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Faz tempo que defendo a ideia que Bill Gates é gente como a gente. Mesmo sendo um cara genial a ponto de revolucionar a forma em como todos nós olhamos para o mundo da tecnologia nesse momento, ele é mundano o suficiente para esperar pacientemente na fila para comprar a sua comida favorita, o hambúrguer.

Ele poderia ter atendimento preferencial ou prioritário (não por ser um idoso, mas por ser Bill Gates), mas não: prefere esperar como qualquer um de nós faríamos na fila do fast food.

Ele é um dos nomes em maior evidência em tempos tão tumultuados como o que vivemos por conta dessa crise sanitária global, já que foi um dos primeiros que previu tudo o que está acontecendo nesse momento, além de ser uma das personalidades que mais está se esforçando para encontrar uma solução, investindo muito dinheiro em pesquisa e desenvolvimento em remédios e vacinas.

Mas Bill Gates é tão humano quanto eu e você. E eu acho isso o máximo.

Tá, pode não ser pelo motivo mais nobre do mundo, mas Gates mostra os seus traços de humanidade quando confessa sentir algo que qualquer pessoa desse mundo sente de tempos em tempos.

O ciúme.

 

 

 

E sentir ciúmes de Steve Jobs é algo até que justo…

 

Não estou aqui afirmando que sentir ciúmes de alguém é algo aceitável. Mas no caso de Bill Gates, os ciúmes que ele confessou sentir por Steve Jobs é algo mais que justificado, principalmente quando olhamos para o perfil psicológico de cada um deles, e principalmente considerando o segmento profissional de ambos.

Essa história apareceu quando pensamos na pergunta “o que Steve Jobs teria feito diante da crise atual que todos estamos vivendo?”. Pois bem, Bill Gates também pensou nessa pergunta, e fez recentes declarações sobre o assunto em uma recente edição do podcast Armchair Expert.

O co-fundador da Microsoft falou sobre Steve Jobs, o que representava para muitos profissionais de tecnologia em trabalhar com ele e, ao mesmo tempo, nessa indústria, destacando sempre o quanto o fundador da Apple era brilhante… a ponto de Gates sentir ciúmes disso:

“Ele era um mágico motivando as pessoas, eu era um mágico inferior, então não podia cair em seu feitiço, mas podia vê-lo lançando o feitiço. Então, eu olhava para as pessoas e as via hipnotizadas.

Ele sempre foi mais natural quando se tratava de falar em público. Eu estava com muito ciúme.

Jobs era um gênio.”

Bom, se eu estivesse na mesma posição de Gates, até eu sentiria ciúmes do grande campo de distorção da realidade que apenas Steve Jobs era capaz de fazer. E isso ele fazia de forma simplesmente magistral.

Gates ainda reconheceu a transcendência do trabalho de Jobs, e apresentou como exemplo disso tudo o que ele e a Apple conquistaram com lançamentos de produtos como o iMac, o iPod e o iPhone. Afirmou que apenas Steve seria capaz de realizar tais feitos, principalmente quando colocamos em perspectiva o fato da gigante de Cupertino estar à beira de declarar bancarrota antes do seu regresso.

É sempre importante lembrar para os mais desavisados ou aqueles que tiveram Alzheimer de forma precoce (por pura conveniência) que Bill Gates tem papel relevante na recuperação econômica da Apple. Ao regressar para a empresa, uma das primeiras medidas que Steve Jobs tomou para salvá-la foi fechar um acordo financeiramente polpudo com a Microsoft para que os softwares do pacote Office se fizessem presentes no Mac OS.

Não dá para negar a genialidade de Steve Jobs e também a de Bill Gates. Mas o pai do Windows reconhecer os ciúmes que sentia de Jobs mostra a humildade e, ao mesmo tempo, a grandeza do co-fundador da Microsoft.

É fato que Jobs é uma inspiração para muita gente. Incluindo os seus rivais dentro do segmento de tecnologia.

E está tudo certo aqui.


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