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Por que o Windows 7 não se chamou Windows 7.0?

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Se você sempre se perguntou por que o Windows 7 nunca se chamou Windows 7.0, chegou a sua vez de se sentir um vencedor na vida, pois finalmente você vai receber uma resposta. Agora, se ela será a melhor resposta que você pode receber, é outra história.

O Windows 7 não recebeu um nome de cidade como nome de código, e iniciou uma verdadeira bagunça desorganizada na nomenclatura do nome interno do sistema operacional da Microsoft. Várias divisões da empresa se envolveram nessa discussão, algo que quase enlouqueceu o responsável máximo pelo desenvolvimento desse software.

A partir de agora, você fica sabendo porque o Windows 7 não se chamou Windows 7.0. Um detalhe que pode parecer algo ridículo, mas que é muito mais importante do que você imagina.

 

 

 

O calvário para o nascimento do Windwos 7

Steve Sinofsky foi o principal responsável pelo desenvolvimento do Windows 7 e Windows 8, e muitos afirmavam que ele seria o líder da Microsoft antes de sua abrupta saída da empresa em 31 de dezembro de 2012. Agora, ele compartilha com o mundo como foi o processo de planificar e executar o sucessor do falido Windows Vista.

Tudo começou antes mesmo do lançamento do Windows Vista em 30 de janeiro de 2007, uma vez que os planos do Windows 7 começaram a sério em dezembro de 2006, com conclusão em julho de 2007. Ou seja, apenas seis meses de desenvolvimento para corrigir um erro enorme por parte da Microsoft.

Tudo começou pelo nome de código que, dessa vez, foi simplesmente Windows 7. Por quê? Porque esta seria a sétima versão do Windows. Seu predecessor, o Windows Vista, era a sexta versão comercial do sistema operacional, e a numeração 6.0.6000 era designada para a parte técnica do software. E no lugar de insistir em um nome interno complexo ou de uma cidade (Nashville para o Windows 98, Memphis para o abortado Windows 96, etc), bastou Sinofsky batizar com a numeração da versão em desenvolvimento.

Porém, de imediato, veio um problema: nomear o Windows com o número de sua versão poderia resultar em grandes conflitos de compatibilidade de aplicativos, que deixariam de identificar o sistema operacional com a sua “versão principal”, justamente por causa de sua definição com o primeiro dígito.

E se o nome de código já dava esse nível de problema, imagine o nome comercial do sistema operacional.

 

 

 

O Windows 7 seria “um lançamento menor”?

Já a equipe de marketing da Microsoft entendia que deveria ser lançado o Windows 7.0, para que a imprensa não pensasse que essa era uma versão menor, o que eventualmente faria com que muitos clientes não atualizassem os seus computadores.

Isso quase enlouqueceu Sinofsky, que tinha em mente que o nome Windows 7 poderia contemplar a todos os aspectos envolvidos, ao mesmo tempo que faria com que ele e sua equipe não perdesse mais tempo com bobagens e avançasse no desenvolvimento da versão para um lançamento dentro do prazo.

O Windows 7 envolveu US$ 150 milhões no seu desenvolvimento, 45 times de 1.400 engenheiros de software, um time de design e pesquisa de 100 pessoas, aproximadamente 20 profissionais para planejamento de produtos e uma grande equipe de responsáveis pelas versões internacionais do sistema operacional coordenando o trabalho de traduções ao redor do mundo.

 

 

 

A bagunça da numeração das versões do Windows

No final das contas, o Windows 7 foi conhecido comercialmente como… Windows 7. Porém, para efeitos de engenharia de software, ele é conhecido como Windows 6.1. Só para não complicar as coisas nas questões de compatibilidade de software.

E essa decisão estabeleceu um caos interno para a Microsoft. O Windows 8 é conhecido internamente como Windows 6.2 e o Windows 8.1 como Windows 6.3. A bagunça só acabou no Windows 10, que teve o seu nome interno coincidindo com o número… até o Windows 11, pois alguém dentro de Redmond não presta e decidiu chamar essa versão internamente como Windows 10.x.

A pessoa que fez isso precisa apanhar na cara. Apenas isso.


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@oEduardoMoreira