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Não é a primeira vez que a Microsoft tentou fazer o Windows trabalhar com um processador ARM. O Windows RT foi um projeto falido, pois não oferecia vantagem alguma, nem em bateria, muito menos no software.

Já a Qualcomm tinha claras intenções em entrar no segmento de PCs. E o Windows 10 S com suporte para ARM era a oportunidade perfeita para ver o processador Snapdragon 835 em um notebook.

E o conceito “PC sempre conectado” é algo que agrada e muito aqueles que são sedentos por mobilidade e elevada autonomia de bateria para atividades profissionais ou casuais.

O Snapdragon 835 desses novos portáteis receberá o suporte para o modem X16 com suporte ao Gigabit LTE, com um nano SIM integrado, o que oferece a liberdade de conexão aos usuários, e uma versatilidade de uso, já que (em teoria) basta o uso de um simples chip de operadora para a tal conectividade funcionar, sem utilizar o eSIM.

Tudo bem, a maioria dos aplicativos compatíveis com o Windows 10 S devem vir da Windows Store. Mas nada impede que você transforme essa versão em um Windows 10 Pro (por enquanto sem custo adicional) e expandir as possibilidades de uso desse equipamento.

 

 

Além disso, o emulador x86-32 vai permitir (por exemplo) que um Photoshop em modo de 32 bits funcione em um computador com processador ARM.

Mesmo que a performance não seja a de um topo de linha, o emulador pode ser o seu papel, executando aplicativos com relativa agilidade, abrindo uma portabilidade de aplicativos para o Windows que não é possível encontrar nos smartphones.

Enquanto os primeiros equipamentos (da HP e da ASUS) não chegarem ao mercado e passar pelas mãos dos primeiros consumidores e profissionais de tecnologia, tudo o que podemos fazer é especular. Mas entendo que a manobra realizada por Microsoft e Qualcomm pode sim ser a mais correta.

E a Intel que se cuide.