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Cientistas do Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory (CSAIL) do MIT encontraram uma útil função para o lápis digital: ajudar na detecção precoce de enfermidades como o Parkinson ou o Alzheimer.

Os testes atuais realizados pelos médicos e este em específico pedem que o paciente faça anotações, algo que no futuro poder ser uma ferramenta que permita o diagnóstico a qualquer momento, com a ajuda do lápis digital e de um software adequado. Os testes apresentados pelos cientistas responsáveis pelo projeto do MIT se valeram do chamado Clock Drawing Test (CDT).

Basicamente, eles analisaram o resultado final do desenho que o paciente deve fazer, que é um relógio com a hora exata. A combinação do software e hardware do CSAIL melhora esse processo de análise, pois leva em consideração todo o traço, desde aquele que começa a desenhar até o final, permitindo uma análise precisa dos elementos ou detalhes.

O lápis utilizado é um Anoto Livre, capaz de registrar a posição de sua ponta até 80 vezes por segundo, onde o software reconhece e analisa uma quantidade de informação que é impossível alcançar para o ser humano. Todo o processo é analisado, inclusive as dúvidas apresentadas na hora de realizar o traço, um dos parâmetros que se leva em consideração na detecção de diferentes enfermidades.

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Esse é o elemento chave para que esse método passe a ser utilizado para uma detecção mais precoce do Alzheimer ou do Parkinson. O teste não depende tanto da subjetividade do médico, nem de sua disponibilidade ou capacidade para revisar dezenas de testes na sequência.

Os resultados mostram por enquanto uma margem de acerto e capacidade de detecção mais alta que as utilizadas com métodos tradicionais. O treinamento para obter os algoritmos foi feito com a ajuda de mais de 2.500 testes realizados e documentados durante nove anos.

Via MIT


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