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Você se lembra do Y2K, o Bug do Milênio?

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O ser humano é fascinado com o fim do mundo, mesmo que diga para ele mesmo que não quer que esse dia chegue tão cedo. Ao longo dos séculos, a humanidade apresentou o fim dos tempos nas mais diferentes versões, e uma das mais criativas e divertidas envolvia o mundo da tecnologia, é claro.

Vamos revisar para a geração millennial o que foi o tal “bug do milênio”. Um fenômeno que fez com que vários “especialistas” em tecnologia imaginassem o pior para os sistemas informáticos da época. Porém, para a surpresa de praticamente ninguém, nada de tão grave aconteceu.

Foi muito mais uma grande paranoia do que qualquer outra coisa.

 

 

 

A teoria do Bug do Milênio

 

No meio de tantas teorias sobre o fim do mundo, o Bug do Milênio se destacava por ter uma estranha combinação de colapso global e teorias conspiratórias bem elaboradas. Afinal de contas, algumas pessoas já falavam em guerras tecnológicas naquela época, onde os computadores dominavam os lares e o mundo já estava conectado na internet.

O Bug do Milênio recebia a sigla Y2K (ou Year 2000), e muitos acreditavam que, quando acontecesse a virada entre os anos 1999 e 2000, mais precisamente em 1 de janeiro de 2000, os computadores entrariam em colapso, deixando de funcionar corretamente por não conseguirem processar a mudança de ano e milênio.

A teoria estava estabelecida porque vários sistemas informáticos, incluindo os sistemas operacionais da Microsoft e as BIOS dos processadores ativos na época, não estavam preparados para o ano 2000, já que registravam apenas dois dígitos no campo ano. Ou seja, sairia de 31/12/99 para 01/01/00.

E aqui é que estava a loucura informática estabelecida.

O efeito colateral da mudança se notaria em todos os computadores de empresas, governos e gigantes das telecomunicações. Alguns chegaram a afirmar, de forma bem exagerada, que o mundo voltaria para um tempo similar à idade média, onde os meios de comunicação mais modernos não mais funcionariam, e todos nós teríamos que recomeçar do zero, usando sinais de fumaça e pombos correios.

 

 

 

Nada mais que histeria coletiva

 

 

Outro traço comum da humanidade ao longo da história é a histeria coletiva, e aqui não foi diferente. O Y2K se tornou uma paranoia para muita gente. Algumas pessoas acabaram comprando coisas sem sentido, como kits de sobrevivência, e tudo por conta de manchetes sensacionalistas como aquelas que ilustram esse post.

Comida enlatada e artigos de primeira necessidade foram adquiridos aos montes e, no final das contas, tais itens não serviram de nada. A forma mais eficiente para resolver o problema da época era atualizando os softwares e o hardware de alguns equipamentos para evitar o pior.

É claro que até esse aspecto também teve efeitos colaterais resultantes da histeria coletiva, como por exemplo os gastos exagerados em produtos de informática. Usuários domésticos e empresas chegaram a gastar pequenas fortunas para evitar o início do apocalipse informático.

No final das contas, a história mostra bem o que aconteceu: nada.

Nada de tão grave aconteceu, e todos nós encaramos a mudança para o ano 2000 sem grandes traumas. Ao menos a mudança de ano jogou terra um universo de conspirações criadas por mentes paranoicas, deixando o Y2K no esquecimento. Por outro lado, muito provavelmente a geração que acredita em tantas bobagens na internet nasceu aqui.

Se bem que nossos avós não usavam a internet em 1999 e, ainda assim, acreditam nas “notícias” enviadas pelo ZapZap.

Vai entender…


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