleza em arte abstrata, e a música passa a ser a sua principal companheira. Jamais desisti da música, porque foi justamente o interesse pela harmonia musical que salvou minha vida. Foi por gostar de música que conheci minha esposa, fiz amigos, criei inimigos, me livrei de falsas amizades e conheci novos horizontes. A trilha sonora da minha vida se torna cada vez mais importante para cada momento da minha jornada. Sem música, minha vida não faz sentido algum.

Aos 33, você conclui que a tecnologia é a sua aliada, e você passa a compreender melhor porque os gadgets e computadores realmente existem. Não existe marca, não existe sistema operacional, não existe nada disso. A beleza da tecnologia é que ela pode tornar a nossa vida melhor e mais simples. Afinal, qual é a graça de ter um mundo onde apenas os nerds cabeçudos que não pegam mulher dominarem computadores, smartphones, tablets? O legal de estar envolvido nesse mundo, é ver pessoas simples e com menor intimidade com os gadgets descobrirem um mundo novo, conectado, eletrônico. E se reinventarem dentro dessas novas perspectivas. Isso me incentiva a me reinventar. Mesmo porque aqueles que persistem sempre no mesmo pensamento, são burros.

Aos 33… aos 33, você está pronto para investir na Bolsa de Valores, a ser amigo do Eike Batista, a ter a Rosana Hermann te seguindo no Twitter, a bloquear os trolls no Twitter. Está pronto para valorizar um passeio no shopping no sábado à noite, a compreender os anseios dos outros pelo olhar (e detectar a falsidade de alguns também pelo olhar), a dar um abraço porque alguém precisa. Sabe detectar sinais. E transformar isso em ações práticas. Aos 33, você é homem pra chamar uma mulher de “gostosa”, sem ferir os sentimentos da sua mulher. Aos 33, você ama sua mulher muito mais do que aos 23.

Aos 33, você olha para trás, e vê que, mesmo com muitos erros e pedras no caminho, você pode dizer que “valeu a pena”.

Um novo ciclo começa hoje. Mais um ciclo, que será completamente diferente de todos os últimos 32 ciclos. Hoje e sempre, eu vou ver esses ciclos como uma história onde os atos e as realizações vão acontecer diante dos meus olhos, refletindo minhas ações, combinadas com o destino. Aos 33, mesmo sabendo que você não se entrega jamais, você olha para o cenário na sua frente, respira fundo, e dá o passo. Aos 33, você termina esse post com os olhos cheios de lágrimas, porque sabe que o melhor presente que você pode dar para você mesmo é a felicidade de poder escrever esse post com o coração aberto, mente sã e com muita fé no futuro.

Por isso, eu digo para mim mesmo hoje…

33!