Em 2014, tudo será diferente. Parece que essa é a tônica da F1 no seu final de temporada, que acontece daqui a pouco em Interlagos.

Eu passei o ano de 2013 sem escrever sobre um dos esportes que amo desde pequeno em meu blog pessoal. Deveria ter feito mais isso. Porém, antes da largada do GP Brasil 2013, quero deixar aqui os meus registros finais sobre um campeonato peculiar e interessante. Um campeonato que fecha uma era na F1. E deixa marcas relevantes para a categoria.

Para começar, a Red Bull deu uma chance para todo mundo. Até dá para ouvir Adrian Newey dizendo: “vocês tem até a metade da temporada para tentarem alguma coisa”. Pois bem, a Lotus esboçou ser uma ameaça, e a Mercedes até chegou a ser a equipe que mais próxima correu dos austríacos até o GP da Hungria. Mas foi como eu disse: Newey só deu uma chance.

O cara não tirou as tais férias de verão para trabalhar no projeto de 2013, com a missão de tornar o carro imbatível. Conseguiu. E olha que a Red Bull desse ano nem era tão confiável assim (Webber que o diga, com problemas de motor e câmbio). E o resultado foi avassalador: desde o GP da Bélgica de 2013, nenhum outro piloto derrotou Vettel, que foi campeão com quatro provas de antecedência, vencendo 12 das 18 provas até agora. E deve vencer hoje.

Vettel chega ao quarto título mundial aos 26 anos de idade. Não adianta os chorões dizerem que ele “só ganhou porque tinha o melhor carro”. Essa é a regra da F1. O último que não ganhou com o melhor carro (que eu me lembre) foi Nelson Piquet em 1983. Vettel pode não ser o melhor piloto da atualidade (ainda acho que esse posto é do Alonso) mas é um dos melhores de todos os tempos já. E com o melhor carro, com a melhor equipe. Aceitem isso.

Mas tudo isso pode mudar em 2014. As regras mudam completamente, e são nessas mudanças que fico esperando para saber se a Red Bull manterá sua hegemonia. Larga na frente pela organização e competência, mas vai ser mais difícil manter essa hegemonia.

Mark Webber dizendo adeus. Não sei se as pessoas sentirão falta dele. Eu sentirei por caus das péssimas largadas. Paul di Resta também está saindo, para substituir Dario Franchitti na Indy. Sergio Perez pode pular fora, pois até agora está desempregado (na verdade, deve parar ou na Lotus ou na Sauber… ou onde Pastor Maldonado não escolher).

A Ferrari promete dias melhores. Eu prevejo dias difíceis entre Alonso e Raikkonen. Se bem que deve ser fácil conviver com Kimi: ou você não fala com ele, ou você oferece um sorvete Magnum com Coca-Cola, e está tudo certo). Mas dizem que o carro de 2014 já é tão bom que o carro de 2013 no túnel de vento. Sério, não vejo isso como notícia positiva. Até porque o carro de 2013 não é tão bom assim.

E Massa? Foi para a Williams. Vai ficar três anos por lá, algo que considero surpreendente. Ok, o Banco do Brasil (e talvez a Petrobrás) está colocando grana nesse projeto de “volta de um piloto brasileiro correndo em uma equipe de ponta”, mas mesmo assim, surpreende.

A Williams é o grande ponto de interrogação para 2014. Monta um time forte, com pessoas competentes na parte técnica, e é a equipe que mais aposta nas mudanças de regras para se recuperar do pífio ano de 2013. Ou seja, das duas, uma: ou vira o time dos sonhos, e todas as mudanças darão muito certo, ou vira uma comédia de erros. Eu quero acreditar na primeira hipótese. Não acredito que consiga ser pior do que isso que foi esse ano.

Por fim, 2014 está chegando. A F1 2014 vai apresentar uma nova fase da categoria. É a primeira grande mudança técnica desde a remoção dos recursos eletrônicos em 1994, e talvez a maior mudança da história da F1. Particularmente, espero que as peças do jogo mudem. Acho fantástico o domínio da Red Bull, mas é necessário dificultar as coisas para os caras.

Agora, se mesmo com tantas mudanças o domínio permanecer com a Red Bull… é melhor fechar a F1 para balanço!