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Nós aprendemos a amar a Xiaomi e sua filosofia de apresentar produtos de tecnologia de alta qualidade por um preço que não exigisse do consumidor a venda de algum órgão interno para o mercado negro. Os chineses não só exploraram o fato de conseguirem produzir por um custo menor, mas valorizar a qualidade de materiais e experiência de uso de alta qualidade. Esses elementos combinados explicam muito bem por que a empresa é uma das cinco maiores fabricantes de smartphones do planeta, e em tão pouco tempo.

Mas aí temos a MWC 2016, e mesmo tendo a LG e a Samsung como principais protagonistas (com o LG G5 e o Samsung Galaxy S7/Galaxy S7 Edge, respectivamente), a Xiaomi consegue atrair boa parte dos seus holofotes com o Xiaomi Mi 5, novo modelo top de linha que substitui o Mi 4 lançado no meio de 2014. 18 meses de espera foram compensados em um modelo que entrega tudo aquilo que se espera de um autêntico top de linha, com melhorias muito interessantes no seu design e no emprego de materiais no seu acabamento.

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Porém, tudo isso tem um preço (até porque não existe almoço grátis). O modelo base do Xiaomi Mi 5 vai custar aproximadamente 300 euros (convertidos), ou um pouco mais do que isso, quando forem aplicadas todas as taxas internacionais e logísticas de distribuição do produto em outros mercados. Ainda será um dos modelos (se não for o modelo) com processador Qualcomm Snapdragon 820 mais barato do mercado. Mas para alguns países menos desenvolvidos (como é o caso do Brasil), esse preço pode não ser um dos mais convidativos. Ou pelo menos não oferecer a assustadora relação custo-benefício dos modelos anteriores.

Algo que é perfeitamente compreensível. Afinal de contas, o mercado é outro, o dólar subiu no mundo todo e, por consequência, o custo de certos materiais também subiu. Sobre isso, não há muito o que se possa fazer. Os fabricantes não podem fazer milagres.

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Por outro lado, se a gente olhar o quanto pode custar modelos como o Galaxy S7 e o LG G5 (que recebem o mesmo Snapdragon 820), podemos dizer que o Xiaomi Mi 5 pode ser também um dos candidatos a modelo top de linha mais acessível do mercado (ou menos caro, dependendo do ponto de vista). E, repito: faz isso sem oferecer especificações que ofendam a inteligência do consumidor. Sem tentar vender o que não é.

O Xiaomi Mi 5 pode receber na sua versão base 32 GB de armazenamento, 3 GB de RAM e o citado Snapdragon 820. São especificações mais do que suficientes para que a maioria dos usuários de smartphones Android extraírem um excelente desempenho para as principais atividades (navegação na internet, uso de redes sociais, consumo de conteúdo via streaming, reprodução de vídeos, jogos…). E esse é o modelo que deve custar em torno de 300 euros.

Deixando de lado todas as comparações que não cabem aqui ser feitas, a versão mais básica do Galaxy S7 vai custar 699 euros. E todo mundo sabe que o fator preço ainda influencia e muito na hora da compra.

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Para não dizer que só estou falando de melhorias internas, o Xiaomi Mi 5 traz consigo um excelente sensor traseiro de 16 MP (IMX298 da Sony) e um acabamento com material cerâmico, que é mais resistente, mas ajuda a torná-lo mais caro. Mas, nesse caso… o quanto mais caro? Acho que vale a pena pagar o que eles pedem por todas essas implementações técnicas inseridas pelos chineses.

Em um conjunto geral, temos um excelente smartphone. Pode ser meio salgado o preço no Brasil? Claro que pode. Afinal, estamos falando do Brasil. Mas… qualquer coisa entre R$ 2.000 e R$ 2.500 é de se comemorar. Afinal de contas, espero algo na casa dos R$ 4.000 para o Galaxy S7. Se a relação for o ‘2 por 1’ para a Xiaomi no seu novo top de linha, qualquer coisa que for a metade do valor dos coreanos é uma vitória para todo mundo.

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