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Acho que todo mundo sabia ou imaginava que um dia a Nokia voltaria. É uma marca forte em várias regiões do planeta, com grande apelo com várias gerações de usuários. O que talvez chame a atenção é ver como a Microsoft lidou com essa marca como se fosse um lenço de papel usado, como se fosse um nada. Isso gera indignação em muita gente. Por outro lado, teremos a empresa de novo no mercado mobile. E o mais importante: com o seu DNA, com parte da filosofia que a tornou uma gigante no passado.

Os principais executivos das empresas que agora contam com os direitos de utilização da marca Nokia são experientes executivos da centenária finlandesa, e conhece muito bem o gosto do sucesso. Ou pelo menos testemunharam como seus produtos se tornaram os mais cobiçados do mercado. E aqui está a esperança de que o resultado final dessa nova fase seja a oferta de produtos que carregam toda a filosofia da empresa que muitos aprenderam a amar.

Talvez o grande desafio dessa nova Nokia está em justamente prevalecer em um mercado mobile tão competitivo, onde Apple e Samsung são protagonistas, mas com coadjuvantes de calibre (LG, Sony, Lenovo, Xiaomi, etc), uma Microsoft que tenta crescer, e uma BlackBerry que luta (teimosamente, diria eu) pela sua sobrevivência. É um cenário completamente diferente daquele que os finlandeses viviam há 15 anos atrás, onde eles eram a referência, e Motorola, Ericsson, Alcatel e derivados tinham que correr atrás deles.

É cedo para definir quais são os objetivos finais da nova Nokia nessa volta ao mercado mobile. É claro que toda empresa quer gerar lucros e crescer, mas… como eles farão isso? Onde vão atuar? Qual é a estratégia de preço para os produtos?

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Essas perguntas serão respondidas ao longo do tempo. Por enquanto, sabemos que os principais executivos conhecem o que é a Nokia a fundo, que a Foxconn vai ceder uma de suas subsidiárias para produzir e distribuir os dispositivos, que a nova empresa finlandesa HMD vai desenvolver os projetos, que a velha Nokia vai supervisionar tudo para garantir que os produtos não venham a denegrir sua marca, e que esses smartphones e tablets contarão com o sistema operacional Android.

Algo que a velha Nokia deveria ter feito em 2010.

O mundo dá voltas. Hoje, ficamos sabendo que a Nokia vai voltar, do jeito como muitos sugeriram que ela deveria fazer bem antes de ser absorvida pela Microsoft. Assim como é tudo nessa vida, o mundo da tecnologia também é cíclico, e poucas vezes temos uma segunda chance como essa.

Espero que, dessa vez, a Nokia saiba aproveitar melhor essa segunda chance.