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Você se lembra do Pac-Man dos arcades? Sabia que o jogo rodava em uma tela com resolução de 256 x 224 pixels? Pois é… hoje, imploramos por jogos em 4K a 60 fps, e os consoles de nova geração vão entregar isso. Mas em um passado não muito distante, todos eram obrigados a jogar games com telas e resoluções menores.

Nos tornamos exigentes nas qualidades gráficas por causa dos jogos AAA ultrarrealistas, que recebem investimentos dignos de filmes de Hollywood. Só que essa evolução gráfica é relativamente decente, e não faz tanto tempo assim que todo mundo se conformava com gráficos bem mais simples.

A evolução nesse aspecto foi muito rápida. Assustadoramente rápida.

 

 

 

Dos 160 x 144 pixels para o 4K a 60 fps

 

 

O Atari é da década de 1980. Ou seja, em menos de 40 anos saímos de telas com resolução que nem chegavam ao 480p para games com cenários incríveis e muito demorados de serem carregados. E nem preciso ir muito longe para estimar tal evolução: o primeiro PlayStation, lançado em 1994, tinha resoluções de 256 x 240 pixels e 640 x 240 pixels, dependendo do jogo.

E todo mundo adorava aqueles polígonos mal feitos na tela.

As coisas mudaram muito nos aspectos gráficos dos videogames em mais de 25 anos. O meme do game Harry Potter e a Pedra Filosofal de 2001 faz ainda mais sentido em 2020. A evolução foi tamanha, que qualquer jogo para esse console hoje que usa os tais gráficos poligonais parece uma piada de mau gosto. Mas era a evolução disponível na época.

 

 

Agora, pense por um momento que esse avançar técnico nos gráficos não ficou apenas nos consoles tradicionais ou de mesa. Os consoles portáteis também foram seriamente afetados pela tecnologia que avançou de forma veloz. E nem vou pegar o exemplo do Game Boy (o clássico), porque isso é covardia. Partindo do Game Boy Advance, que tinha uma tela com resolução de 240 x 160 pixels e 512 cores, alcançamos um Nintendo Switch que entrega 1280 x 720 pixels.

Isso mesmo. Nada de 4K na tela do Switch. Mesmo assim, o salto é impressionante.

Ou seja, muita água rolou pela ponte dos smartphones em mais de 40 anos de história. Para quem saiu de um Enduro rodando em um Atari 2600 com 160 x 190 pixels de resolução e quatro cores por linha e vai encarar um F1 2020 no PlayStation 5 a 4K a 60 fps, a diferença é gigantesca. Os consoles atuais prometem altíssima resolução, absurda densidade de pixels e taxa de atualizações que, em um passado não muito distante, eram inimagináveis.

 

 

Porém, toda essa evolução gráfica pode também afetar o fator diversão. Muitos podem simplesmente se esquecer do lúdico que é se divertir com um videogame de forma casual, ou imaginar como seria um personagem que, na tela, é representado por um conjunto de blocos coloridos (Minecraft é o game que melhor bebe desse combinação mágica dos jogos do passado).

Posso parecer saudosista aqui (e, na verdade, estou sendo saudosista), mas os games do passado eram divertidos, e todos ficavam felizes com isso. É claro que a tecnologia está avançando para entregar jogos melhores nas qualidades gráficas, e 2020 será lembrado como o ano do fotorrealismo nos games.

Mas… o que virá depois? E isso que virá vai dar um pouco mais de diversão aos gamers?

Eu espero que sim. Videogames não podem se limitar a gráficos e enredos de filmes. Eles precisam despertar a diversão e a criatividade nos gamers. Até mesmo para eliminar inimigos alienígenas no meio de um tiroteio.


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