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A notícia do dia de hoje (6) é o rumor da saída da Xiaomi no Brasil, algo que a assessoria de imprensa da fabricante já negou em comunicado oficial. Logo, por enquanto, a empresa não deve sair. Mas, se o fizer, não será nenhuma surpresa.

Teorias das mais diversas são ventiladas para explicar uma possível desistência da empresa ao nosso mercado, incluindo o modelo de negócio que eles adotaram, baseado na venda direta de dispositivos pelo site da empresa, com vendas exclusivas no cartão de crédito. Isso mudou com o passar do tempo, e agora a empresa já aceita pagamentos via boleto bancário e até fechou parcerias com diferentes e-commerces e operadoras para comercializar os seus produtos.

Mas o grande problema para a Xiaomi e outras tantas fabricantes é o atual cenário econômico brasileiro, além do comportamento do consumidor para os produtos de tecnologia. Já observei que o brasileiro tem uma certa resistência às marcas estrangeiras e/ou desconhecidas. Senti essa resistência à Quantum e Lenovo, e o mesmo deve acontecer com os chineses, que são mais conhecidos pelo público geek.

Além disso, para quem acompanha o cenário econômico brasileiro com o mínimo de isenção sabe que o mercado está retraído em várias esferas. Hoje temos a notícia que as Lojas Americanas registrou prejuízo de R$ 23,9 milhões no primeiro trimestre de 2016. Isso mostra como o mercado como um todo está complicado, e como o cenário geral está crítico.

Sem falar que o fim das isenções fiscais da Lei do Bem deixou a situação dos dispositivos da faixa de preço que normalmente a Xiaomi oferece ainda mais complicada, deixando de ter uma relação custo-benefício tão favorável assim. E isso porque não estamos falando dos problemas com as baterias Mi Power Bank, que não podem ser vendidas no Brasil porque Anatel encontrou irregularidades técnicas nas mesmas.

Oficialmente, a Xiaomi nega a sua saída do mercado brasileiro. Mas se isso acontecer, será algo bem compreensível e mais do que explicado. Não por causa do tamanho da empresa ou da sua capacidade de distribuição de produtos. Mas sim porque tem muita coisa jogando contra. Nada está ajudando, e você não entra em nenhum tipo de negócio para perder. Ainda mais esta empresa, que até o ano passado estava ganhando e muito com os seus smartphones atraentes.

O tempo vai dizer o que vai acontecer. Fico na torcida para que a empresa não deixe o nosso mercado. Já vimos o que é chato ver por exemplo a HTC deixando o Brasil, com smartphones interessantíssimos lançados lá fora. Se bem que a HTC paga caro até hoje por suas decisões equivocadas. Mas essa é outra história.