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Aconteceu ontem (14) em São Paulo o lançamento dos novos smartphones top de linha da Samsung. Os modelos Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge já eram conhecidos do grande público desde a Mobile World Congress realizada em março, mas agora desembarcam no mercado brasileiro, e com preços de modelos ‘premium’: a partir de R$ 3.299 e podendo alcançar a astronômica marca de R$ 4.299.

A Samsung deixou muito claro lá mesmo na MWC 2015 que esses novos modelos da linha Galaxy não era pensado nos meros mortais. Eles sempre projetaram esses produtos para a clientela ‘vip’, ou para quem poderia pagar os valores cobrados por esses produtos. Antes, eu achava essa estratégia algo estúpido, por entender que a boa tecnologia deveria ser mais acessível para o maior número de usuários. Porém, o mundo mudou, o cenário da tecnologia móvel também e, por tabela, minha visão sobre o assunto está um pouco diferente.

Vamos voltar para 2011 (por exemplo). Nessa época, Apple, Samsung e Sony contavam com modelos top de linha, em uma faixa de preço que poucos poderiam pagar. Os demais produtos dessas empresas (mais Sony e Samsung, pois a Apple nunca pensou no mercado de entrada ou intermediário) eram dispositivos com um hardware muito abaixo do ideal, ou que não ofertavam uma relação custo-benefício aceitável.

Eram produtos que não ofereciam um desempenho minimamente aceitável para que o usuário pudesse ter uma experiência de uso satisfatória. Sem falar que o Android não era um sistema suficientemente maduro para otimizar os recursos de hardware para a entrega desse tal bom desempenho.

Porém, o tempo passou, e as coisas mudaram. E muito.

Motorola, ASUS, Huawei, Xiaomi… vários outros fabricantes entraram no mercado de dispositivos móveis, e oferecem hoje dispositivos com um desempenho excelente, um hardware competente e um acabamento bem aceitável com preços muito competitivos.

A Motorola em especial dá aula nesse aspecto. Oferece ótimos smartphones em diferentes faixas de preço. A ASUS, com a sua linha ZenFone, conta com dispositivos com um desempenho excelente, com a ajuda do hardware da Intel. Assim como a Huawei, que aposta nos processadores Kirin, saindo um pouco do duopólio Qualcomm/MediaTek, e a Xiaomi, que prepara a sua chegada ao Brasil, e tem dispositivos muito cobiçados.

Ou seja, temos hoje um cenário muito diferente de 2015. Não precisamos pagar mais de R$ 3 mil para ter um excelente smartphone. Com até R$ 1.5 mil você já pode ter um modelo com desempenho e especificações respeitáveis, permitindo que a experiência com esses dispositivos seja a mais eficiente possível para o grande público.

Na hipótese mais ‘absurda’, a melhor relação custo-benefício de um top de linha hoje é, sem dúvida, o Motorola Moto Maxx. Mesmo custando R$ 2.399 (mas você pode encontrar por menos), a diferença de preço para o iPhone 6 mais barato (16 GB) é considerável, e falando especificamente da experiência do Android, muita gente vai preferir o Android ‘puro’ do Moto Maxx do que a TouchWiz do Samsung Galaxy S6, que traumatizou muita gente por conta dos problemas apresentados nos modelos anteriores.

Por fim, temos sempre que considerar aquela velha frase que se fez presente em vários textos sobre o assunto: ‘tem gente pagando o valor cobrado pelos modelos mais caros’. Principalmente no Brasil.

Quem escreve sobre o mercado de tecnologia nacional estava prevendo um valor ainda mais alto para os novos Galaxys. No evento da LG que participei ontem (14) em São Paulo, muito se comentava sobre valores batendo os R$ 4.5 mil para o Galaxy S6 Edge. Ver ele chegando a R$ 3.799 é uma ‘vitória’. Pelo histórico da Samsung, não era nenhum absurdo prever um valor acima dos R$ 4 mil para o modelo com tela curva.

De qualquer forma, a realidade de mercado é essa. Temos uma nova categoria de produto no Brasil, a dos smartphoens ‘para Luciano Huck comprar’ (se bem que ele compra nos EUA). Apple e Samsung decidiram que, no Brasil, os seus modelos top de linha podem custar acima de R$ 3 mil, pois vai ter sempre alguém pagando por isso.

Mas eu estou muito feliz com o meu Moto Maxx!


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