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IFA 2014 | Sobre o Samsung Galaxy Note Edge

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De novo: com tudo o que falamos sobre a Samsung (eu mesmo sou um crítico voraz da empresa), uma coisa que não podemos negar é que ao menos eles tentam inovar. Ok, muito se fala das tentativas da empresa em copiar os outros, e muito se questiona se tais inovações são realmente úteis e necessárias. Fato é que eles não ficam esperando anos para apresentar algo novo (como uma certa Apple), e a prova disso é o novo Samsung Galaxy Note Edge, apresentado na IFA 2014.

O modelo lembra um dos protótipos apresentados pela empresa em um passado não muito distante, e a ideia aqui é oferecer uma proposta de uso diferente para a tecnologia de tela curva. Aliás, diferente e minimamente útil, pois acho que o Samsung Galaxy Round não foi para frente por conta do seu ar “sou ousado demais para o mundo de vocês”, mas que, na prática, se transformou em um “você é pouco útil na minha vida” por parte do usuário.

Aliás, essa tela não é apenas curva. Ela funciona de forma independente (com a ajuda do software da Samsung – a famigerada interface TouchWiz), permitindo que a tela maior fique desligada, e apenas a tela lateral permaneça ativa, recebendo notificações. É uma variação das outras telas inteligentes já vistas em outros modelos de concorrentes.

Mas em uma tela curva, o que faz toda a diferença de design.

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Particularmente, eu gosto do fato da Samsung ao menos tentar apresentar algo diferente. Mais uma vez eu digo que não questiono muito a praticidade do novo sistema, mas me agrada ver uma empresa que não tem medo de correr riscos. Até agora, nenhuma empresa tentou algo semelhante, e é disso que o mundo da tecnologia precisa: de mais inovação, de um maior numero de tentativas para soluções diferenciadas. Se vai dar certo ou não, é uma outra história. Mas que ao menos tentem alguma coisa.

Sobre as especificações de hardware, pouco se tem a dizer. Ele é basicamente o Galaxy Note 4 (também anunciado hoje), com 0.1 polegada a menos de tela, uma leve diferença (para menos) na bateria, e todos os recursos já conhecidos da interface da Samsung, turbinada com algumas novidades específicas para o uso com a nova S Pen, que promete ser mais inteligente.

É um dispositivo top de linha, o que o torna naturalmente interessante. Porém, não é difícil de se imaginar que esse será um modelo consideravelmente caro para a maioria dos mortais. Talvez mais caro que o próprio Galaxy Note 4, por conta do fator inovação. Logo, será mais um smartphone com preço proibitivo quando chegar ao Brasil.

De qualquer forma, a Samsung está tentando. Quero ver se sua concorrente direta consegue chamar a minha atenção na semana que vem, apresentando alguma inovação. Sim, pois aumentar o tamanho de tela de um smartphone não representa inovação nenhuma. Pelo contrário: só mostra como algumas empresas estão muito atrasadas em relação ao que pede o consumidor.


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