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Andromeda OS, o Windows Phone que nunca chegamos a conhecer

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Tem gente que chora a morte do Windows Phone até hoje. Eu não sou uma dessas pessoas, mas devo confessar que o sistema operacional tinha a minha simpatia. Era fluído, funcional, diferente dos demais e minimamente interessante para me convencer a investir o dinheiro em um telefone com ele.

No meio de suas diferentes vidas antes de morrer (Windows Phone 7, Windows Phone 8, Windows 10 Mobile), existia o Andromeda OS (não confundir com o Andromeda do Google), um sistema operacional da Microsoft que era voltado para dispositivos portáteis com telas duplas.

O projeto foi cancelado, e a Microsoft decidiu colocar o Android no Surface Duo. Mas nos meados de 2018, o Andromeda OS era testado em um Lumia 950, último smartphone lançado pela Microsoft no final de 2015.

Dois engenheiros da Microsoft que trabalharam no projeto compartilharam com o mundo as imagens oficiais do Andromeda OS, o que permite fazer alguns comentários sobre o assunto.

 

 

 

Um passeio por Andromeda (OS)

O Windows Central testou a versão de desenvolvimento do Andromeda OS, que tem muito do Windows 10 Mobile em suas entranhas. As interessantes adições ao software não lançado mostram o interessante caminho que a Microsoft estava trilhando para ele.

Por exemplo, um software compatível com a caneta Stylus, no melhor estilo Galaxy Note. A tela de bloqueio podia registrar anotações rápidas, da mesma forma que os dispositivos da Samsung.

A Stylus era tão importante no Andromeda OS, que o sistema sempre executava o Journal em segundo plano, permitindo que o usuário escrevesse ou desenhasse qualquer coisa que viesse a cabeça a qualquer momento: bastava desbloquear a tela do dispositivo e deixar a criatividade fluir.

O estilo Fluent era uma constante no Andromeda OS, que era um sistema operacional baseado em gestos, onde era possível ver a central de controle do dispositivo deslizando o dedo na tela de cima para baixo.

Aliás, é a mesma central de controle presente hoje no Windows 11 para acessar recursos como WiFi, Modo Avião, Bluetooth e outros. Além disso, o Fluent em estilo translúcido também está presente.

Por fim, o já finado Cortana também tinha um papel de protagonista no Andromeda OS, pois na época a Microsoft ainda tinha alguma esperança que o seu assistente virtual pudesse bater de frente com Google Assistente, Alexa e Siri.

Mas o tempo mostrou que isso não foi possível.

 

 

 

O Andromeda OS poderia sobreviver?

É difícil dizer. E qualquer coisa que eu afirmar a partir de agora vai soar como “engenheiro de obra pronta”. E sou suspeito para dar uma opinião sobre o assunto, pois eu era um dos usuários que gostava da proposta do Windows Phone.

Porém, com uma Microsoft que ainda estava encontrando o seu caminho no mercado de telefonia móvel e sem ter uma visão clara sobre o que gostaria de fazer dentro do segmento, o cancelamento do Andromeda OS soa como algo mais factível. Mesmo com uma impressão que poderia sim dar certo.

Hoje, temos o Android no Surface Duo. O que, sinceramente, deixa o produto um ‘mais do mesmo’. Principalmente diante de uma proposta tão amadurecida como é o Samsung Galaxy Z Fold 3 hoje.


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@oEduardoMoreira