pato-fu

Pato Fu | Made in Japan | Isopor | 2000

Hotondo no buhin wa, Nihon-sei
Watashi wa, omotta no “Aa, shikataganai”

ou

Fiquei estarrecido ao perceber
Que metade das peças eram japonesas! “É o começo do fim!”

A tecnologia sempre fez parte da minha vida. Desde pequeno, quando ganhei os meus primeiros brinquedinhos “high tech” (naquelas, porque eram apenas brinquedos. O brinquedo que me despertou o interesse por esse mundo tecnológico foi um Pense Bem (TecToy), que não era um computador de verdade, mas fiquei por horas e horas brincando com o produto, detonando várias pilhas de tamanho médio durante o uso.

Da mesma forma como eu amo o processo de criação musical, a organização das notas, a estrutura musical de uma partitura, eu simplesmente amo escrever nos dias atuais sobre tecnologia. Comecei bem novo com a parte de programação (BASIC, DBASE III e Cobol, no começo; Turbo Pascal na faculdade), mas depois mudei para o lado da editoria de tecnologia, que era uma área mais promissora. Hoje, vi que fiz a coisa certa, mas em partes. Entendo que comecei nesse mundo dos blogs mais tarde do que o ideal. Se tivesse começado antes, minha vida daria mais certo.

De qualquer forma, “Made in Japan” está aqui por ser um dos clipes mais tecnológicos que o Brasil já viu. Eu já gostava do Pato Fu pelos vídeos anteriores, pela musicalidade, pelo bom humor nas músicas, e pela proposta de fazer uma música pop com sonoridades diferenciadas, mas sem abrir mão da modernidade e da tecnologia.

E, quando vi o videoclipe de “Made in Japan” pela primeira vez na MTV Brasil, eu fiquei feliz. Para a época, era a prova que o videoclipe nacional havia chegado em um ponto de maturidade incrível. Não era só a criatividade, mas também todos os recursos técnicos, gráficos e computacionais que um dia precisavam ser utilizados por alguma banda nacional.

Eu fiquei simplesmente embasbacado com a estreia do videoclipe, e considerando que a TV em alta definição ainda estava engatinhando no Brasil, foi o máximo ver o resultado gráfico desse videoclipe. Hoje, para alguns, ele pode parecer um videoclipe mais “básico”, onde é possível ver algumas imperfeições nos recursos utilizados para sua produção.

Para mim, nada disso importa. “Made in Japan” segue sendo um daqueles videoclipes que eu assisto, e penso: “isso é sensacional”. É um daqueles clipes que me lembram por que é legal viver em um tempo onde os recursos tecnológicos são avançados o suficiente para chegar aos resultados que temos hoje.

E como foi ótimo ver o começo disso tudo.

 
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