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O Nintendo Wii foi um videogame que tirou um monte de gente do sedentarismo barato, e fez muitos nerds gordos retirarem a bunda do sofá com atitude para se movimentar que nem uns tontos para jogar os games das mais diferentes categorias.

E antes que você venha me criticar ou me acusar de bullying barato, eu mesmo me considero um desses nerds tontos. Não só com o Nintendo Wii, mas principalmente com o Kinect, acessório conectado ao Xbox 360. Eu me achava “o máximo” errando vários passos de dança no Dance Central, e nenhum de vocês testemunhou as minhas performances vergonhosas no Just Dance.

Logo, posso falar sobre o assunto com propriedade.

Agora, decidiram combinar duas coisas que muita gente gosta: os videogames e os trampolins. Bom, eu nunca fiquei pulando em um trampolim, mas essa é uma lista das coisas que eu quero fazer quando a quarentena acabar (isso é, se eu sobreviver, é claro).

Pois bem, o ValoJump combina videogames com trampolins para divertir crianças, jovens em adultos, criando assim uma atividade muito atraente para esses grupos (pois acho difícil os “jovens por mais tempo na Terra” se interessarem por tal entretenimento… na verdade, conheço algumas vovós que gostariam de testar um desse).

 

 

 

Trampolim + videogame = diversão!

 

 

A empresa finlandesa ValoMotion está por trás do ValoJump, que se vale da realidade aumentada e da captura de movimentos em tempo real para combinar exercícios e videogames. A empresa é a mesma que desenvolveu uma parede de escalada com realidade aumentada.

O ValoJump se vale de um trampolim para interagir com diferentes jogos de videogame que combinam saltos com a habilidade para golpear objetos e inimigos, ou até mesmo para se esquivar desses elementos. Um jogo para dois jogadores chamado Super Stomp tem como objetivo fazer um jogador cair em cima do outro… virtualmente, é claro, pois na realidade os jogadores estão em trampolins separados, deixando tudo mais seguro e divertido para todos.

A melhor parte do ValoJump é que ele dispensa o uso de sensores ou telas touch, ou nenhum tipo de acessório que deve ser utilizado pelos participantes, deixando a interação bem livre e casual. Muitos não gostam de usar aqueles incômodos equipamentos para realidade virtual ou aumentada.

Uma câmera de profundidade captura os movimentos dos jogadores em tempo real e transmite tudo para o videogame, que é exibido na tela. É uma tecnologia similar ao que utilizava as câmeras do Kinect, mas implementada em uma escala bem maior.

O ValoJump possui quase uma dezena de jogos diferentes, que ficam alojados em uma nuvem e são atualizados constantemente, com download automático em seu sistema.

É o tipo de proposta onde todos saem ganhando. Os jogadores, que se divertem mais em um trampolim convencional do que utilizando um controle; os donos das instalações, que vão ganhar uma grana a mais nos seus estabelecimentos (ainda mais que os jogos mudam com o tempo), e quem vai ver a brincadeira acontecer, pois os jogos são variados e divertidos, o que incentiva as pessoas a utilizarem mais vezes o brinquedo.

Desde o seu lançamento, o ValoJump mostra o seu potencial de sucesso, pois foi instalado em mais de 150 estabelecimentos de 29 países. Vamos ver se em algum momento no futuro ele desembarca no Brasil.

 

 

 

Via ValoJump


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