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‘As Marvels’ está bem longe de ser um desastre (acredite em mim)

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Artigo SEM SPOILERS!

Eu procuro ver o lado bom de tudo nessa vida, pois me convenceram que ser otimista atrai coisas boas. Por isso, quero pelo menos fazer um artigo falando de tudo o que achei que valeu a pena em ‘As Marvels’.

Sei que esse filme não será uma unanimidade, e que ele tem sérios problemas que vou relatar em outro artigo. Em compensação, ele não é o desastre que alguns profetizaram (e até torceram) que seria. E só por isso, já posso dizer que é uma vitória.

Então, para quem quer ter um termômetro de como foi a minha experiência o trio de heroínas que aprendem a lutar juntas em poucos dias, vou compartilhar o lado bom desse filme (sim, ele existe). E não se preocupe com os #spoilers, pois vou deixar as informações relevantes de fora.

 

Avançamos em alguma coisa aqui?

Sim, mesmo que de forma residual.

‘As Marvels’ mostra a evolução individual de cada uma das protagonistas, mostrando inclusive traços de humanidade que Carol Danvers perdeu com a lavagem cerebral dos Kree e com tanto tempo sozinha no espaço. Ela finalmente precisa lidar com as consequências de seus atos, e podemos até imaginar que ela será uma personagem mais empática a partir de agora.

Monica Rambeau também mostra um enorme desenvolvimento, mesmo sem receber um codinome definido. Sai do filme muito maior do que entrou. Deu continuidade para a personalidade que conhecemos em WandaVision, o que é algo positivo.

Mas a menina Kamala Khan é quem rouba o filme para ela, de todas as formas. Foi um ótimo alívio cômico, além de ser uma espécie de “ponto de união” entre as duas adultas dentro da sala de cristal. É uma personagem que chegou para ficar no MCU.

Se tem um ponto em que ‘As Marvels’ acerta em cheio é justamente na construção da dinâmica entre as três personagens, que passa por uma progressão no estilo “BFF” meio forçado (como era esperado) e, ao mesmo tempo, orgânico. As três funcionaram muito bem juntas em tela, formando uma equipe de heroínas minimamente interessante para segurar a narrativa principal do filme.

A produção desse filme também está aprovada, inclusive nos efeitos visuais. E é o mínimo que todo mundo esperava depois do caminhão de dinheiro que a Marvel jogou nesse projeto.

Algumas das situações apresentadas pelo filme devem ser consideradas como uma grande galhofa, onde o roteiro tenta sabiamente rir de si mesmo. Alguns podem achar algumas propostas do roteiro simplesmente vergonhosas e constrangedoras (e não vou tirar a razão de quem se sente assim), mas preferi ver tudo como o farofão da Marvel, que apostou no ridículo para aliviar a pseudo seriedade da trama principal.

Alívio cômico, minha gente. às vezes precisamos aprender a rir de nós mesmos, principalmente quando tudo aponta para um desastre iminente.

E as cenas de luta são bem coreografadas, colocando a ação frenética que era necessária para justificar o próprio dinamismo da narrativa.

 

Vale a pena?

Considerando mais uma vez que o filme não é um desastre (o que, de novo, pode ser considerado uma vitória diante de todos os problemas que a produção encarou), digo que ‘As Marvels’ é um filme divertido, pelo menos.

Seria muito pior se eu saísse do cinema com o ódio profundo que muitos escancararam com alguns dos filmes de heróis que estrearam ao longo de 2023. E aqui, podemos entender que todos sofreram um problema em comum (pelo menos): projetos desenvolvidos durante a pandemia.

Fica evidente que uma sala de roteiristas faz falta nesses projetos, e minha torcida é que as coisas comecem a melhorar a partir de 2024.

Mas colocando tudo em uma balança comparativa, ‘As Marvels’ está bem longe (mas a quilômetros de distância) de ser um ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ (saudades de você, James Gunn), mas também não chega a ser um ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (que até gostei quando vi nos cinemas, mas se tornou constrangedor ao reassistir no Disney+) ou um ‘The Flash’ (o pior de 2023… até agora #SoVemAquaman).

E por falar no Disney+…

Para os mais preocupados se vão ficar boiando nos cinemas ou com medo de não se importar com as protagonistas, a boa notícia é que o filme tem o cuidado de apresentar o essencial de cada personagem para que você possa assistir ao filme sem maiores problemas.

Além disso, sua narrativa mais ou menos se fecha dentro de sua história, onde as portas para o futuro dos arcos em desenvolvimento pela Marvel só aparecem aos 45 minutos do segundo tempo (um deles na prorrogação mesmo, se é que você me entende).

‘As Marvels’ é mais um filme que entra no grupo do “a canção do Lulu Santos que foi tema de abertura de Malhação define bem isso aqui”.

Ah, você não conhece essa piada?

Então… vou te ajudar: “não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim”.

…e é claro que tiveram coisas não tão boas nesse filme. Mas vou deixar para um segundo artigo, pois quero audiência em dobro.


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@oEduardoMoreira