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Muito se esperava das conferências das gigantes do setor de videogames na E3 2016. Porém, com exceção da Nintendo, todas entregaram mais ou menos o que se esperava delas, sem grandes surpresas.

Porém, se é para falar de um vencedor claro no evento de Los Angeles, não podemos nomear nenhuma das três. Nem mesmo um desenvolvedor em específico. Aliás, a grande vencedora da E3 2016 foi a AMD, e os motivos são bem simples: tudo girou, direta ou indiretamente, na sua nova geração de GPUs Polaris.

 

Por que a AMD?

Por um lado, a AMD ofereceu uma grande surpresa com a RX 480, uma placa gráfica baseada no Polaris 10 que permite a execução de jogos em resoluções de 1440p por apenas US$ 199. Seu impacto no setor de games para PCs será enorme, e o produto tem tudo para ser um sucesso estrondoso de vendas. Mas isso não é tudo: devemos pensar também no cenário da realidade virtual e nos consoles de próxima geração.

A Polaris 10 democratiza a realidade virtual, mas também pode dar vida ao Xbox Scorpio e ao PS4 NEo, consoles que devem chegar ao mercado em 2017, marcando uma grande evolução de potência em relação aos atuais Xbox One (S) e PS4.

Soma-se à isso o Nintendo NX, que também contará com uma solução gráfica da AMD, e que pela data prevista para o seu lançamento (março de 2017) pode perfeitamente receber uma variante do Polaris 10.

A presença da gigante de Sunnyvale no mundo gaming é enorme, e não apenas na presente geração, como na próxima. E não se limita à GPU, se estendendo à CPU. Basta lembrar dos núcleos Jaguar do Xbox One e do PS4 e o processador octa-core que a Microsoft confirmou para o Project Scorpio.

Por conta de tudo isso é que a AMD aparece no mercado de videogames como uma potência de hardware. Pelo impacto que a Polaris pode ter em todos os níveis (inclusive na realidade virtual), a empresa foi a grande vencedora da E3 2016.