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O mercado de wearables cresceu 21,1% no segundo trimestre de 2020 em relação ao segundo trimestre de 2019, resultado das vendas de 208.350 dispositivos vestíveis, entre fitbands e smartwatches. A receita de abril a junho deste ano foi de R$ 301.482,356. Os dados são do estudo IDC Tracker Brazil Wearables Q2 2020, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e eventos para os mercados de tecnologia da informação, telecomunicações e tecnologia de consumo. “Não fosse o impacto causado pela pandemia da covid-19 e as altas cambiais, o segundo trimestre poderia ter apresentado resultado ainda melhor, mas mesmo assim surpreendeu positivamente”, afirma Renato Meireles, analista de pesquisa e consultoria em Consumer Devices da IDC Brasil.

Segundo Renato, de abril a junho houve picos de consumo e alguns fabricantes registraram recordes de vendas. “Com a pandemia, mais pessoas ficaram dentro de casa e, preocupadas com o corpo e com a saúde, de alguma maneira começaram a se exercitar e a buscar dispositivos para monitorar os exercícios físicos, acompanhar o ritmo cardíaco, controlar o sedentarismo etc.”

Para o analista da IDC Brasil, as vendas realizadas pelos canais online também contribuíram para o resultado positivo. “Os wearables já têm uma boa performance de vendas no e-commerce e, com o fechamento das lojas físicas devido a pandemia, a procura foi ainda maior. Outra curiosidade é que a venda de wearables pode ter sido puxada por outros setores. O mercado do ciclismo, por exemplo, registrou alta nas vendas de bicicletas durante o início da pandemia no Brasil e o consumidor que comprou uma bike e seus acessórios também pode ter incluído uma fitband ou um smartwatch para acompanhar o desempenho dessa prática”, afirma.

O ticket médio dos wearables aumentou no segundo trimestre de 2020. As fitbands custaram, em média, R$ 810 e os smartwatches R$ 2.128, aumento de 121,4% e 45,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. “O dólar foi o principal motivo deste aumento. Os fabricantes dependem da importação de componentes e, com a alta da moeda americana, o repasse foi sentido no preço final para o consumidor”, explica Renato.

Para o segundo semestre, a expectativa da IDC é que o cenário seja ainda mais positivo para o mercado de wearables. “Estamos vivendo uma era de conversão digital. A pandemia acelerou a presença da tecnologia em nossa rotina, e mais pessoas estão percebendo como ela pode ser utilizada não somente para o trabalho. Os wearables, por exemplo, estão sendo percebidos como um dispositivo que pode trazer grandes benefícios ao dia a dia das pessoas”, reflete o analista da IDC Brasil, projetando números positivos para o setor até o início de 2021.


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