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A OPPO apresentou o seu primeiro smartwatch, o OPPO Watch. Tal e como fez a maioria dos fabricantes chineses, entrega um produto “altamente inspirado” (e eu espero que você entenda a minha ironia quando eu uso essas aspas) no Apple Watch. Nem podia ser diferente: por que inovar se você pode copiar e, dessa forma, ganhar mais dinheiro e mais rápido?

Mas nem tudo se baseia na clonagem aqui. A OPPO decidiu aportar uma boa dose de independência na teoria e na prática. Uma independência que pode ser bem vinda para conquistar usuários que querem se livrar da dependência do Google, ao mesmo tempo em que entrega uma maior versatilidade para não depender tanto do telefone para as atividades físicas.

 

 

 

Independente Futebol Clube

 

 

O OPPO Watch quer ir além de quantificar exercícios físicos, monitorizar o sono e receber notificações do smartphone. O simples fato de ter um chip eSIM integrado faz com que esse relógio seja mais independente que a maioria dos seus principais concorrentes no mercado, e esse diferencial pode ser relevante na escolha de um grupo específico de pessoas que querem deixar o celular em casa para algumas atividades.

Especialmente os esportistas, que não suportam o fato de carregar um peso adicional na hora de fazer exercícios, correr ou andar de bicicleta. A comunicação em qualquer lugar está garantida com o eSIM integrado ao relógio. Sem falar que, se o usuário quiser, nem precisa usar o Spotify para ouvir música: o relógio conta com 8 GB de armazenamento para os usuários que desejam armazenar algumas de suas músicas preferidas em MP3.

Outro ponto de independência do OPPO Watch é mais técnico e conceitual, mas igualmente importante: o distanciamento do Wear OS.

 

 

O novo relógio da OPPO conta com o Color OS no lugar do sistema operacional do Google, o que significa que os menos paranoicos (tá, vou aliviar aqui… os mais precavidos) fiquem um pouco mais longe do monitoramento de dados por parte da gigante de Mountain View. Tudo bem, você ainda pode ter os seus dados bisbilhotados pela OPPO, mas aí você está fazendo por sua conta e risco (e porque pagou para a empresa ao comprar o produto).

 

 

 

OPPO Watch: vale a pena?

 

 

Ao meu ver, vale sim.

É um produto bem resolvido em sua proposta, com especificações técnicas que, na teoria, podem entregar uma boa experiência de uso para o dia-a-dia da maioria dos usuários. Seus 21 dias de bateria (que podem ir além, caso o usuário escolha o modo de baixo consumo) são mais do que suficientes para os mais exigentes, e a conectividade 3G e 4G do eSIM entregam a independência que eu tanto destaquei ao longo desse post.

Resta saber se o Color OS é realmente mais competente do que o Wear OS (uma missão que, convenhamos, não é das mais complicadas, considerando que o Google meio que ‘abandonou’ o seu sistema operacional para relógios inteligentes), entregando uma boa experiência de uso (inclusive na oferta de aplicativos para trabalhar com o relógio) e um bom gerenciamento de bateria (algo provável, pois… 21 dias de autonomia, certo?).

 

 

O OPPO Watch, visto de longe, parece ser um produto bem interessante. E não se limita a ser uma cópia do Apple Watch. Nem de longe. E muito menos de perto.


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