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Em menos de um ano, surgiram uma série de novidades que sinalizam que uma das novas tendências do mundo da tecnologia é… a tecnologia modular. Primeiro, o Project Ara, conduzido pela Google e Motorola (agora é só da Google, já que a Motorola vai para as mãos da Lenovo). Depois, o ZTE Eco-Mobius, com foco na ecologia. Mais adiante, o Blocks, o smartwatch modular, e agora, o NEX, cujas funções variam de acordo com o desejo do usuário.

Onde isso vai parar?

Wearables, e a tendência dentro da tecnologia

2014 vai ser o ano dos wearables. A CES 2014, e principalmente, a Mobile World Congress 2014 mostraram claramente que os fabricantes vão apostar mais nas pulseiras para desportistas (como a Fitbit e a Jawbone) e nos relógios inteligentes . Em comum, todos esses gadgets contam com funções específicas para cuidar da sua saúde.

Agora, os gigantes do mercado de tecnologia começam a chegar nesse segmento. Enquanto Apple e Google seguem apenas sendo o alvo dos rumores sobre os lançamento dos seus respectivos smartwatches, a Samsung já lançou a sua segunda geração de smartwatches, de olho em um mercado estimado de US$ 9 bilhões. E crescendo. Por conta disso, foi protagonista na MWC 2014, com os modelos Gear 2 e Gear 2 Neo, além da pulseira Gear Fit.

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Porém, os smartwatches ainda são produtos caros, e não fazem tudo aquilo que os usuários desejam. E aqueles modelos que fazem, não o fazem com precisão. Porém, com a personalização da tecnologia modular, não vamos ganhar a precisão necessária, mas ao menos ganharemos a personalização, o que já é um grande ganho. Chega de contadores e sensores desnecessários e pouco funcionais.

Dos quatro principais projetos de tecnologia modular, os dois últimos que citei no começo do post (o Blocks e o NEX) são dispositivos wearables, que oferecem uma relação de uso muito mais pessoal, oferecendo uma individualidade nos recursos e funcionalidades.

A boa e a má notícia

Por um lado, os gadgets modulares oferecem um maior controle de uso, maior personalização, e a redução da necessidade de trocar de dispositivo todos os anos. Todo mundo ganha com isso: o seu bolso, o meio ambiente… o seu bolso de novo…

Por outro lado, a experiência pouco controlada já demonstrou os seus problemas. Os produtos mais elogiados e com melhor experiência de uso são justamente aqueles onde cada detalhe foi supervisionado pela marca que o vende. O usuário comum (que é a maioria, por mais que você não concorde com isso) não quer ter que se preocupar em fazer ajustes ou complementos. Querem simplesmente fazer tudo da forma mais direta, simples e óbvia possível.

É claro que os desenvolvedores dos dispositivos modulares podem pensar em soluções que tornam essa experiência de personalização algo tão simples quanto fritar um ovo. Porém, nesse primeiro estágio, as chances do usuário comum ter um certo “preconceito” em relação à proposta é, no mínimo, razoável.

De qualquer forma, essa segue sendo uma iniciativa positiva e promissora. Ver empresas consolidadas no mercado mobile (como ZTE e Google) apostando nessa proposta é uma das provas disso. Até porque todos vão precisar encontrar soluções para se manterem em expansão no mercado. Sim, pois uma hora, todo mundo vai ter o seu smartphone. E é nessa hora que os fabricantes terão que se reinventar para buscar argumentos para vender novos dispositivos.