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Conseguiram executar o Linux em um iPhone 12: como isso pode mudar a sua vida (se é que muda)?

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A ativação do sistema de virtualização do iPhone 12 e o seu poderoso chip A14 Bionic permitiram a execução do sistema operacional Linux em QEMU. Algo que muita gente está considerando como “incrível”, pois estamos falando de um smartphone… com um processador muito poderoso.

Nem tudo é perfeito nesse mundo, e essa conquista também não é. Ela conta com algumas limitações, mas isso não tira o seu mérito. Mesmo porque nem eu, nem você que está lendo este post é capaz de fazer isso neste momento.

Logo, vamos tentar entender o que aconteceu aqui, e como isso pode mudar a nossa vida, ou ao menos a percepção que temos sobre o poderio dos processadores presentes nos smartphones da Apple.

 

 

 

O Linux no iPhone, mesmo com limitações

Quem conseguiu instalar o Linux no iPhone foi o Zhowei Zhang, com a ajuda da boa e velha prática do jailbreak. Ele acessou o Kernel do dispositivo para acessar a biblioteca da Apple, a Hypervisor.framework.

A API proprietária permite uma maior interação com as tecnologias de virtualização no espaço do usuário presente no iPhone, e é destinado especificamente para os desenvolvedores. Porém, o jailbreak permite que alguém com as habilidades de Zhang acesse o recurso com relativa facilidade.

A Apple impõe a limitação de virtualização em até 900 MB de RAM. Muito pouco, considerando todo o potencial do iPhone, mas mais que suficiente para a execução de uma máquina virtual do Linux ARM64, mais especificamente a distribuição Fedora 36.

Dessa forma, o iPhone pode rodar uma distribuição do Linux com uma relativa interação, permitindo abrir o LibreOffice, por exemplo. Ou seja, o processador do smartphone da Apple pode fazer muito mais do que aquilo que o iOS permite, mostrando que a gigante de Cupertino está limitando o seu potencial, que pode ser muito maior do que aquele que é explorado pelos usuários neste momento.

Por outro lado, ter apenas 900 MB de RAM para executar um sistema operacional resulta em uma experiência instável, e não é possível realizar essa experiência em dispositivos mais modernos. A biblioteca da Apple só está disponível em um iPhone com iOS 14.7, deixando de fora (por exemplo) os iPads com chips M1.

 

 

 

O que isso vai mudar em nossa vida?

Nesse primeiro momento, muito pouco. Na verdade, quase nada. Para dizer bem a verdade, não muda nada para o usuário final.

Por outro lado, com o passar do tempo, outras mentes habilidosas podem explorar essa descoberta para expandir as possibilidades de funcionalidades do iPhone para usos alternativos.

Todo mundo já sabia que os processadores da série Bionic da Apple eram realmente muito poderosos por causa da excepcional otimização do sistema em função do seu hardware. Mas agora, sabemos que esse mesmo hardware pode rodar um sistema operacional completo, mesmo através de uma virtualização do sistema operacional.

Então, pense em todo o potencial que pode ser explorado a partir de agora. Quem sabe alguém encontra uma maneira de desbloquear essa limitação de 900 MB de RAM no iPhone, mesmo que burlando as políticas da Apple.

Sim. Só burlando mesmo. Porque esperar que a Apple libere todo o potencial dos seus processadores para os desenvolvedores é pedir demais, e até eu reconheço o absurdo desse pensamento.


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@oEduardoMoreira