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Por que os produtos da Xiaomi são (ou eram) tão baratos?

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Um dia, a Xiaomi chegou, deu muito o que falar e mudou as nossas vidas para sempre com smartphones (e, depois, com outros produtos de praticamente todas as categorias) com preços absurdamente baixos. E isso fez com que todo mundo quisesse comprar um produto da marca.

Hoje, até a Xiaomi decidiu subir os preços de alguns dos seus produtos. Mesmo assim, conta com uma enorme legião de fãs e, em alguns casos, mantém os seus preços reduzidos. E ainda é difícil entender como a empresa consegue manter valores competitivos para vários dos seus produtos.

Neste post, vamos apresentar algumas respostas que explicam a excelente relação custo-benefício da Xiaomi.

 

 

 

A filosofia para competir contra gigantes do setor

A Xiaomi sempre deixou claro que queria alcançar o maior número possível de usuários com preços muito atraentes. A estratégia era para bater de frente com gigantes como Samsung ou Apple, e o tempo mostrou que os planos funcionaram como esperado.

A empresa nasceu em 2010, e não teve vida fácil ao longo do tempo. Com um mercado estabelecido, a Xiaomi tinha que sair da China e superar a desconfiança dos usuários de todo o mundo com produtos chineses para se destacar. E o preço reduzido foi essencial para ganhar visibilidade.

 

 

 

Preço reduzido… e margem de lucro peculiar

A Xiaomi só pode vender produtos mais baratos porque a sua margem de lucro é menor do que a da concorrência. Bom, pelo menos era, pois os últimos lançamentos da marca (principalmente no segmento de smartphones) ficaram mais caros.

De qualquer forma, a maioria dos produtos da Xiaomi entregam para a empresa uma margem de uso de apenas 8%, o que é muito menor do que qualquer concorrente direto da empresa dentro do segmento de tecnologia.

A margem de 8% é suficiente para que a Xiaomi continue a investir em desenvolvimento, vagas de emprego e maquinários, além de outros aspectos importantes para uma empresa do seu porte. E a consequência direta disso é saber que vai vender milhões de unidades de smartphones, pois compradores não faltam.

 

 

 

Diferentes vias de investimento

Outro segredo do sucesso da Xiaomi está no investimento em outros mercados sem precisar se reinventar ou até mesmo oferecer inovações complexas para os seus produtos. E o fruto disso é reinvestir o dinheiro para expandir o seu portfólio.

Sem falar que a Xiaomi não investe tanto dinheiro em patentes e publicidade tal e como fazem os seus concorrentes diretos. É uma empresa naturalmente mais discreta, além de apostar no mundo online, não apenas vendendo pela internet ou comprando publicidade em sites especializados, mas principalmente contando com a publicidade orgânica dos seus clientes.

A Xiaomi não tem tantos intermediários para vender os seus produtos, o que garante que a margem de lucro dos tais 8% seja toda dela. E com tanta gente fazendo propaganda de graça dos dispositivos, a economia em marketing também se reverte em mais dinheiro nos cofres.

 

 

 

As coisas estão mudando na Xiaomi?

De certo modo, sim.

A marca Mi não existe mais. A partir de agora, as linhas de produtos vão se chamar Xioami (alguma coisa) de forma direta. Redmi e Poco se tornaram marcas independentes, e até mesmo os produtos da Xiaomi agora podem ser encontrados em lojas físicas.

Tudo isso se reverte automaticamente em aumento de custos, de modo que os produtos que antes eram absurdamente baratos hoje são um pouco mais caros do que o normal.

Isso pode espantar alguns fãs da marca, o que é algo natural mas não ilegal. Vamos ver até quando esses fãs vão permanecer fieis agora que os telefones não custam tão baratos.

Mesmo assim, entendo que a Xiaomi está no caminho certo. Construiu uma confiabilidade com o grande público, e isso se reverteu na segunda posição global de vendas de smartphones, superando a Huawei e ficando apenas atrás da Samsung.

Que os próximos anos mostrem uma Xiaomi cada vez mais propensa a fazer história no mundo da tecnologia. Vamos ficar de olho com atenção nos seus próximos movimentos.


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