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Me dou o direito de usar a expressão dita pelo @MarceloSanttana durante o evento Samsung Unpacked 5, ocorrido hoje (24) em Barcelona. No evento, os coreanos apresentaram o Samsung Galaxy S5, nova versão do seu smartphone top de linha, que apresenta algumas melhorias, um leve “tapa” no visual, mas nenhuma grande mudança. Na verdade, estou pra dizer que a Samsung dessa vez copiou o modo Apple de ser, lançando o tal “Galaxy S4s”.

Não que eu não esteja empolgado com o smartphone. O dispositivo é bom, tem recursos que vão chamar a atenção de muita gente (principalmente de uma grande fatia de usuários que são o público-alvo da Samsung: os asiáticos), algumas melhorias bem vindas (a especificação de segurança IP67 é a melhor delas) e algumas inovações que são um tanto quanto questionáveis pela sua utilidade para um grande público.

Se a gente questiona a Apple foi ficar na zona de pasmaceira, e adicionar recursos que outros smartphones possuem a anos, também temos que questionar a Samsung pelo excesso de parafernalhas tecnológicas que, na prática, a maioria dos usuários não vai utilizar. E que, no caso específico do Brasil, só servem para encarecer o preço final do smartphone (que tal como o iPhone, vira um produto supervalorizado).

Ok, eu entendo a Samsung. Eles precisam de argumentos para mostrar para o mundo que a Apple parou no tempo, e que o iPhone deixou de ser o “top dos tops” desde 2012 (pelo menos). Eles já provaram esse ponto no Galaxy S III, na minha opinião.

Agora… monitor de batimentos cardíacos? Será que a maioria dos usuários precisam disso? Bom, a não ser que nossos avós passem a comprar o Galaxy S5 em massa. Eles precisam desse recurso mais do que eu e (provavelmente) você, que está lendo esse post.

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Galaxy-S5-oficial

Mas nem tudo é ruim no Galaxy S5. Uma câmera melhor (16 megapixels, com HDR e foco com tempo de resposta de 0.3 segundos), bordas menores na tela, uma tela ligeiramente maior (apesar de ainda ser uma tela com resolução 1080p – muitos esperavam uma tela 2K) e uma bateria com uma promessa de manter 24 horas de autonomia de uso quando alcançar os seus 10% de carga restantes. Essa última parte (a da bateria), eu só acredito vendo. Eu me pergunto: o quanto de lixo da TouchWiz vamos ter que desativar para obter esse resultado?

Não me entendam mal. O Samsung Galaxy S5 é um produto interessante. Mas não é uma grande atualização do Galaxy S4. Na prática, é um Galaxy S4 melhorado, provavelmente corrigindo os problemas da versão anterior, e com algumas novidades que os coreanos entendem ser essenciais no produto.

No meu entendimento, se você tem um Galaxy S4 hoje, e está feliz com ele, não há porque você correr desenfreadamente para trocar o seu smartphone nesse momento. E dependendo do modelo que você tem hoje, também entendo que a troca não vale a pena. O Galaxy S5 deve chegar ao Brasil em 11 de abril, e deve ser mais um lançamento caro da Samsung, visando o público top de linha (ou a classe A). Não há nada de errado nisso. Porém, entendo que, como geek convicto que sou, suas melhorias são desnecessárias para mim nesse momento.

Para finalizar, até mesmo o Samsung Unpacked 5 foi muito chato. Um evento que se arrastou ao máximo, com momentos constrangedores (onde os estagiários no fundo do auditório aplaudiam as piadas infelizes e recursos que não entusiasmavam as primeiras fileiras, que ficavam com os braços cruzados).

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Mas vamos esperar pela reação do mercado. Pode ser que o Galaxy S5 vire um sucesso de vendas. Apesar dos pesares.