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Puma BeatBolt, uma lebre robótica para derrotar Usain Bolt

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A Puma apresentou o BeatBolt, um pequeno dispositivo que corre pela pista de atletismo na mesma velocidade que Usain Bolt.

É evidente que o invento tem a sua parte promocional, mas também tem a sua validade a partir do ponto de vista tecnológico, e não se trata de um gadget isolado, uma vez que será utilizado pelos esportistas patrocinados pela Puma. O BeatBolt foi desenvolvido por três estudantes do MIT em parceria com um engenheiro da NASA, e é um elemento motivacional nas corridas de alta performance, já que é possível configurar o tempo concreto a ser estabelecido, obtendo assim um referencial perfeito para alcançar as marcas.

O BeatBolt é programável, mas também possui sua dose de independência, já que sabe se mover dentro de sua raia na pista. As informações que queremos passar para a lebre robótica, como distância, velocidade e tempos são enviadas via aplicativo para smartphones.

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No seu interior, encontramos um chipset Arduino, e no seu exterior, encontramos LEDs para melhor identificação em baixa luminosidade. Mais interessante de tudo é saber que o dispositivo conta com duas câmeras GoPro, uma para cada sentido da corrida, com o objetivo de gravar a disputa com o competidor humano.

Dispositivos como o Puma BeatBolt são raros de serem encontrados, mas existem. É uma forma muito interessante da tecnologia melhorar o desempenho esportivo. Se bem que dificilmente simula a emoção de bater um recordista humano das provas de 100 metros rasos.

Por enquanto, a Puma não vai colocar o produto para venda junto ao grande público. A empresa criou uma série de unidades que serão distribuídas exclusivamente para os seus atletas.

 

Via TechCrunch

Muito obrigado, Peyton Manning

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Eu assisto futebol americano desde os anos 80, quando passava na Bandeirantes. Fiquei um tempo sem assistir, até que em 1999 adquiri o meu primeiro serviço de TV por assinatura. Logo, pude ver todas as 18 temporadas desse extraordinário jogador chamado Peyton Manning. E assim, me apaixonar definitivamente pelo esporte.

Peyton Manning, filho de Archie Manning, ex-quarterback do New Orleans Saints, vindo da Universidade do Tennessee, chegou na NFL pela porta da frente. Foi o número 1 do draft do seu ano, escolhido pelo Indianápolis Colts. Lá, ajudou a fazer de um time com campanha 3 vitórias e 13 derrotas ser um time de 13 vitórias e 3 derrotas, e um forte candidato a título na AFC.

Lá, Manning venceu o Super Bowl XLI e estabeleceu alguns dos seus maiores recordes. Com as contusões atrapalhando, foi dispensado e recrutado pelo Denver Broncos, para lá seguir estabelecendo marcas que fatalmente o colocam no Hall da Fama do esporte, inclusive com o recorde de passes para touchdown (509). Tem a honra de dizer que é o QB campeão do histórico Super Bowl 50, mesmo com a sua pior temporada na carreira em números.

Peyton Manning se aposenta para virar lenda do futebol americano. Na minha opinião, não superou Joe Montana (ao meu ver, o melhor de todos os tempos). Talvez não supere Tom Brady, que tem quatro títulos de Super Bowl. Mas foi, sem sombra de dúvidas, o melhor quarterback que vi jogar na NFL.

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Na verdade, não são os números, que no caso de Manning, são impressionantes. Mas sim a forma como ele mudou o jogo.

Peyton Manning era um técnico dentro de campo. Literalmente. É o QB mais inteligente que já pisou em um campo da NFL, por conta de sua capacidade absurda de ler o posicionamento da defesa adversária, e modificar a jogada previamente determinada. E em uma janela de tempo de apenas 40 segundos. Ninguém na liga é capaz de fazer isso tão bem como ele.

Peyton Manning viveu o jogo intensamente. Cada segundo. Sofreu as dores físicas das contusões, as dores emocionais em perder jogos importantes (principalmente nos playoffs), as finais da AFC, os duelos contra Tom Brady. Soube lidar com o fracasso de ser dispensado pelo time que defendeu boa parte de sua vida, o triunfo de voltar ao topo (e reconhecer que isso só aconteceu por causa de sua defesa), e a sabedoria de encerrar sua trajetória no topo.

Por mostrar uma paixão única pelo futebol americano, por apresentar uma postura impecável e exemplar, e por despertar inclusive o ódio de torcedores adversários, não resta dúvidas que Peyton fará muita falta para uma liga que tem muito a agradecer à ele. A NFL é hoje o esporte número um de muita gente por causa de Manning. Muita gente acha esse esporte fantástico por causa da genialidade desse cara.

Eu sou um deles. Por isso digo… muito obrigado, Peyton Manning. Fará muita falta na NFL na próxima temporada.

Ou… até breve… quem sabe… na sideline!

Prêmios da NFL

  • 5x NFL MVP (2003, 2004, 2008, 2009, 2013)[6]
  • Best NFL Player ESPY Award (2004,[5] 2005[5] )
  • 12× selecionado para o Pro Bowl (1999–2000, 2002–2009, 2010, 2012)[7]
  • 7× First-team All-Pro (2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2012, 2013)[5] [5] [8]
  • 3× Second-team All-Pro (1999, 2000, 2006)[9] [10] [11]
  • Bert Bell Award (2003, 2004)[12]
  • 1998 NFL All-Rookie First Team[7]
  • 2004 AFC Offensive Player of the Year[6]
  • 2004 Fedex Express Player of the Year[13]
  • 2005 Best Record-Breaking Performance ESPY Award[5]
  • 2005 Walter Payton Man of the Year Award[6]
  • 2005 Byron “Whizzer” White Humanitarian Award[7]
  • 2005 Pro Bowl MVP[6]
  • 2007 Super Bowl MVP[14]
  • 2007 Best Championship Performance ESPY Award[6]

Smart Rope mostra nosso desempenho nas atividades físicas no ar

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A Smart Rope é uma corda de pular inteligente e conectada, que pode quantificar nossa atividade, mas exibindo as informações no ar. A própria corda se encarrega de dar as informações de acordo com o movimento que produzimos durante as atividades, e seu design dos bastões é rotatório, mostrando o cuidado em cada detalhe do projeto.

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A corda possui uma série de LEDs que podemo exibir até quatro dígitos com os giros promovidos pelo atleta. Pode contar o número de pulos realizados, o tempo gasto ou as calorias queimadas, e um botão nos bastões permite a troca de opções.

A Smart Rope conta com sensores para registrar a nossa atividade, além da tecnologia Bluetooth 4.0 para enviar os dados para um smartphone ou wearable, para melhor análise de nosso desempenho, através do aplicativo SmartGym.

O dispositivo é funcional, mas não está disponível, e nem pode ser reservado. A Tangran Factory (desenvolvedora do produto) deve lançar a campanha de financiamento do produto em breve.

 

Via

Baidu patrocina time de futebol do Rio Claro, que disputa a série A do Paulistão

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A multinacional de tecnologia Baidu fechou patrocínio para apoiar o Rio Claro Futebol Clube ao longo do primeiro semestre de 2015.

O Rio Claro, equipe que disputa a série A do Paulistão pelo terceiro ano seguido enfrentará rivais como São Paulo e Palmeiras em jogos transmitidos pela TV aberta e a cabo. O patrocínio visa dar visibilidade à marca Baidu, empresa que figura entre as 10 maiores companhias de internet do mundo e, no Brasil, já atende 50 milhões de usuários com serviços como buscas na web, antivírus e aplicativos para smartphones Android.

O patrocínio representa o passo inicial da companhia de investir em grandes eventos no Brasil. A Baidu acredita que o esporte é um canal efetivo para apresentar suas tecnologias, buscando mais usuários para experimentarem suas ferramentas gratuitas.

O Baidu distribui no Brasil o software de segurança Baidu Antivírus, o acelerador PC Faster e o navegador Baidu Browser, todos 100% gratuitos.

Via assessoria de imprensa

As hashtags que você deve acompanhar durante o #SuperBowl XLIX

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Daqui a poucas horas acontece no University of Phoenix Stadium em Gleendale, Arizona (EUA) o #SuperBowl XLIX (ou #SB49), a final do campeonato de futebol americano da NFL. Como nos dias de hoje não tem mais muita graça ver qualquer coisa na TV sem comentar nas redes sociais, esse post dá algumas dicas das hashtags que vocês devem seguir durante o jogo, para acompanhar os comentários em tempo real no Twitter, e dois dias depois no Facebook #troll.

Não necessariamente temos que listar itens que são exclusivamente relacionados ao futebol americano. Estamos falando de um evento mundial, com várias referências à cultura pop, ao mundo da tecnologia e ao universo da música. O que torna o #SuperBowl algo acessível para praticamente qualquer pessoa.

Vamos lá? Ok.

A hashtag oficial da #NFL para o #SuperBowl é #SB49. É essa que deve ficar em maior evidência durante todo o jogo. Porém, não será surpresa se as tags #SuperBowl ou #SuperBowlXLIX figurarem nas primeiras posições. Porém, por uma questão de economia de espaço de caracteres, o #SB49 é a mais recomendada.

É claro, temos os dois times envolvidos: Seattle #Seahawks (campeão da NFC) e New England #Patriots (campeão da AFC). Os líderes naturais desse time são os seus dois QBs (ou Quarterbacks), #RusselWilson e #TomBrady (esse último também é carinhosamente conhecido como #Giselo… entendedores entenderão…), mas não são os únicos a receber destaque.

#RobGronkowski (ou simplesmente #Gronk) e #DannyAmendola, ambos dos #Patriots, devem ser observados de perto. Podem decidir a favor do time de New England, e são vozes ativas dentro de campo. Assim como #RichardSherman e #Marshawn Lynch, jogadores dos #Seahawks. Aliás, para Lynch temos mais duas hashtags interessantes: #BeastMode (por ser um running back praticamente indomável, com corridas furiosas contra a linha defensiva adversária) e #Skittles (doce favorito de Lynch; de acordo com a mãe dele, esse é o segredo de sua aptidão atlética).

O #SuperBowl tem como um dos seus atrativos o Show do Intervalo (o #HalftimeShow), que também deve ser acompanhado de perto por muita gente. Nesse ano, a atração musical fica por conta da cantora #KatyPerry, que contará com a ajuda do rocker #LennyKravitz. Esse é um dos momentos onde as hashtags relacionadas ao jogo devem ter um maior volume de mensagens postadas.

Algumas marcas investem pesado no #SuperBowl, seja patrocinando segmentos do jogo ou áreas relacionadas à liga (como é o caso da #Microsoft, que ofereceu pela primeira vez na história da #NFL tablets #Surface, para substituir as tradicionais pranchetas ou folhas de playbooks). Um exemplo do que estou falando é que hashtags da #GoDaddy, #Pepsi, #McDonalds, #Samsung, #Nike e outros anunciantes que tradicionalmente preparam propagandas comerciais especificamente para esse jogo devem ser impulsionadas ao longo da noite de hoje.

Ah, sim, claro… onde você pode ver o #SuperBowl?

Nos EUA, o jogo será exibido pela #NBC. No Brasil, a #ESPNBrasil vai exibir na TV paga, e o #EsporteInterativo fará a cobertura na TV aberta. Ao longo da temporada, a ESPN Brasil utilizou a hashtag #ESPNtemNFL durante os jogos, mas na final, a tag a ser utilizada deve ser mesmo a #ESPNtemSuperBowl49. O Esporte Interativo não definiu sua tag até o momento da produção desse post.

Enfim, acho que é isso. Essas são as principais.

Nos falamos no Twitter (@oEduardoMoreira) a partir das 19h. E bom #SuperBowl para vocês!

…e as câmeras térmicas fazem da F1 algo ainda mais espetacular…

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A F1 continua a ser a top de linha em termos de engenharia e potência automotiva. Uma forma de se comprovar essa afirmação está nas imagens captadas com as câmeras térmicas. A empresa Flir, em parceria com a equipe Infiniti Red Bull Racing, publicou um vídeo de um dos carros com várias dessas câmeras térmicas instaladas.

O modelo analisado foi o Red Bull RB8, que deu o título de campeão do mundo para Sebastian Vettel em 2012, e é possível ver a quantidade de calor que o interior do carro ou suas rodas podem suportar. Simplesmente sensacional.

 

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Assim é medida a distância percorrida por um jogador de futebol durante os jogos

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Como avaliar o desempenho de um jogador de futebol durante as partidas? As variáveis são muitas: passes dados, gols marcados, chutes à gol, recuperação de posse de bola… porém, dentre todos os itens, um se transformou em uma das principais referências para saber se um jogador foi bem ou mal em um jogo: a distância percorrida.

Muito se questiona o desempenho de um atleta pela quantidade de quilômetros percorridos por ele. Nesse post, falo um pouco do que pode acontecer com um jogador nesse aspecto, e o que o mundo da tecnologia tem a ver com isso.

 

As câmeras perseguem os jogadores (e seus números)

Vamos ver como a UEFA, uma das primeiras a incorporar esses dados de performance, conseguiu medir a distância percorrida pelos jogadores em campo. E a resposta está em uma empresa norte-americana, a Stats, que é de propriedade da Vista Equality Partners.

A Stats baseia o seu negócio no desenvolvimento de serviços de estatísticas para diferentes esportes. Dados de todo o tipo em um painel de controle permite o acesso à todas as informações de uma partida em tempo real. Até aí, nada de espetacular.

O que realmente interessa na Stats é o que eles batizaram de “player tracking”. Essa tecnologia vai além da medição de distância percorrida, e oferece outras variáveis individuais, como velocidade média e máxima, aceleração, velocidade com a bola, mapas de calor, distância total, vezes em que teve a posse de bola, entre outros.

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Os dados se separam entre equipes, jogadores e a bola. E é um volume de dados que disseca o jogo completamente.

Ok, a Stats mede muitos dados. Mas… como eles fazem isso?

Os dados coletados pelo Stats são obtidos por um sistema chamado SportsVU, que é um sistema de câmeras de alta definição que se divide em duas plataformas para fazer o registro dos movimentos em campo. É uma combinação de hardware e software simplesmente incrível.

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O SportsVU SV possui três câmeras que seguem os diferentes objetos do campo, obtendo as informações sobre a posição em três eixos (X, Y, Z), criando assim uma corrente de dados que são enviados em tempo real para computadores que os registram. Já o SportVU MV é um sistema de seis câmeras elevadas, que apóia os resultados enviados pelo sistema SV. Não é uma tecnologia perfeita (margem de erro de 3%), mas é suficientemente confiável para tirar conclusões do que acontece em campo.

Na última Copa do Mundo, foi a empresa italiana Deltatre a responsável pelas estatísticas dos jogos, em colaboração com as demais empresas responsáveis pela realização das partidas. Cada partida foi analisada, com suas informações enviadas em tempo real. De novo: como eles fizeram isso?

O sistema da Deltatre que segue os jogadores é parecido com o da Stats: várias câmeras seguem os movimentos de cada um para calcular a distância percorrida, gerando os mapas de calor. E esse parece ser o padrão para os próximos anos.

 

Fome de dados, falta de apetite para analisar esses dados

O que fica claro nesse ponto é que temos tecnologia de sobra para analisar diversas variáveis do jogo, que enriquecem de forma notável as estatísticas das partidas. Porém, ainda existem os mais céticos sobre a questão.

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Como aplicar esses dados de alguma forma? Além de munir o torcedor de dados para a conversa no bar no dia seguinte com os amigos, algumas estatísticas são realmente irrelevantes. Quem se importa com a velocidade máxima de um atleta durante um ataque? Ok, podemos formar um infográfico com os jogadores mais velozes, mas nada muito além disso.

Indo para o lado profissional, essas informações são bem mais úteis. Ver por onde os jogadores correram mais, analisar como o seu adversário se move em campo, e outros dados que podem oferecer conclusões e soluções para as equipes nos próximos jogos.

No basquete, temos um precedente com o Portland Trail Blazers: a equipe utilizou os dados de jogos anteriores e aqueles recebidos em tempo real para afinar um pouco mais a estratégia de jogo. O resultado? A melhor temporada da equipe nos últimos anos.

A melhor Copa do Mundo da minha vida

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Obrigado, futebol. Obrigado por ter voltado para casa. Obrigado por ter se sentido em casa. E por entregar ao fã de esportes e do futebol o seu melhor.

Obrigado, futebol. Obrigado por nos ensinar que um trabalho sério e organizado pode prosperar. Obrigado por não ser injusta. Obrigado por mostrar que trabalhar duro é algo que prospera. Que nos leva ao triunfo.

Obrigado, futebol. Obrigado pela dura lição dada em um 7 a 1. Não somos os melhores no futebol. Podemos voltar a ser. Só que o caminho da recuperação será bem longo. O trabalho precisa ser tão duro e sério quanto aqueles que hoje são os melhores do mundo. Não acredito que as coisas mudarão tão facilmente (nem que as coisas mudarão em alguns aspectos), mas ao menos a lição foi dada. De forma bem clara. Explícita até. E por causa disso, eu agradeço.

Obrigado, futebol. Obrigado por entender que o Brasil é um país cheio de mazelas, dificuldades, injustiças, corrupção e que tem até alguns brasileiros que humildemente chamo de “imbecis”. Mesmo com tudo isso, fomos elogiados por aqueles que vieram para cá. Em troca, você nos deu o seu melhor. Nos entregou uma Copa do Mundo maravilhosa, espetacular. Inesquecível.

Obrigado, futebol. Obrigado por colocar no espírito de cada um dos jogadores das 32 seleções o seu espírito. Mesmo com temporadas exaustivas e contusões, vimos um nível técnico altíssimo, jogos emocionantes, com alguns resultados surpreendentes. Eu agradeço por ter ficado diante da TV na grande maioria dos 64 jogos. O futebol precisava de uma Copa do Mundo como essa.

Por fim, muito obrigado, futebol. Obrigado por ter redespertado em mim os motivos pelos quais eu era apaixonado por esse esporte. Redescobri a paixão e o amor pelo esporte mais imprevisível de todos com essa Copa do Mundo.

Sabe, futebol, eu não deixei de amar você porque você me virou as costas. Eu deixei de amar você porque aqui no Brasil, cuidam muito mal de você. Me deixei ficar cego pela incompetência e descaso de dirigentes locais, sem perceber que a sua beleza vai acima das cartolagens, das maracutaias, dos superfaturamentos e de cambistas internacionais. Você, futebol, deve ser um dos motivos pelos quais nós, seres humanos, somos ainda mais humanos.

Obrigado, futebol. Obrigado por me trazer de novo o desejo de acompanhar jogos do meu time, de secar os adversários, de querer ver ainda mais o que acontece nas ligas europeias. Obrigado por me trazer o tesão de ver de novo uma partida de 90 minutos, de querer comentar na internet as jogadas realizadas, as transações, as polêmicas. Os campeonatos. O título. A Copa do Mundo.

Que durante os próximos quatro anos, eu possa me lembrar dos últimos 31 dias, esperando que a Rússia o receba de braços abertos. E que você, futebol, se sinta bem representado pela Alemanha. São os melhores no que fizeram por aqui, e deixaram lições que temos que aprender. Dentro e fora do campo.

Eu sou Eduardo Moreira. Tenho 35 anos de idade. E vi a melhor Copa do Mundo da minha vida. E, sem medo de errar, a melhor Copa do Mundo de todos os tempos.

Na próxima, que a Dona Lúcia treine o time…

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Em 2010, o Brasil foi eliminado nas quartas de final para a Holanda, em um segundo tempo “de pane”. Essa sim, pane. Hoje, o Brasil perde para a mesma Holanda de 3 a 0, provando que o que aconteceu na última terça-feira não foi “uma pane de seis minutos”. Aliás, o jogo de hoje foi tão sui generis, que Felipão sequer orientou o time direito. Então… que coloquem logo a Dona Lúcia! Sim! Aquela senhora da carta lida por Parreira.

Afinal de contas, mesmo que a Dona Lúcia traga chocolatinho quente para os nossos jogadores ao final de cada treino, ela faria com que a seleção brasileira treinasse em DOIS PERÍODOS, ou que realizasse treinos em campo NO DIA SEGUINTE AOS JOGOS. Sim, pois até a Dona Lúcia sabe que “os jovens precisam estudar, para aprender as lições”.

A Dona Lúcia não inventaria desculpas. Afinal, ela não entende de futebol, mas entende de caráter. Mais: Dona Lúcia também entende que colocar a culpa na arbitragem nunca resolve os problemas que existem em termos técnicos e táticos. Dona Lúcia também ensinaria aos jogadores que é muito feio ficar mentindo pra todo mundo ver, se jogando na área para simular pênaltis. Mesmo porque “menino que mente não ganha presente do Papai Noel no natal”.

Até a Dona Lúcia (que não entende de futebol, mas se conseguiu mandar um e-mail para a FIFA, deve ter jogado o FIFA 14 algum dia na vida) sabe que um time que só tem DUAS JOGADAS SUPER MANJADAS não consegue progredir em uma competição com times com diversas variações táticas e maior entrosamento. Aliás, a Dona Lúcia JAMAIS TREINARIA UM TIME COM TRÊS VOLANTES POR APENAS 15 MINUTOS. A voz da experiência e os anos de vida de Dona Lúcia a fariam treinar esse time nessa formação por mais vezes.

Aliás, a Dona Lúcia ouviria os seus olheiros/auxiliares, que a alertariam sobre a necessidade de povoar o meio campo contra a Alemanha, além de excluir o centroavante “cone” (que entra para a história como o pior centroavante brasileiro de todas as copas), certamente dizendo “meu filho, vai lá para o canto do castigo – o banco – e pensa no que você está fazendo de errado”.

Dona Lúcia… queremos a senhora comandando a seleção brasileira. Não porque a senhora entende de futebol. Mas porque qualquer um de nós entende mais de futebol que José Maria Marin. Seu otimismo e fé na atual comissão técnica são louváveis. Nós perdemos tudo isso. Pois foram 10 gols em 180 minutos. Um gol a cada 18 minutos.

Não foi uma pane de seis minutos.

Em 2018, que venha a Dona Lúcia. Quem sabe a cartinha dela, os bolinhos de chuva e as cartinhas de estímulo tirem o time da CBF do buraco sem fundo que se enfiou. Até porque a Dona Lúcia é “a voz de uma nação” no entendimento de Carlos Alberto Parreira.

E pensar que eu havia deixado de chamar esse time do “time da CBF”… vou ter que retomar essa denominação. Pois esse time não é a seleção brasileira. É o time dos cartolas. O time dos vampiros que estão destruindo com o futebol brasileiro.

Um time que já é treinado pela “Dona Lúcia”. Seja lá quem for essa senhora. Quem sabe ela não é um fruto das mentes alucinadas que estão dentro da CBF…

Meu avô precisa pedir perdão para Barbosa e a seleção de 1950

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O meu avô foi um ingrato. Aliás, toda a geração do meu avô foi muito injusta. Culpar Barbosa pela derrota do Brasil contra o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950 é de uma injustiça sem tamanho. Pra começar, um time é composto de 11 jogadores. Depois, ninguém coloca o mérito do Uruguai nessa vitória. Por fim, depois da humilhação sofrida pelo time do Felipão ontem, a primeira coisa que meu avô e seus amigos velhinhos que falam mal de tudo e de todos sentados no banco da praça jogando dominó deveria fazer é pedir perdão para Barbosa, e para todo o time de 1950.

Aliás, não só nossos avós. Nós, brasileiros, como um todo, precisamos pedir perdão ao time de 1950.

O 7 a 1 sofrido ontem faz o 2 a 1 de 1950 parecer um ótimo resultado. De novo: eu sei que foi triste na época. Muito triste. Foi tão traumático, que nunca mais o Brasil jogou de branco. Mudamos tudo, a ponto de vencer cinco campeonatos mundiais depois disso. Mas não podemos mais tratar a derrota de 1950 como “vexame”. Foi uma decepção. Uma dor profunda, que nos motiva a mudar as coisas para melhor.

Aliás, a derrota de 1950 significou muito mais uma decepção por não conquistar um título mundial em casa do que qualquer outra coisa. A festa interrompida. A alegria arrancada. E isso aconteceu por conta de um time que jogou melhor do que o Brasil. Um Brasil que lutou, mas não conseguiu.

Então, vovôs e vovós do meu Brasil… comecem a perdoar de uma vez por todas a seleção de 1950. Absolvam a alma de Barbosa de uma maldição injusta, imposta por vocês. Diferente do que aconteceu ontem, o time de 1950 lutou, fez o que pode, e não conseguiu. O tal “Maracanazzo” acabou, de vez. Não existe mais esse trauma. Não existe mais o medo do Uruguai. Apenas isso.

Vamos exercer a prática do perdão. Todos nós. Esse capítulo triste do futebol brasileiro foi superado.

Já o time de 2014? Ele entra para a história como o time que sofreu a pior derrota da seleção brasileira. A mais humilhante derrota de nossa história. E eu prefiro ter dentro de mim o sentimento de decepção do que de humilhação. Aliás, por mais indiferente que alguns se sintam à essa seleção brasileira e ao futebol como um todo, é impossível não se sentir parte desse atropelamento.

O Brasil de 2014 é agora o nosso grande fantasma a ser superado. O nosso novo trauma. A nossa nova vergonha, e com dimensões que em 1950 eram inimagináveis. Afinal de contas, em 1950 não existia a transmissão de TV via satélite, a internet, o Twitter, o Facebook, o Instagram… em 1950, a “vergonha” foi doméstica. Hoje, toda e qualquer humilhação é transmitida para o mundo todo. E o mundo todo falou disso.

Aliás, que a derrota do Brasil de 2014 deixe uma grande lição para o “torcedor brasileiro”. Sim, coloco a expressão entre aspas porque não considero nem gente aquele cara que chega nas redes sociais e prega a pena de morte para um zagueiro do time adversário que tira o craque do Brasil em uma jogada desleal, ou que ameaçam estuprar a filha pequena desse mesmo zagueiro em uma foto no Instagram.

Esse “valentão do sofá”. O tipo de brasileiro que fode com o Brasil.

Que a derrota do Brasil de 2014 consiga “baixar a bola” desse tipo de brasileiro. Um brasileiro que não sabe perder, e muito menos ganhar na vida. Um brasileiro que é arrogante, prepotente, se acha o melhor do mundo, e acha que tem que ganhar a todo custo. Ou vencer de qualquer jeito.

Esse “torcedor brasileiro” é o que mais deve sofrer com essa derrota. Enta na conta dos humilhados de sua própria falta de discernimento, de inteligência. É praticamente um filho travestido do José Maria Marin (presidente da CBF), o “filhote da ditadura militar”, que jamais jogou futebol na vida.

Amigos… temos um novo trauma. Temos um “Mineiraço”. Será que vamos mudar tudo de novo? E não… aposentar a camisa amarela não vai resolver nada dessa vez.

 

P.S.: O título desse post é uma metáfora. O meu avô faleceu há 11 anos, e ele não perdoou Barbosa até a morte.

P.S.2: Barbosa faleceu em 2002, sem ser perdoado pelo povo brasileiro. Esquecido, injustiçado. Quem sabe agora a sua alma pode descansar em paz.

Reflexões depois de um 1 a 7

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Eu não estou decepcionado. Eu estaria decepcionado se eu vivesse em 1950. Estou humilhado. Essa foi a pior derrota de todos os tempos do futebol brasileiro. Eu não me lembro quando foi a última vez que o São Paulo perdeu de 7 a 1, que dirá a última vez que o Brasil perdeu de seis gols de diferença. Eu não estava vivo. Isso aconteceu em 1920. De qualquer forma, é mais humilhação do que decepção.

Não estou bravo com a derrota do Brasil. Pelo contrário. Quando ficou 4 a 0, eu comecei a rir, e não foi de nervoso. Nessas horas, é melhor rir de si mesmo. Se estressar pra quê? Por conta do futebol? Pior: da falta de futebol? Da inexistência do futebol brasileiro, e da plenitude do futebol alemão? Não podemos ficar bravos com isso. Temos é que aplaudir de pé o planejamento dos alemães, que por oito anos perseguiram de forma obsessiva essa final. Se planejaram, executaram e nos massacraram.

Sim. Massacre. Vexame. Humilhação. Aniquilação. Espancamento. São tantos termos que é difícil escolher.

Acredito que o Brasil já vem sendo espancado há muito tempo. Vide os 4 a 0 do Barcelona contra o Santos (e depois o 8 a 0 do mesmo Barcelona, em cima do mesmo Santos, no amistoso após a venda do Neymar). No último Mundial de Clubes, o Atlético Mineiro não chegou na final do torneio. Na Libertadores 2014, não temos um representante entre os semifinalistas do torneio.

E o Brasil? Bom, o Brasil foi isso o que vemos hoje.

Olha… geração de 1950, que chorou a derrota do Brasil contra o Uruguai… vocês foram felizes, e não faziam ideia disso. Eu sei, foi muito triste. Demais. Mas foi a dor da decepção. Por conta daquela derrota, vocês mudaram tudo, e transformaram o futebol brasileiro, que já era bom, no melhor do mundo. Campeão. O trauma foi tão grande, que reformularam tudo.

E eu não imagino que isso vai acontecer agora.

Fomos humilhados pela Alemanha, que jogou muito mais (contra um time que não existiu), que mostrou que eles fizeram tudo certo, e nós, tudo errado. Hoje, vejo os programas de debate esportivo discutindo um hipotético futuro do futebol brasileiro, mas não vejo perspectivas de um futuro melhor. Não imagino, nem de longe, uma futebol brasileiro “fechado para balanço”, expulsando escórias retrógradas como José Maria Marin e seus “apadrinhados” do núcleo da CBF.

Pelo contrário.

Imagino esses “cidadãos” se agarrando ainda mais ao poder, com a falsa promessa de “vamos salvar o futebol brasileiro”. Mentira. Vão destruir ainda mais.

Essa é a pior derrota do nosso futebol em 100 anos de história. A mais vexatória, ainda mais levando em consideração tudo o que envolveu o jogo de hoje. Será que não é hora de repensar tudo? De realmente dar espaço para novas ideias, de reorganizar nossos campeonatos, de nossa forma de ver futebol, ou até mudar a nossa forma de ver o esporte? Buscar mentes novas?

Seria o ideal. Mas para alguns caras que afirmaram que “o hexa é nosso” antes da bola rolar, não imagino eles contando com tanta sapiência para reconhecerem que fizeram o maior estrago da história do nosso futebol.

5 a 0 com 30 minutos. O Brasil não só precisa aprender a perder. Mas reaprender a jogar o jogo.

Como o Twitter reagiu ao gol da Alemanha contra os EUA na Copa do Mundo?

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A Alemnha venceu os EUA ontem (26) por 1 a 0 no Mundial 2014. Os dois se classificaram para a próxima fase. E o gráfico acima mostra como foi a resposta dos usuários do Twitter na hora do gol, onde os termos “nazi” ou “nazis” (ofensivos, diga-se de passagem) dispararam para 20 menções por segundo.

Quem fez o estudo foi o pessoal do site Deadspin, através da ferramenta de medição alojada no Github. Eles mediram o número de tweets enviados durante as duas horas do jogo, e o número de vezes que as duas palavras foram mencionadas. No total, foram 30.209 tweets, sem filtros geográficos (mas a grande maioria dos insultos vieram de usuários dos EUA).

A imagem acima fala mais do que as palavras. Após o gol da Alemanha, os termos “Nazi” ou “Nazis” dispararam até 20 tweets por segundo. Se esse estudo for repetido com diferentes países e outros insultos, os resultados serão os mesmos.

Ou seja… a estupidez não tem fronteiras, nem idiomas. Ainda mais nas redes sociais.

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