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“De Volta para o Futuro” é um filme perfeito, mesmo que James Gunn não concorde com isso

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Há alguns dias, um debate reacendeu nas redes sociais em torno de uma tendência bastante popular entre os fãs de cinema: fazer listas de filmes perfeitos, uma missão que é sempre muito complicada e polêmica.

Dentre esses filmes, sempre aparece o clássico “De Volta para o Futuro” (“Back to the Future”, 1985), dirigido por Robert Zemeckis e estrelado por Michael J. Fox e Christopher Lloyd. No entanto, uma suposta falha no roteiro sempre gera discussões acaloradas entre os fãs mais dedicados do filme.

Felizmente, o roteirista Bob Gale resolveu acabar de uma vez por todas com uma polêmica que já dura 38 anos. E eu não tenho como concordar mais com ninguém menos aquele que se envolveu na construção da história.

 

Falou aquele que nem sabe direito o que fazer com o Universo DC…

A discussão começou com o cineasta James Gunn, aquele mesmo que mandou todo mundo do DCEU embora, e não sabe o que fazer direito com esses personagens (tá, estou zoando porque fiquei com raiva dele por se meter onde não foi chamado… ainda acho que Gunn vai salvar a DC..).

Gunn argumentou no Twitter que um filme perfeito é aquele que não tem falhas óbvias, sejam cosméticas ou estruturais. E ele caiu na besteira de mencionar o perfeito “De Volta para o Futuro” como exemplo, questionando por que os pais de Marty não se lembram de que já conheceram o filho no passado.

Bom… ele tem um ponto. Para dizer bem a verdade, essa é uma dúvida que muitos fãs têm, e que já gerou diversas teorias e especulações das mais diversas. Particularmente, isso nunca me incomodou, mas não posso tirar o direito das pessoas em levantar dúvidas razoáveis sobre o assunto.

Foi então que Bob Gale, roteirista do filme, apareceu na discussão e resolveu a questão de uma vez por todas.

Segundo o roteirista, os pais de Marty só conheceram o personagem por oito dias quando tinham 17 anos. Tantos anos depois, é natural que eles não se lembrem exatamente de como aquele jovem se parecia. E esse é um bom argumento na nossa realidade prática.

Gale ainda pediu aos fãs que refletissem sobre como eles mesmos se lembram de pessoas que conheceram no colégio por exemplo, e que talvez só tenham tido contato por um semestre. Sem uma referência fotográfica, é possível que essas memórias sejam bastante nebulosas após tantos anos.

Eu concordo plenamente com essa explicação. Eu mesmo não consigo ter a memória da maioria dos meus insuportáveis colegas de ensino médio, e só me lembro daquelas pessoas quando vejo alguma foto da turma nas redes sociais.

Que dirá um forasteiro que ficou uma semana na escola para nunca mais voltar…

Além disso, não podemos nos esquecer que “De Volta para o Futuro” é um filme de ficção científica que lida com viagens no tempo e paradoxos temporais. Logo, é mais do que natural que algumas coisas pareçam estranhas ou incoerentes em uma trama desse tipo.

Ou seja…

 

Goste ou não James Gunn, “De Volta para o Futuro” ainda é um filme perfeito

No final das contas, o que importa é que “De Volta para o Futuro” é uma obra-prima do cinema, com um roteiro brilhante, atuações memoráveis e uma trilha sonora icônica.

É um daqueles filmes que marcam a infância e a adolescência de muitas pessoas. Sempre que estou triste ou quero me sentir melhor com a própria existência, esse é um dos filmes que escolho para assistir. E sempre termino essa história me sentindo muito melhor.

Me lembro até hoje com carinho das tardes em que assistia ao filme na televisão, sonhando em viajar no tempo como Marty McFly e encontrar meus próprios pais quando eram jovens. Ainda hoje, o filme é uma fonte de inspiração e entretenimento para várias gerações.

Não é apenas um filme que definiu uma época, mas também uma obra que transcendeu seu tempo e se tornou atemporal. É um filme que agrada a todas as idades, que pode ser assistido em qualquer época do ano e que sempre será lembrado como um clássico do cinema.

Portanto, para aqueles que ainda têm dúvidas sobre a absurda qualidade de um filme como “De Volta para o Futuro”, a resposta é clara: o filme é perfeito. É uma das melhores histórias de viagem no tempo já contadas.

Chupa, James Gunn!


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@oEduardoMoreira