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O videoclipe de Paul McCartney com Beck, via Deepfake

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Muitos estão preocupados com o uso da Deepfake para práticas ilícitas que podem prejudicar a imagem de outras pessoas. Por outro lado, não podemos negar o avanço espetacular desta tecnologia, e o que quero mostrar neste post é um claro exemplo disso.

Quando combinamos o Deepfake, mentes musicais brilhantes e uma tecnologia avançada, os resultados são extraordinários. Reviver ou rejuvenescer artistas de forma digital é um uso excelente deste recurso, e deveria ser melhor explorado pela indústria.

Um dos melhores exemplos do que estou falando é esse videoclipe que está disponível no final deste post, onde um jovem Paul McCartney aparece cantando e dançando ao ritmo de uma canção do Beck.

 

 

 

Passado e presente se encontram com a ajuda do Deepfake

A produção deste videoclipe é simplesmente incrível e, diante de tal obra, não dá para deixar de imaginar o que pode vir para o futuro. Pense em como seria uma parceria póstuma entre Michael Jackson e Freddie Mercury, e já podemos começar a olhar para as Deepfakes com outros olhos.

Este é apenas o início de algo que pode ser incrível se utilizado pelas mãos corretas. O futuro pode ser muito promissor, com a participação de celebridades em obras que, sem esses recursos, seria algo definitivamente impossível de acontecer.

 

 

 

Como uma Deepfake é produzida?

 

 

Para quem ainda não sabe, uma Deepfake está diretamente relacionada com a tecnologia de machine learning, uma vez que a mesma acontece através dos recursos de uma inteligência artificial que é alimentada com incontáveis imagens de alguma pessoa.

Isso é feito para que a IA aprenda as principais características do rosto da pessoa, permitindo inserir traços fisionômicos de praticamente qualquer ângulo dessa face no rosto de outra pessoa.

A Deepfake funciona muito melhor quando a pessoa tem um rosto similar ao da celebridade que estamos tentando recriar. Por causa disso, não é uma tarefa fácil entregar resultados convincentes. Sem falar que o computador que vai construir o rosto em outra pessoa precisa ser bem potente para dar conta do grande volume de dados.

É claro que todo o processo de construção de uma Deepfake será muito mais simples no futuro. Porém, a base do conceito não deve mudar, e um volume enorme de dados do rosto da celebridade a ser recriada ainda será necessário.

Enquanto isso, vamos observando o enorme avanço da inteligência artificial relacionada à arte. E não só na criação de celebridades, mas também ao escrever livros, notícias e roteiros cinematográficos de forma automática, criando pinturas e até obras de arte moderna. E tudo isso é feito por um cérebro artificial desenvolvido especialmente para essa finalidade.

O tempo vai dizer como essa inovação tecnológica vai se materializar em nosso mundo, mas nesse momento os resultados são empolgantes e, ao mesmo tempo, assustadores. Não vai demorar até que seja literalmente impossível distinguir o que é feito por uma máquina da realidade.

 


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