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O mercado de wearables ficou saturado?

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O mercado de wearables está diretamente relacionado com o mercado de smartphones, e se um registra queda no volume de vendas, o outro é arrastado, de forma quase inevitável. E, por mais inacreditável que possa parecer, os relógios e pulseiras inteligentes registraram quedas nas vendas.

O complexo ano de 2022 está deixando os seus efeitos, e diferentes produtos de consumo estão deixando de ser prioridade na hora dos usuários realizar investimentos. Sem falar na saturação do segmento de mercado como um todo.

Os dois fatores mencionados no parágrafo anterior podem ser os principais motivos para explicar a queda de vendas no segmento de wearables. Vamos então entrar em detalhes sobre o assunto.

 

 

 

Queda do mercado de wearables no primeiro trimestre de 2022

Osa números são do IDC. No primeiro trimestre de 2022, a queda nas vendas de dispositivos wearables foi de 3%, com 105,3 milhões de dispositivos enviados ao redor do mundo. As pulseiras inteligentes foram as mais afetadas, com 40,5%.

Aqui, essa queda vertiginosa nas vendas pode ser explicada por uma menor oferta de pulseiras inteligentes em função da redução da demanda. E isso está também diretamente relacionado com o aumento nas vendas dos relógios inteligentes (+9,1%), o que indica que os usuários estão gradativamente mudando um tipo de produto por outro, principalmente por conta das maiores capacidades de monitoramento da condição de saúde que o smartwatch naturalmente oferece.

Já os fones de ouvido sem fio sofreram menos, com uma queda de apenas 0,6% no período, o que mostra que esse tipo de acessório ainda tem fôlego e apelo comercial junto aos usuários. Até porque quase todos os fabricantes de smartphones removeram o conector de 3.5 mm dos seus dispositivos, praticamente obrigando os usuários a recorrerem aos fones de ouvido sem fio.

No caso dos dispositivos wearables da Apple, o aumento foi de 6,6%, com a ajuda das boas vendas do Apple Watch. Por outro lado, a Samsung foi afetada pela queda nas vendas dos seus smartphones, o que derrubou também a venda dos seus fones de ouvido sem fio.

 

 

 

Uma concorrência cada vez mais canibalizada

O estudo da IDC também mostra alguns outros motivos periféricos para o mercado se comportar dessa forma. Um desses motivos é a maior concorrência nos dispositivos de entrada, com produtos cada vez melhores e mais baratos.

Esse movimento de mudança dentro do segmento de entrada dos wearables está obrigando os fabricantes mais veteranos ou tradicionais a entregar produtos cada vez melhores. O problema é que esses produtos acabam custando mais caro, o que inevitavelmente espanta o consumidor, que deixa de comprar produtos que rendem um ticket médio mais alto para os fabricantes.

De qualquer forma, a realidade mostra que o mercado de wearables está muito saturado, com muitos fabricantes e modelos concorrendo com preços cada vez mais competitivos. Muitos usuários passaram a dar mais importância para o monitoramento de sua saúde, e buscam produtos cada vez mais sofisticados e especializados neste aspecto.

Por outro lado, o mercado dá sinais claros de saturação, e os fabricantes desses dispositivos precisam ficar atentos para ao menos tentar estancar uma possível sangria que pode ser difícil de se conter em um futuro a médio prazo.


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