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A queda dos serviços do Facebook, desenhada em vídeo

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Todo mundo passou a semana inteira falando sobre a queda dos serviços que estão sob o guarda-chuva do menino Mark Zuckerberg (Facebook, Instagram e WhatsApp). Pois é… a semana está quase acabando, e vamos falar mais um pouco sobre isso. Porque vocês querem. E porque está dando audiência.

O Facebook colocou a culpa na derrubada geral dos seus serviços que aconteceu na última segunda-feira (4) em um protocolo de internet chamado BGP, que é o meio que os sistemas autônomos utilizam para reconhecerem a sua existência mútua em uma rede. Então, o BGP teve um erro de configuração, que derrubou um roteador que, por sua vez, derrubou outros, e isso gerou um efeito em cadeia.

E o resto, todo mundo já sabe o que aconteceu.

Agora… e se a gente ilustrar esse desastre?

 

 

 

Desenhando a desconexão automática e acidental do Facebook

Um aplicativo chamado BGPlay gerou gráficos animados que ajudam a visualizar a atividade do BGP do Facebook no dia do desastre e, dessa forma, qualquer pessoa, desde um leigo até um gênio, consegue entender claramente o que aconteceu.

E quem sabe dessa forma também pode dimensionar o pânico sentido por Mark Zuckerberg ao visualizar o status de sua rede alterando dessa forma. Não que a gente vai sentir o frio na barriga de alguém que perdeu nada menos que US$ 6 bilhões em poucas horas, mas ao menos ter uma noção de como ele ficou apavorado… e quem sabe rir um pouco disso.

 

 

Ao longo de 9 longos e apavorantes minutos, as rotas BGP dentro de AS32934 (que nada mais é do que a rede do Facebook) começaram a falhar, uma a uma, até que os servidores da plataforma ficassem desconectados tanto da internet como da intranet, não reconhecendo as máquinas dentro dessa rede interna.

Cinco minutos antes do Facebook parar de responder (e a sua avó começar a encher o saco porque não conseguia mais mandar mensagens políticas no grupo das aposentadas do Marechal Dutra no Facebook Messenger), foi detectado uma grande atividade de alterações no BGP, principalmente com retiradas de rotas entre os servidores.

O gráfico abaixo mostra como foram os nove minutos do incidente, como se fosse um sismógrafo de um terremoto.

 

O resultado disso todo mundo sentiu na pele: a queda de três das principais plataformas da internet de uma só vez, e o mundo se dividindo entre quem estava em pânico por não poder se comunicar com clientes e parceiros comerciais na plataforma, e aqueles que foram tomar um café olhando o bonito dia de sol e céu azul que fazia lá fora em algum lugar do planeta.

O problema foi tão sério, que não havia uma forma dos endereços de DNS redirecionarem o tráfego para os IPs do Facebook e dos demais serviços, e isso fez com que os navegadores web e aplicativos móveis não mais acessassem os conteúdos dessas plataformas.

 

 

 

Moral da história

Não tinha ninguém para desligar os roteadores da tomada, esperar por dez segundos e ligar novamente para ver se tudo funcionava. Mas há quem diga que testemunhou o Rodrigo Hilbert saindo da sede do Facebook sob aplausos naquele mesmo dia do caos e, horas depois, de forma misteriosa, todas as plataformas voltaram a funcionar.

Coincidência? Duvido!


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