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Não venham me dizer que eu não entendo. Eu entendo. Perfeitamente. A necessidade de oferecer produtos que seduzam os mercados emergentes e/ou de baixo custo resultam na oferta de dispositivos de entrada, que façam o básico. O que eu não entendo é a Samsung oferecer um produto que consegue ser AINDA MAIS LIMITADO que o Galaxy Tab 3 (que, caso vocês não saibam, já é um tablet de entrada).

O Samsung Galaxy Tab 3 Lite foi anunciado hoje (16) pelos coreanos, mais de forma forçada do que de forma espontânea. O manual do produto vazou na internet nessa semana, e por falta de coisa melhor para fazer, a Samsung decidiu anunciar oficialmente o produto. Não revelaram preço, nem data de lançamento, mas tais detalhes devem ser revelados durante a Mobile World Congress 2014, que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

Tudo muito lindo. Mas a pergunta persiste: por que esse lançamento, Samsung?

Vamos comparar com números? Claro que vamos! A seguir, as principais especificações técnicas do Galaxy Tab 3 Lite e do Galaxy Tab 3:

Galaxy Tab 3 Lite: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 2 megapixels, bateria de 3.600 mAh e sistema operacional Android 4.2 Jelly Bean.

Galaxy Tab 3: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 3 megapixels, bateria de 4.000 mAh e sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean (informações extraídas do site da Samsung).

Ou seja… as diferenças são mínimas: na câmera traseira, na bateria e na versão do Android. Mas… será que tudo isso justifica o lançamento do Galaxy Tab 3 Lite?

Na minha modesta opinião fecal, não. Porém, funciona para a Samsung. De alguma forma bem estranha.

Eu não consigo entender qual é a incapacidade dos coreanos em oferecer um produto um pouco mais barato para os tais mercados emergentes, do que oferecer um “novo” modelo, com especificações técnicas muito próximas ao anterior, o que na minha opinião, não chega nem a ser outro modelo. Na boa, diferenças na câmera, bateria e sistema operacional não justificam a inserção de um novo produto no mercado, apenas para confundir o consumidor.

Qual é a real diferença de preço que os dois modelos podem ter? Se a Samsung oferecer o Galaxy Tab 3 Lite por R$ 100 a menos já está perdendo dinheiro com ele. Logo, não faz o menor sentido.

Tudo bem, a Samsung precisa movimentar a sua linha de produção, e oferecer opções para o consumidor nunca pode ser considerado um erro. Agora, pegar um produto que já existe, mexer de forma sutil em um ou dois itens de hardware, e lançá-lo ao mercado como um produto “novo” é algo que beira o cretino. Depois, quando a Samsung é duramente criticada por alguns consumidores por oferecerem dispositivos de baixa qualidade, que a empresa não reclame de bullying. Até porque o Galaxy Tab 3 Lite pode ser considerado uma “prova de acusação #3”.

Tá, Samsung… eu sei que funciona para vocês. Mas para mim, não. E eu sigo perguntando: por que?

Outra pergunta: até quando?


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