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Fale o que quiser, mas na minha opinião, a grande novidade da Apple no evento de hoje (09) foi o Apple TV. Depois de quase três anos sem receber atualizações, o dispositivo de entretenimento e streaming recebeu um update que o coloca nos novos tempos, deixando de ser um ‘hobby’ para a gigante de Cupertino, e se tornando mais um dispositivo onde eles podem efetivamente ganhar dinheiro.

O Apple TV antigo estava gerando os seus lucros. Pense: um dispositivo que custa US$ 69, oferece uma boa quantidade de conteúdos, com parceiros fortes… os ganhos eram bem interessantes. Logo, por que não apostar na solução com um pouco mais de ênfase, oferecendo um leque maior de opções de entretenimento, e oferecendo um produto final que pode competir com os produtos já disponíveis no mercado.

Foi o que a Apple fez. O Apple TV passa a contar com um novo sistema operacional próprio, o tvOS (na verdade, temos um fork do iOS), com um SDK que permite a criação/adaptação de aplicativos para essa plataforma, que pode receber apps dos mais diversos segmentos, indo de previsão do tempo até notícias e exibição de resultados esportivos, passando por apps médicos, de trânsito e outras funcionalidades.

Outro sinal que o leque de entretenimento ampliou no Apple TV é a possibilidade de instalar jogos no dispositivo, onde o novo controle remoto atua também como joystick para esses games, inclusive nos jogos com controle de movimento, bem no estilo do Nintendo Wii. Na demonstração, a Apple apostou mais nos jogos casuais do que aqueles com elevada demanda gráfica ou voltados para os gamers hardcore. Será que esta é a tendência do dispositivo nesse aspecto?

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Aliás, o novo controle remoto do novo Apple TV é um capítulo à parte. Qualquer coisa que fosse melhor que a porcaria que temos hoje no Apple TV seria uma vitória, mas o novo controle consegue ser uma peça mais versátil, e não apenas pela presença do touchpad para interagir com o sistema tvOS (obrigado, Senhor), mas também pela integração com o Siri, assistente pessoal que passa a integrar essa versão do streamer de vídeo de Cupertino.

O Siri é outro ponto importante de melhoria na interação com o produto. Ter uma ferramenta que se aproveita dos comandos de voz (ou de frases contextuais) para realizar buscas de conteúdo é um tipo de comodidade que todo mundo deseja, principalmente aqueles que não são tão íntimos com os dispositivos de tecnologia. É uma interação mais intuitiva, que permite que qualquer pessoa aproveite do produto de forma mais prática.

O Apple TV 2015 pode realizar as buscas em todos os serviços parceiros da plataforma, apresentando os resultados de forma simples, independente da plataforma escolhida. O resultado final é uma experiência de uso mais uniforme, o que é sempre bem vindo dentro de uma proposta de oferta de experiência de uso integrada.

No final das contas, eu gostei do novo Apple TV, e se a Dilma deixar, eu vou investir o meu dinheiro em uma unidade dessa versão. Os valores de US$ 149 (32 GB) e US$ 199 (64 GB), mesmo com o dólar a quase R$ 4, não são tão proibitivos assim, e as melhorias adicionadas justificam o investimento.

Até lá, o meu velho Apple TV vai quebrar o galho.